Beijada por um Anjo  Vol. 3  Almas Gmeas


Captulo 1

Com o queixo erguido e os cabelos loiros encaracolados puxados para trs, Ivy fechou a porta do
conselheiro escolar e caminhou pelo corredor. Vrios rapazes da equipe de natao viraram-se para
v-la caminhar at seu armrio. Ivy fez o possvel para retribuir o olhar com confiana. A cala e a
blusa que ela estava usando para o primeiro dia do ano letivo foram escolhidas por Suzanne, sua
amiga de longa data e especialista em moda. Uma pena Suzanne no ter escolhido um saco que
combinasse com sua roupa para enfiar na cabea, pensou Ivy. Ela passou em frente ao quadro de
avisos do terceiro ano do ensino mdio. As pessoas cochichavam, apontavam para ela com tmidos
acenos de cabeas. Ela deveria ter esperado por isso.

Qualquer uma que Tristan Carruthers tivesse se apaixonado. Qualquer uma que tivesse estado com
Tristan na noite ele foi morto seria seria alvo disse tipo de coisa. Ento, naturalmente, algum que
havia tentado se matar porque ela no conseguia superar a morte de Tristan, as pessoas apontariam e
cochichariam e observariam com muita, muita ateno. E era isso que todos comentavam sobre Ivy:
que por causa do corao partido, ela tinha tomado algumas plulas, em seguida, tentou se jogar na
frente de um trem.

Ela podia se lembrar apenas da parte do corao, do longo vero aps o acidente de carro, dos
pesadelos com o cervo batendo contra o pra-brisa. Trs semanas atrs, ela tinha tido outro de seus
pesadelos e acordara gritando. Tudo o que ela conseguia se lembrar daquela noite era ter sido
consolada por seu meio irmo, Gregory, ento adormecer, olhando a foto de Tristan. Essa foto, sua
foto favorita de Tristan, em que ele estava usando sua velha jaqueta da escola e um bon para trs
na cabea, assombrado com ela agora. Tinha assombrado antes mesmo que ela ouvisse os relatos de
seu irmo caula sobre os acontecimentos daquela noite.

A histria de Philip sobre um anjo t-la salvado no tinha convencido de sua famlia ou a polcia
que esta no era uma tentativa de suicdio. E como ela poderia negar ter tomado uma droga que
apareceu no exame de sangue do hospital? Como ela poderia argumentar contra o depoimento do
maquinista do trem  polcia que no teria sido capaz parar a tempo?

"Medo, medo, medo" - uma voz vibrante interrompeu os pensamentos de Ivy. "Quem quer jogar
medo, medo, medo?"

Ele estava gritando, escondido embaixo do espao coberto das escadas. Ivy sabia que era o melhor
amigo de Gregory, Eric Ghent. Ela continuou andando.

"Medo, medo, medo..."

Quando ela no reagiu, ele emergiu da escadaria escura, parecendo um esqueleto assustado fora de
seu tmulo.

 Seus cabelos loiros ralos estava penteados para trs, e seus olhos, pareciam bolas de gude azul
plidas colocadas em orifcios cercados de ossos. Ivy no tinha visto Eric para as ltimas trs
semanas, ela suspeita que Gregory manteve seu amigo gozador longe dela.

Agora Eric moveu-se rapidamente o suficiente para bloquear seu caminho. "Por que voc no foi
at o fim?" ele perguntou. "Perdou a coragem? Por que voc no se matou?"
"Desapontado?" indagou Ivy .
"Medo, medo, medo", disse ele baixinho, sarcasticamente.
"Me deixe me paz, Eric". Ivy andou mais rpido.

"Uh-uh. Agora no." respondeu ele, agarrando seu pulso, dedos finos envolvendo firmemente em
torno de seu brao. "Voc no pode me dar o fora agora, Ivy. Voc e eu temos muito em comum ".

"No temos nada em comum", ela respondeu, soltando-se dele.

"Gregory", disse ele, enumerando com um dedo. "Drogas". Levantou o segundo dedo. "E ns dois
somos campees do jogo do medo". Balanou o terceiro dedo. "Ns somos parceiros agora."

Ivy continuou andando, mas ela queria correr. Eric vinha junto com ela.

"Diga ao seu bom amigo", disse ele, "o que fez voc querer fazer isso? O que voc estava pensando
quando viu que o trem passar correndo pelos trilhos bem ali embaixo? Se estava feliz? Que tipo de
viagem era? "

Ivy sentiu repulsa por suas perguntas. Parecia impossvel pensar que ela teria deliberadamente
pulado na frente do trem. Ela havia perdido Tristan, mas ainda havia pessoas em sua vida, ela se
importava profundamente com - Philip, sua me, Suzanne e Beth, e Gregory, que tinha protegido
ela e confort-la depois da morte de Tristan. Gregory tinha passado muita coisa tambm, o suicdio
de sua me aconteceu no ms anterior a morreu Tristan. Ivy tinha visto a dor e a raiva causadas por
esta morte, e parecia totalmente insano que ela podesse tentar a mesma coisa.

Mas todos diziam que ela tinha feito sim. Gregory disse que sim.

"Quantas vezes eu tenho que te dizer? Eu no consigo lembrar o que aconteceu naquela noite, Eric.
Eu no consigo."

"Mas voc vai," ele disse com um riso abafado. "Cedo ou tarde, vai."

Ento ele se afastou dela e se virou, como um cachorro que tinha chegado ao fim do seu territrio.
Ivy continuou caminhando em direo ao seu armrio e de suas amigas, ignorando olhares mais
curiosos. Ela esperava que Suzanne e Beth j tivessem terminado a reunio de orientao aos
formandos.

Ivy no precisa de olhar para os nmeros dos armrios para encontrar novo armrio de Suzanne
Goldstein. Suzanne no estava l, mas o armrio estava impregnado do aroma de seu perfume
favorito, o que guiou Ivy - e todos os rapazes interessados em deixar um recado a Suzanne  ao
local exato. Suzanne estava se encontrado com trs caras novos no momento, mas Beth e Ivy sabia
que era apenas um truque para fazer cimes a Gregory.

O armrio de Beth Van Dyke, que estava perto ao de Ivy esse ano, j tinha um pedao de papel
saindo dele, mas provavelmente no era um recado de um belo admirador. Mais provavelmente, ela
havia fechado a porta em um pedao de anotao de um de seus romances trridos, um dos muitos
que enchiam seus cadernos.

Ivy foi em frente ao seu prprio armrio para deixar seus novos livros. Ajoelhando-se, digitou a
combinao, e abriu a porta. Ela engasgou. Do lado de dentro da porta, havia uma foto de Tristan, a
mesma foto que vinha assombrando durante nas ltimas trs semanas. Por um momento ela no
conseguia respirar. Como tinha ela foi parar l?
Rapidamente, ela lembrou tudo o que tinha feito naquela manh: chamada na sala de preparao,
em seguida, assembleia geral e loja da escola, e finalmente um reunio com o conselheiro. Ela leu a
lista de atividades duas vezes, mas ela no conseguia se lembrar de ter colado a foto na porta. Ser
que ela estava realmente enlouquecendo?

Ivy fechou os olhos e encostou na porta. Eu sou louca, pensou ela. Eu estou realmente louca.

"Estou maluca, Gregory?" ela perguntou h trs semanas atrs, ela estava em seu quarto, em seu
primeiro dia em casa depois que voltou do hospital. Ela segurou a foto de Tristan em suas mos
trmulas. Gregory gentilmente tirou a foto longe dela, dando-lhe a Philip, seu salvador de nove anos
de idade.

"Voc vai ficar melhor, Ivy. Isso eu tenho certeza", disse Gregory, dentando na cama ao lado dela,
colocando o brao ao redor dela.

"O que significa que estou louco agora."

Gregory no respondeu imediatamente. Ela havia notado a mudana nele quando ele veio v-la no
hospital. Seu cabelo escuro estava perfeitamente penteada, como sempre, e seu belo rosto era como
uma mscara, tal como tinha sido quando ela o conheceu, sua luz, os olhos cinzentos escondendo
seus mais profundos pensamentos.

" uma coisa difcil de entender, Ivy", disse ele com cuidado. " difcil saber exatamente o que
voc estava pensando naquele momento." Ele olhou para Philip, que a foto a emoldurada em cima
da mesa. "E a histria de Philip com certeza no ajuda muito."

Seu irmo respondeu com um olhar obstinado.

"Talvez agora que ningum est por perto, voc possa nos dizer o que realmente aconteceu, Philip",
disse Gregory.

Philip olhou para as duas prateleiras vazias que um dia abrigaram a coleo de anjos de Ivy. Ele
tinha as esttuas agora. Ivy havia dado a ele na condio de que ele nunca mais falasse sobre anjos.

"Eu j lhe disse."

"Tente novamente", disse Gregory, a voz baixa e tensa.

"Por favor, Philip." "Vai me ajudar." Ivy estendeu a sua mo a ele.

Ele deixou que ela segurasse sua mo frouxamente. Ela sabia que ele estava cansado de ser
interrogado, em primeiro lugar pela polcia, em seguida pelos mdicos no hospital, depois pela sua
me e pelo pai de Gregory, Andrew.

"Eu estava dormindo", contou Philip. "Depois que voc teve o seu pesadelo, Gregory disse que iria
ficar com voc. Eu voltei a dormindo novamente. Mas ento eu ouvi algum chamar por mim. Eu
no sabia quem era no incio. Ele me disse para eu acordar. Ele disse que precisava de ajuda. "

Philip parou, como se isso fosse o fim da histria.

"E?"
Ele olhou para as prateleiras vazias, em seguida, afastou-se dela.

"V em frente", pediu Ivy.

"Voc vai gritar comigo."

"No, eu no vou", disse ela. "E nem Gregory". Ela deu a Gregory um olhar de advertncia. "Diga-
nos o que voc lembra."

"Voc ouviu uma voz em sua cabea", disse Gregory ", e ela dizia que Ivy precisava de ajuda. A voz
soava como Tristan."

"Era Tristan", Philip insistiu. "Era anjo Tristan!"

"Ok, ok", disse Gregory.

"Ser que essa voz lhe disse por que eu estava em apuros?" Ivy perguntou. "Ser que a voz lhe disse
onde eu estava?"

Ele balanou a cabea. Tristan disse para colocar os sapatos, descer as escadas e sair pela porta dos
fundos. Em seguida, correu pelo quintal para a parede de pedra. Sabia eu no podia ultrapassa-lo,
mas Tristan disse que estava tudo bem, porque ele estava comigo. "

Ivy podia sentir o corpo de Gregory tenso ao lado dela, mas ela assentiu encorajando Philip.

"Foi assustador, Ivy, descer a montanha. Foi difcil se segurar. As pedras eram escorregadias
demais."

" impossvel", disse Gregory, soando frustrados e perplexos. "Uma criana no poderia ter feito
isso. Eu no poderia ter feito isso."

"Eu tinha Tristan comigo", lembrou Philip.

"Eu no sei como voc chegou  estao, Philip", disse Gregory acaloradamente, "mas eu estou
cansado desta histria de Tristan. Eu no quero ouvir isso de novo."

"Eu quero", Ivy disse baixinho, e percebendo que Gregory prendia a respirao. "V em frente",
disse ela.

"Quando chegamos ao p da montanha, ns ainda tivemos que superar outra cerca. Perguntei o que
estava acontecendo, mas Tristan no quis me dizer. Ele s disse que tinha que ajudar voc. Ento eu
comecei a escalar, dai eu quase estraguei tudo. Eu pensei, porque Tristan era um anjo que poderia
voar "- Gregory levantou-se e comeou a andar ao redor do quarto - "mas ns dois juntos no
podamos e ento acabamos caindo do topo deste muro alto."

Ivy olhou para o tornozelo enfaixado de seu irmo. Seus joelhos foram cortados e machucados.

"Ento, ouvi o apito do trem. E ns tivemos que ir em frente. Quando chegamos perto, vimos voc
na plataforma. Gritamos para voc, Ivy, mas voc no ouviu. Corremos para subir os degraus e
atravessar a ponte. Foi quando vimos o outro Tristan. O do bon e jaqueta, assim como na sua foto",
disse ele, apontando para ela.
Ivy estremeceu.
"Ento", disse Gregory, "o anjo Tristan estava em dois lugares  com voc e tambm do outro lado
dos trilhos. Ele estava fazendo uma brincadeira com ela, pedindo que fosse at ele. No foi uma
brincadeira muito boa. "

"Tristan estava comigo", disse Philip.

"Ento, quem estava do outro lado dos trilhos?" Gregory perguntou.

"Um anjo mau", Philip respondeu com toda a certeza. "Algum que queria ver Ivy morta".

Gregory piscou.

Ivy apoiou-se contra a sua cabeceira. To bizarro quanto a histria de Philip soava, parecia mais
real para ela do que a ideia de que ela tinha tomado drogas e se jogado na frente de um trem. E o
fato  que de alguma maneira seu irmo tinha chegado l e ele a puxou para trs no ltimo
momento. O maquinista tinha visto uma forma indistinta na frente do trem e pelo rdio avisou a
centra que ele no podia parar a tempo.

"Eu pensei que voc tiveste visto Tristan, disse Philip.

"O qu?" Ivy perguntou.

"Voc se virou. Eu pensei que voc viu a sua luz." Philip olhou para ela com esperana.

Ivy balanou a cabea. "Eu no me lembro. Eu no me lembro de nada da estao de trem."

Talvez seria mais fcil se ela nunca se lembrasse do que tinha acontecido, pensou Ivy. Mas cada vez
que olhava para a foto agora, havia um formigamento na parte traseira de sua mente. Algo que no a
deixava desviar o olhar para longe e esquecer. Ivy encarava a foto at a imagem ficar borrada. Ela
no sabia que ela havia comeado a chorar.

"Ivy ... Ivy, no."

As palavras de Suzanne trouxeram Ivy volta ao presente. Quando ela levantou a cabea, a amiga se
agachou ao lado do armrio da escola. Sua boca era um sombrios lbio delineado por batom. Beth,
que tambm tinha de voltado da orientao, ficou atrs dela, procurando lenos de papel em sua
mochila. Ela olhou para Ivy, seus prprios olhos marejados refletinam as lgrimas Ivy.

"Estou bem", Ivy disse, enxugando os olhos rapidamente, olhando de uma para a outra. "Realmente,
eu estou bem."

Mas ela podia dizer que no acreditavam nela. Gregory levara para a escola naquele dia, e Suzanne
a levaria para casa. Era como se eles no confiassem nela dirigindo, como se pensassem que a
qualquer momento ela perderia o controle e se atiraria de um penhasco.

"Voc no deveria ter essa foto dentro do seu armrio", disse Suzanne. "Cedo ou tarde voc vai ter
que deix-lo ir, Ivy. Voc s est fazendocom que fique..." Ela hesitou.

"Louca"?

Suzanne alisado para trs sua vasta cabeleira negra, depois ficou mexendo com seu brinco de argola
dourada. Ela nunca tinha ficado tmida ao falar de seus sentimentos, mas agora
ela estava sendo cuidadosa. "No  saudvel, Ivy", disse ela finalmente. "No  bom ter a foto dele
aqui para lembr-lo cada vez que voc abrir a porta."

"Mas no fui eu quem colocou aqui", Ivy disse a ela.

Suzanne franziu o cenho. "O que voc quer dizer?"

"Voc me viu fazer isso?" Ivy perguntou.

"Bem, no, mas voc tem de se lembrar ..." a amiga comeou a dizer.

"Eu no lembro".

Suzanne e Beth trocaram olhares.

"Ento algum deve ter colocado", Ivy disse, soando muito mais certa do que ela se sentia. " um
foto da escola. Qualquer um pode ter uma cpia do mesmo. Eu no coloquei aqui, ento algum
deve ter feito isso ".

Houve um momento de silncio. Suzanne suspirou.

"Voc conversou com o conselheiro hoje?" Beth perguntou.

"Acabei de vir de l", Ivy disse a ela, fechando seu armrio, deixando a foto dentro. Levantou-se ao
lado de Beth, cujo traje tambm foi selecionada por Suzanne. Mas Beth no importava o quo
estava vestida elegantemente, para Ivy , sempre parecia como uma coruja de olhos arregalados, com
seu rosto redondo e cabelos frisados feito plumas.

"O que a Sra. Bryce disse?" Beth perguntou quando comearam a caminhar pelo corredor.

"Nada de mais. Eu tenho que vir falar com ela duas vezes por semana e aparecer por l se eu estiver
tendo um dia ruim. Ento vocs iro na segunda-feira?" Ivy perguntou, mudando de assunto.

 Os olhos de Suzanne brilharam. " festa da famlia Baines?  uma tradio do dia do Trabalho!"
sentia-se aliviada por estar falando da festa.

Ivy sabia que o ms passado foi duro para Suzanne. Ela tinha tinha tanto cimes da ateno que
Gregory dava a Ivy que ela parou de falar com a melhor amiga. Mais tarde, quando Gregory disse a
Suzanne que Ivy teria tentado cometer suicdio, ela se culpava por virar as costas. Mas Ivy sabia
que ela tambm tinha sua parcela de culpa pelo rompimento. Ela havia chegado muito perto de
Gregory. Nas trs semanas desde o incidente na estao de trem, Gregory tinha esfriado com Ivy,
tratando ela mais como uma irm do que como a garota por quem tinha interesse amoroso. Suzanne
voltou a se aproximar de Ivy novamente, e Ivy estava feliz com a mudana de ambos.

"Vamos para a festa dos Baines desde que ramos crianas", Beth disse a Ivy. "Todo mundo
Stonehill vai."

"Exceto por mim", salientou Ivy.
"E Will. Ele se mudou para c no inverno passado, como voc", disse Beth. "Eu disse a ele sobre a
festa, e ele vai."
"Vai?" Ivy tinha percebido que Beth e Will estavam cada vez mais prximos. "Ele  um cara legal."

" mesmo", Beth disse com entusiasmo.

Elas estudaram uma a outra por um momento. Ser que Beth e Will estavam comeando a ser mais
que amigos? Ivy se perguntou. Depois de escrever todas essas histrias romnticas, talvez
Beth tinha finalmente se apaixonado. No seria difcil de acontecer. Um monte de meninas
gostavam de Will. Ivy mesmo sentia que quando ela olhava em seus olhos castanhos escuros... ao
perceber que estava pensando, rapidamente deixado de lado esse pensamento. Ela nunca iria se
apaixonar de novo.

As meninas saram da escola, e Suzanne as levou em uma rota indireta em seu carro que
convenientemente passava pelo campo onde treinava o time de futebol.

"Eu tenho que conseguir informaes sobro o time", disse Suzanne depois de alguns minutos de
observao. "E se eu comear me interessar pelo nmero quarenta e nove e descobrir que ele 
apenas do segundo ano? "

"Um gata  sempre um gata", Beth respondeu filosoficamente. "E as mulheres mais velhas com
homens mais jovens est super na moda"

"No diga Gregory que olhei", Suzanne disse em um sussurro encenado enquanto se moviam na
direo de seus carros.

"No  permitido olhar? Beth perguntou inocentemente.

"Pensando bem, diga-lhe, dizer-lhe!" Suzanne disse, atirando os braos dramaticamente. "Deixe
que ele saiba, Ivy, que estou disponvel e olhando para os caras."

Ivy apenas sorriu. Desde o incio, Suzanne e Gregory faziam joguinhos psicolgicos um com o
outro.

"Quero dizer, por que eu deveria me amarrar com um cara s?" Suzanne continuou.

Ivy sabia que era tudo teatro. Suzanne estava obcecada por Gregory desde maro e queria
desesperadamente que ele se prendesse a ela.

"Eu vou comear na festana dos Baines". Ela destrancou a porta do carro. " l que muitos dos
romances de escola que comearam, sabia?"

"Voc est planejando quantos para si mesma?" Ivy brincou.

"Seis".

"timo", disse Beth. "Mais seis coraes partidos para mim escrever a respeito."

"Eu me conformaria com cinco romances," Suzanne acrescentou, dando um olhar travesso a Ivy, "se
voc comeasse um e parasse de pensar em Tristan".

Ivy no respondeu.

Suzanne entrou em seu carro, fechou a porta e estendeu para destrancar a porta do lado do
passageiro. Mas antes que Ivy pudesse abrir, Beth pegou a mo dela. Ela falou rapidamente, em
silncio: "No pode esquecer, Ivy . Ainda no. Seria perigoso para esquecer..."

No fundo de sua mente, Ivy sentiu aquela sensao de formigamento novamente.

Em seguida, Beth abriu a porta de seu prprio carro, pulou dentro, e foi embora rapidamente.

Suzanne olhou no espelho retrovisor, franzindo a testa. "Eu no sei o que aconteceu com essa
menina. Ultimamente ela est pulando por a como um coelho assustado. Que ela acabou de dizer
para voc? "

Ivy encolheu os ombros. "S me deu um pequeno conselho."

"No me diga - ela tem outra de suas premonies."

Ivy permaneceu em silncio.

Suzanne riu. "Voc tem que admitir, Ivy, Beth  esquisita. Eu nunca levo os 'conselhos' dela a
srio. Voc no deve, tampouco."

"Eu no tenho at agora", disse Ivy. E em ambas as vezes, ela pensou, me arrependo de no ter
levado.




Captulo 2


"Ho! Romeo! Onde ests? Rooo-me-ooo", disse Lacey.

Tristan, que vinha acompanhando Ivy descer a grande escada central da casa dos Baines, estava
parado no descanso da escada e enfiou a cabea para fora de uma janela aberta.

Lacey sorriu para ele do meio de um canteiro de flores, o nico da propriedade Andrew Baines que
no havia sido invadida por centenas de convidados com toalhas e cestas de piquenique. Uma banda
de metais do Caribe estava se passando o som no ptio. Lanternas de papel estavam penduradas nos
pinheiros ao redor da quadra de tnis; abaixo deles mesas foram dispostas com refrescos.

Muito antes de Tristan conheceu Ivy, muito antes de Andrew surpreender a todos ao se casar com
Maggie, Tristan ia essa festa anual. Lembrou-se como parecia enorme a casa de madeira branca
quando era um menino pequeno, com suas alas leste e oeste e chamins e fileiras de pesadas
persianas pretas... como uma casa seria retratada no calendrio de sua me sobre a Nova Inglaterra.

"Deixa a garota, Romeo," Lacey gritou para ele. "Voc est perdendo uma grande festa.
Especialmente em alguns arbustos".

Mesmo agora, aps dois meses e meio de anjo,o primeiro instinto Tristan era acalm-la. Mas
ningum podia ouvi-lo, exceto quando Lacey optou por projetar a sua voz, um poder que ele ainda
no tinha dominado. Ele deu um sorriso torto, e depois retirou-se da janela. No mesmo momento
em que Tristan voltou para a escada, Ivy parou e se virou em direo  janela.

Por um momento ele teve esperana. Ela sentiu algo, pensou.

Mas Ivy olhou atravs dele, ento, sem hesitao, passou por ele. Ela inclinou-se sobre o peitoril da
janela, olhando melancolicamente para a cena  sua frente. Tristan estava ao lado dela e viu quando
tochas foram acesas, inflamando-se de repente no crepsculo de vero.

Ivy virou a cabea, e Tristan fez tambm, seguindo o seu olhar para Will, que estava parado na
borda da multido, observando-a. De repente, Will olhou para cima, encontrando os olhos de Ivy.
Tristan sabia o que Will viu: olhos verdes brilhantes e mechas de cabelos loiros caindo sobre os
ombros.

Ivy olhou para Will que pareceu uma eternidade, ento recuou abruptamente, com as mos
nas bochechas. Tristan se retirou rpido. Tire uma foto, Will, que dura mais tempo, ele pensou,
ento, desceu rapidamente a escada.

Lacey estava esperando no ptio, divertindo-se batendo em cada prato do baterista toda vez que
virava as costas. Naturalmente, o baterista no a via, nem mesmo o brilho roxo que alguns crentes
vislumbrada. Ela piscou para Tristan.

"Eu no estou aqui para brincar", disse ele.

"Ok, querido, vamos comear a trabalhar", disse Lacey, dando-lhe um pequeno empurro. Embora
pudessem atravessar outras pessoas, eles apareciam slidos um para o outro.

"Quero mostrar-lhe algum que est engolindo bebidas l na quadra de tnis", disse Lacey, mas
primeiro ela se dirigiu  casa da rvore de Philip. Ela simplesmente no podia resistir a
oportunidade de desviar o assento do balano da rvore quando uma garota em um vestido rosa
tentou sentar-se nele.

"Lacey, haja conforme a sua idade."

"Eu vou", disse ela, "to logo voc se decidir a agir como um anjo."

"Me parece que eu fao", disse ele.

Ela balanou a cabea. Seu cabelo roxo espetado, como a sua cor prpria marrom caf, no se
movem com a brisa. "Repita comigo:" instruu Lacey com uma voz de professor detestvel. "Ivy
respira, Will respira, eu no."

" que ela me olhou fixamente na estao de trem", disse Tristan. "Eu tinha certeza que ela
acreditava novamente. Quando eu puxei ela e Philip de volta, eu tinha certeza de Ivy me viu. "

"Se ela viu, ela esqueceu", disse Lacey.

"Eu tenho que fazer ela se lembrar. Beth..."

"Est se sentindo muito agitado para ajud-lo", Lacey cortou. "Ela previu o rompimento, o perigo,
na noite na estao de trem. Ela tem um dom especial, mas ela est com muito medo para ser um
canal aberto. "
"Ento Philip".

"Philip! Oh, por favor. Quanto tempo voc acha que Gregory vai continuar suportando o garoto
falando sobre o anjo Tristan?"

Tristan sabia que ela estava certa.

"Isso nos deixa Will", disse Lacey. Ela andou para trs e apontou uma unha longa e roxa para ele.
"Ento. Exatamente quanto  o seu cime?"

"Muito", ele respondeu honestamente, depois suspirou. "Voc sabe como voc sentiu quando a atriz
tomou o seu lugar no filme, voc disse que ela fede?"

"Ela fede", disse Lacey rapidamente.

"Multiplique essa sensao por mil. Assim , no  um cara mau. Ele seria bom para Ivy, e tudo
que eu quero  o que seja bom para Ivy. A amo. Eu faria qualquer coisa por ela...- "

"Morrer, por exemplo", disse Lacey. "Mas voc j tentou isso, e olha onde voc chegou."

Tristan fez uma careta. "Passando o tempo com voc."

Ela sorriu, em seguida, o cutucou. "Olha l. Ao lado da senhora que parece ter um corte e
permanente de poodle. O reconhece? "
" amigo de Caroline", disse Tristan, observando o homem alto de cabelos escuros. "Aquele que
deixa de rosas sobre seu tmulo."

"Ele estava com Andrew no tnis e parecia que ele aproveitava cada minuto com ele."

"Voc descobriu o nome dele?" Tristan pediu.

"Tom Stetson. Ele  um professor na faculdade de Andrew. Te digo, quem precisa de novelas
quando voc pode pendurar ao redor de uma colina de pedra? Voc acha que foi um longo,
trrido, caso secreto? Voc acha que Andrew sabia? Ho, Tristan! "

"Eu ouo voc", disse ele, mas seus olhos estavam concentrados na multido a seis metros de
distncia, onde Ivy, Will, e Beth estavam conversando.

"Oh, as flechas de amor", cantarolou Lacey. Ele odiava quando ela exagerava com palavras como
essas. "Te juro, Tristan, que a menina colocou tantos buracos em voc, que um dia voc vai te ver
como uma fatia de queijo suo ".

Ele fez uma careta.

"  pattico, o jeito que voc olha para ela com aqueles grandes olhos de cachorrinho. Ela nem
sequer v voc, eu s espero que um dia...".

"Sabe o que eu espero, Lacey? Tristan perguntou, balanando em torno dela. "Eu espero que voc se
apaixone."

Lacey piscou os olhos com surpresa.
"Eu espero que voc se apaixonar por um cara que esteja fora do seu alcance."

Lacey olhou para longe.

"E eu espero que voc faa isso logo, antes que eu termine minha misso ", Tristan continuou." Eu
quero estar perto para fazer muitas piadas sobre ele. "

Ele esperava que Lacey fizesse uma replica mal-humorada, mas ela manteve seus olhos longe dele,
vendo a gata de Ivy, Ella, que os seguia na multido.

"Eu no posso esperar at o dia", Tristan continuou, "que Lacey Lovitt se apaixonar por um rapaz
fora do seu alcance."

"O que faz voc pensar que eu no estou?" ela murmurou, em seguida, se agachou sobre Ella. Ela
acariciou a gata durante vrios minutos. Aps dois anos de adiar a sua prpria misso, Lacey tinha
desenvolvido mais resistncia e mais poderes do que Tristan. Sabia que ela poderia manter as pontas
dos dedos materializadas e passar a mo sobre a gata muito mais tempo do que ele.

"Vamos, Ella", Lacey disse em voz baixa, e Tristan viu o movimento das orelhas gata. Lacey estava
projetando sua voz.

Ella seguiu Lacey, e Tristan a uma mesa com salgadinhos e bebidas. Eric e Gregory estavam ali.
Eric estava discutindo com Gregory e o garom, tentando convenc-los a dar-lhe uma cerveja.

Lacey deu um empurrozinho em Ella, e a gata saltou ligeiramente sobre a mesa. Os trs rapazes
no a viram.

"Uma tigela de leite, por favor."

"S um minuto, senhorita", disse o garom, afastando-se de Gregory e Eric. Seus olhos se
arregalaram quando viram Ella.

Ella piscou.

O garom voltou at os garotos. "Voc ouviu isso?"

"Leite, e depressa, por favor."

Agora Eric e o garom olharam para a gata, Gregory esticou o pescoo para olhar para trs de Eric.
"Qual  o problema?" disse com impaciencia. "S tem ch gelada. "

"Eu prefiro o leite."

O garom abaixou o rosto para Ella. Ella miou para ele e pulou para baixo da mesa. Lacey riu, mas
ela parou de projetar sua voz, e apenas Tristan podia ouvi-la agora.

O garom, com a testa franzida ainda, derramou o ch gelado de Eric. Ento Gregory moveu sua
cabea para a direita, e ele e Eric seguiram nessa direo. Tristan se afastou deles, dirigiu-se atravs
da multido e alm dela, para a parede de pedra que marcava o limite da propriedade.

L embaixo dela estava a pequena estao de trem e a pista que abraava o rio. Mesmo Tristan mal
podia acreditar que ele e Philip tinham descido at l embaixo. Era ngreme e rochoso, com poucos
lugares para se agarrar, bordas de pedra estreitas e um arbusto ou rvore an ocasionais.

"De jeito nenhum", disse Gregory murmurando para si mesmo. "Esse garoto est mentindo para
encobrir algum. Quem est com ele?"

"S me deixe saber quando voc estiver falando comigo", Eric disse alegremente.

Gregory olhou para ele.

"Voc tem feito muito isso ultimamente, falando consigo mesmo - Eric sorriu - "ou talvez com os
anjos",

"A merda com os anjos", disse Gregory.

Eric riu. "Sim, bem, talvez voc devesse comear a rezar para eles. Ir em profundidade com isso,
Gregory". Seu rosto ficou srio, o estreitou os olhos.

"Um contato profundo. E quem sabe voc me convide."

"Seu idiota! Voc est se metendo, voc sempre faz isso. E voc est sempre arruinando tudo... eu
estou te pedindo mais uma vez. Onde esto as roupas?"

"Eu estou dizendo a voc mais uma vez, eu no a tenho."

"Eu quero o bon e a jaqueta", disse Gregory. "E voc vai encontr-los para mim, porque se no,
no conseguir o dinheiro que deve a Jimmy."

Gregory inclinou a cabea para trs. "E voc sabe o que isso significa. Voc sabe como podem ser
difceis os distribuidores quando eles no recebem seu dinheiro."

A boca de Eric se contraiu. Sem lcool, ele no conseguia fazer frente a Gregory. "Estou farto''. Se
queixou ele. "Estou cansado de fazer seu trabalho sujo."

Ele comeou a ir embora, mas Gregory puxou de volta pelo brao. "Mas voc vai faz-lo, no vai?
E voc vai manter o silncio sobre as coisas, porque voc precisa de mim. Voc precisa de sua
proviso. "

Eric lutava fracamente. "Deixe-me ir. Algum est olhando".

Gregory soltou seu brao e olhou em volta. Eric rapidamente saiu de seu alcance. "Tenha cuidado,
Gregory", alertou. "Eu posso senti-lo olhando."

Gregory arqueou as sobrancelhas e comeou a rir ameaadoramente. Mesmo quando Eric j estava
fora de vista, ele continuou a rir.

Lacey remexeu os ombros. "Grande porcaria", disse ela.

Eles viram como Gregory voltou para a festa, conversando e sorrindo para os convidados.

"O que voc acha que  o trabalho sujo de Eric ?" Lacey perguntou Tristan. "Golpear Caroline ?
Cortar seu cabo de freio? Atacar Ivy no escritrio de Andrew?" Ela materializados os dedos e atirou
uma pedra o quanto pode sobre o cume. " claro que nem sei ao certo se Caroline foi assassinada
ou se o seu cabo de freio foi deliberadamente cortado. "

Tristan assentiu. "Eu vou ter que viajar no tempo atravs de lembranas de Eric de novo."

Lacey tinha pego outra pedra e agora deixou cair no seu lado. "Voc vai voltar para trs na cabea
de Eric? Voc est louco, Tristan! Eu pensei que voc tivesse aprendido uma lio na primeira vez.
Seus miolos esto fritos,  muito perigoso, e suas lembranas no lhe dar qualquer prova. "

"Uma vez eu sei que eu souber o que est acontecendo, eu posso encontrar a prova", argumentou
ele.

Lacey abanou a cabea.

"Agora," Tristan disse, "Eu tenho que fazer Ivy lembrar do que aconteceu na estao de trem. Eu
tenho que achar Will e convenc-lo a me ajudar."

"P, o que  uma grande ideia!", disse Lacey. "Eu acho que algum mais sugeriu isso cerca de
quinze minutos atrs."

Tristan deu de ombros.

"A mesma que ir com voc, no caso de voc precise de mais ajuda", acrescentou.

"Sem piadas, Lacey", alertou.

"Sem promessas, Tristan."

Eles descobriram Will pelo ptio, danando com Beth. Ivy e Suzanne estava sentada ao lado da me
de Ivy, observando as crianas danar reggae. Lacey comeou a danar sozinha, balanando os
quadris, levantando as mos acima da cabea, ento deixando cair at a cintura. Ela  boa nisso,
Tristan observou quando se virou seguiu seu caminho atravs do ptio. Ella, vendo a luz de Lacey,
comeou a segui-la. Algum deu um passo para trs e caiu sobre Ella, caindo ao lado da gata.

"Voc gostaria de danar?" Era a voz projetada Lacey.

O cara olhou para Ella por um momento, ento ficou de p.

"Vem c, Ella, Maggie disse, a gata andou em direo a me de Ivy, com Lacey seguindo. Ella
pulou no colo de Maggie, e a me de Ivy se acomodou para assistir os danarinos.

"Ningum dana comigo, Maggie." Lacey disse novamente.

Maggie virou a gata para ela, colocando cuidadosamente a mo no queixo de Ella , olhando para a
gata como se esperasse que ela falesse mais uma vez.

"Vocs ouviram meninas?" Maggie perguntou, mas no responderam. Suzanne estava dando Ivy
uma anlise detalhada das relaes de todos os casais do ptio.

Tristan deixou Lacey com seus jogos e se moveu em meio da multido em direo Beth e Will. Eles
estavam danando com a cabea to perto como um romntico casal, mas ele sabia o porqu Beth e
Will estavam realmente juntos... Ivy.
"Estou com medo", disse Beth. "Eu sei coisas que eu no quero saber - eu conheo-as antes que elas
aconteam, Will e eu escrevo coisas que eu nunca quis escrever.."

"Eu desenhei o que eu nunca quis desenhar," Will respondeu.

"Eu gostaria que algum pudesse nos dissesse que est acontecendo. O que quer que seja, ainda no
acabou... tudo o que eu sei que tenho essa sensao de que as coisas esto terrivelmente errado, e
vo piorar. Eu me acordo assustada, com medo que a Ivy morra. s vezes eu acho que estou
desmoronando. "

Will puxou para mais perto. Tristan olhou para Ivy e viu ela girar rapidamente a cabea.

"Voc no est desmoronando, Beth.  que voc tem algum tipo de dom que..."

"Eu no quero esse tipo de dom!" gritou ela.

''Shhh. Shhh". Com a mo, alisou o cabelo de Beth.

"Ela est nos observando", disse Beth. "Ela vai ficar com a ideia errada.  melhor voc convidar ela
para danar."

Tristan sabia que naquele momento o que Will estaria pensando. Ele olhou para Ivy e pensou como
seria a sensao de colocar os braos em volta dela, para pux-la para ele, para deixar seus dedos se
perderem em seus cabelos brilhantes. Naquele instante eles correspondiam pensamentos, e Tristan
deslizou para dentro Will.

De repente caiu contra Beth. " essa sensao novamente. Eu odeio esse sentimento."

"Eu preciso falar com Ivy," Tristan lhe disse, e Will falou as palavras em voz alta.

"O que voc vai dizer para ela?" Beth perguntou.

Will balanou a cabea, perplexo.

"Perguntarei a Ivy se quer danar", disse Tristan, e mais uma vez Will pronunciou as palavras como
se fossem suas.

"Voc perguntar", respondeu Beth. Sua mandbula apertou. Tristan podia sentir a sua luta, como o
instinto de Will disse-lhe para lanar o intruso para fora de sua mente, e como sua curiosidade lutou
contra este instinto. "Quem  voc?" Will perguntou silenciosamente.

" Tristan. Tristan. Voc tem que acreditar em mim agora."

"Eu no posso acreditar", disse Beth.

Will e ela pararam de danar e ficaram olhando um para o outro, tentando entender.

"Ele est dentro de voc, no ?" Beth perguntou, a voz trmula.

"So suas palavras que voc est dizendo."

Will assentiu com a cabea.
"Voc pode faz-lo sair?" , perguntou ela.

"No!"

"Por que voc no nos deixa em paz?" Beth chorou.

"Eu no posso. Pelo amor de Ivy, eu no posso."

Will e Beth se abraavam. Ento Will foi at a beira do ptio, onde Ivy estava sentada. "Quer danar
comigo?" ele perguntou a Ivy.

Ela olhou para Beth incerta.

"Estou cansada", disse Beth, Ivy puxando para fora da cadeira e tomando seu lugar. "V em frente.
Eu tenho que dar a estes delicados ps um descanso."

Will andou calmamente com Ivy para a parte menos lotada do ptio. Tristan o sentiu tremer quando
ele colocou os braos ao redor dela. Sentia-se cada passo desajeitado e lembrou de como ele prprio
sentiu na primavera anterior, quando ele tentou pela primeira vez conhecer Ivy. Cara a cara com ela,
ele no conseguia formular uma sentena com mais de quatro palavras.

"Como vai voc?" Will perguntou.

"Bem".

"Bem".

Um longo silncio se seguiu. Tristan podia sentir as perguntas se formando na mente de Will. "Se
voc est ai," Will disse silenciosamente para Tristan, "porque voc no me diz o que fazer? "

"Eu no sou to frgil", Ivy disse ele.

"O qu?"

"Voc est danando comigo como se voc achasse que eu vou quebrar", disse ela em voz alta, seus
olhos verdes brilhantes atirando fascas.

Will olhou para ela, surpreso. "Voc est com raiva."

"Voc notou", disse ela bruscamente. "Estou cansado da forma como as pessoas esto agindo...
todos esto sendo muito cuidadosos ao meu redor, como se eles estivessem com medo de fazer
alguma coisa que me quebrasse! Bem, eu tenho notcias para voc, Will, e todos os outros. Eu no
sou feita de vidro, e eu no estou prestes a quebrar. Entendeu? "

"Eu acho que sim," Will disse. Ento, sem aviso, girou ela duas vezes, empurrando-a para longe
dele e puxando-a de volta como um ioi. Ele soltou seu brao e colocou em suas costas, em
seguida, inclinando-se sobre ela e depois a puxou de volta.

"Est melhor assim?"

Ivy tirou para trs o cabelo que tinha cado sobre o rosto, e ela riu sem flego. "Um pouco".
Will sorriu. Ambos estavam mais relaxado agora... j  hora de falar com ela, Tristan pensou. Mas
o que ele poderia dizer que no a incomodaria ou a assustaria?

"Tem algo que eu quero falar ," Will disse, usando palavras de Tristan.

Ivy se afastou um pouco para olhar em seus olhos, ento rapidamente desviou o olhar. Os olhos
desse garoto, poderia me afogar neles... era assim que Lacey havia descrito Will. E foi isso que
Ivy desviou o olhar, Tristan pensou, lutando para controlar seu cime.

" sobre ... Beth. Ela est meio agitada," Will dissepor Tristan. "Voc sabe como ela tem
premonies".

"Eu sei que lhe deu um bom susto, h algumas semanas", disse Ivy ", mas que era apenas uma..."

Will moveu a cabea rapidamente, ao mesmo tempo que Tristan. "Beth tem mais medo do futuro do
que o que aconteceu depois."

"O que voc quer dizer?" Ivy perguntou. Seu tom ficou indignado, mas Tristan ouviu um leve
tremor. "Nada mais vai acontecer", insistiu ela. "O que eu tenho que fazer para convencer a todos
que estou bem? "

"Voc tem que lembrar, Ivy".

"Lembrar do qu?" Perguntou ela.

"Da noite do acidente."

Tristan podia sentir Will puxando para trs agora, imaginando aonde suas palavras estavam levando.
"Que acidente?" Will perguntou silenciosamente. "O que voc morreu?"

"O acidente?" Ivy repetido. " uma maneira agradvel, educado de falar sobre a minha tentativa de
suicdio?"

"Ivy, voc no pode acreditar nisso! Voc sabe que no  verdade", disse Will, falando
apaixonadamente cada palavra que Tristan lhe deu.

"Eu no sei mais nada", ela respondeu, com voz embargada.

"Tente lembrar:" Will pediu por Tristan. "Voc me viu na estao de trem."

"Voc estava l?" ela perguntou com surpresa.

"Eu sempre estive l para voc. Eu te amo!"

Ivy olhou para Will. Demasiado tarde Tristan percebeu seu erro de falar diretamente.

"Voc no pode, Will."

Will engoliu em seco.

"Voc deve amar algum mas no a mim. Eu nunca poderei amar voc.
Tristan sentiu Will recebendo o golpe.

"Eu nunca vou amar algum de novo", disse Ivy, dando um passo para trs ", no do jeito que eu
amava Tristan."

"Diga que sou eu estou falando," Tristan insistiu.

Mas Will parou e no disse nada. Outros casais se bateram com eles, e riram, e danaram ao redor
deles. Will deteve Ivy no comprimento do brao, mas Ivy no encontrou seu olhar. Ela se virou de
repente, e Will a deixou ir embora.

"V atrs dela", ordenou Tristan. "Ns no terminamos".

"Deixe-me em paz," Will murmurou, e partiu em outra direo, com a cabea baixa.

Gregory, que era seguido pelo olhar de Suzanne na multido de danarinos, pegou Will pelo brao.

"No vamos desistir, no ?"

"Desistir?" Will repetido, com a voz soando oca.

"De Ivy", disse Suzanne.

"Da perseguio," Gregory disse, sorrindo para Will.

"Eu no acho que Ivy quer ser perseguida".

"Ah, vamos l", Gregory o repreendeu. "Minha irm adotiva doce e inocente gosta de jogar jogos. E
tire isso de mim, ela  uma profissional".

Uma profissional em escapar de ti, Tristan pensou enquanto saia de Will.

"Eu nunca desistiria", disse Gregory, olhando para Ivy, que estava em p na borda do ptio. Seu
sorriso era to persistente que fez tanto Suzanne quanto Tristan olhar para Ivy com inquietude.
"No h nada que eu goste mais que uma garota que joga duro."




Captulo 3



"Portanto", disse Philip a Ivy na noite de quarta-feira, "eu posso assistir Jurassic Park de novo."

"Portanto?" Ivy repetiu com um sorriso. Debruando sobre a mo de sua me, ela rapidamente
verificou as unhas de Maggie. Sua me e Andrew estavam indo a outro jantar beneficente da
faculdade.

"Andrew disse isso."
"Ento, ele j revisou teu dever de casa?" Ivy perguntou.

"Ele disse que a minha histria sobre a festa ficou muito imaginativa e muito boa."

"Muito imaginativa e muito boa", Maggie imitou. "Antes que voc perceba, ns vamos ter quatro
professores por aqui."

Ivy sorriu novamente.

"Vai programar o videocassete", ela a disse Philip. "Assim que mame e eu terminarmos, eu deso."

Ela ergueu o pincel vermelho a tempo de Philip pular da cama, deixando ela e sua me saltando.
Quando ele saiu pela porta, Maggie sussurrou para Ivy.

"Gregory disse que estar por perto hoje  noite, ento se Philip lhe d nenhum problema..."

Ivy franziu a testa. Ela sempre tinha sido capaz de lidar com Philip muito melhor do que sua me ou
Gregory podiam.

"... Ou se voc comear a sentir, voc sabe, o clima pesado ..."

Ivy sabia que sua me quis dizer; depressiva, louca, suicida. Maggie no teve coragem de dizer
essas palavras, mas ela tinha aceito o que os outros disseram sobre ela. No tinha que negar, ento
Ivy simplesmente ignorou.

" amvel da parte de Andrew ajudar Philip com o trabalho escolar", disse ela.

"Andrew se preocupa com voc e Philip," sua me respondeu. "Eu tenho vontade de discutir isso
com voc, Ivy, mas com tudo isso, bem, voc sabe, em nas ltimas trs semanas ... "

"Pe pra fora, me."

"Andrew entrou com os papis de adoo."

Ivy pintou de vermelho a junta de sua me.

"Voc est brincando."

"Estamos mais adiantandos com os de Philip, disse sua me, limpando sua junta. "Mas voc vai ter
dezoito anos em breve. Cabe a voc decidir o que voc gostaria de fazer."

Ivy no sabia o que dizer. Ela se perguntava se Gregory sabia sobre isso, e se ele sabia, o que ele
pensava sobre isso. Agora, seu pai teria dois filhos, e foi ficando cada vez mais evidente que
Andrew preferia Philip.

"Andrew quer que voc saiba que voc sempre ter um lar aqui. Ns te amamos muito, Ivy.
Ningum pode te amar mais." Sua me falou rapidamente e nervosamente. "Dia aps dia, ele vai
ficar melhor para voc. Realmente vai, querida. As pessoas se apaixonam mais de uma vez,"
Maggie continuou, falando mais e mais rpido. "Algum dia voc vai encontrar algum especial.
Voc vai ser feliz novamente. Por favor, acredite em mim",ela pediu.

Ivy tampo o esmalte de unhas. Quando ela se levantou, a me ficou sentada na cama, olhando para
Ivy com uma expresso preocupada, com suas mos com unhas pintadas de vermelho em cima do
seu colo. Ivy se inclinou e beijou a me delicadamente na testa, onde todas as linhas de preocupao
estavam.

"J est ficando melhor ", disse ela." Venha, deixe-me dar um acabamento nessas belezas com o
secador de cabelo. "

Depois que Maggie e Andrew foram embora, Ivy se estabeleceram no sof na sala da famlia para
assistir os dinossauros do Jurassic Park lutando e se destroando. Ela enfiou uma almofada atrs da
cabea e apoiou os ps em cima da baqueta que seu irmo estava encostado. Ella pulou e se estirou
na longas pernas de Ivy, descansando o queixo peludo no seu joelho.Ivy acariciou a gata
distraidamente. Cansada de sua atuao ininterrupta ao longo dos ltimos dias, o seu esforo alegre
para provar a todos que estava bem, ela sentiu as plpebras ficando pesadas. Com os primeiros
tremores da tempestade em Jurassic Park, Ivy estava dormindo.

Cenas da escola correram juntas em um sonho com constantes mudanas, com a cara torta Sra.
Bryce, seus penetrantes olhos pequenos de conselheira, aparecendo e desaparecendo. Ivy estava em
sala de aula, em seguida, nos corredores da escola  caminhando pelos corredores sem fim da
escola. Os professores e as crianas estavam alinhados nas laterais olhando para ela.

"Eu estou bem. Sou feliz. Estou bem. Estou feliz", disse ela mais e mais.

Fora da escola, uma tempestade estava se formando. Ela podia ouvir atravs das paredes, podia
sentir as paredes balanando. Agora ela podia ver, o verde fresco das folhas de maio, sendo
arrancadas das rvores, galhos chicoteando para frente e para trs contra o cu escuro.
Ela estava dirigindo agora, no andando. O vento balanava seu carro, e relmpagos dividindo o
cu. Ela sabia que estava perdida. Um sentimento de pavor comeou a crescer dentro dela.
Ela no sabia onde estava indo, mas o medo cresceu como se ela estivesse cada vez mais perto de
algo terrvel. De repente, uma Harley vermelha dobrou na curva. O motociclista diminuiu a
velocidade. Por um momento ela pensou que ele iria parar para ajud-la, mas ele acelerou. Ela
dirigiu dobrou na curva da estrada e vi a janela. Conhecia a janela, o retngulo de vidro com uma
grande sombra escura por trs dela. O carro pegou velocidade. Ela foi correndo em direo  janela.
Ela tentou parar, tentou frear, pressionado o pedal para baixo de novo e de novo, mas o carro no
parava. No desacelerava! Ento a porta se abriu, e Ivy caiu para fora. Ela cambaleou. Ela mal
conseguia se segurar sozinha. Ela pensou que ia cair pela grande janela. Um apito de trem soou,
longos e angustiante. Uma sombra escura se aproximava cada vez maior por trs do vidro. Ivy
estendeu uma mo. O vidro explodiu; um trem passou atravs dele. Por um momento o tempo
congelou, os estilhaos de vidro pendurado no ar, como pingentes, o grande trem em suspenso,
parando antes de mat-la. Ento mos a puxaram de volta. O trem passou veloz junto a ela, e os
cacos de vidro se fundiram ao cho. A tempestade tinha passado, mas ainda estava escuro, o tipo
de cu se v um pouco antes do amanhecer. Ivy se perguntou de quem era as mos que tinha a
puxado de volta, pois elas eram to fortes como um anjo. Olhando para baixo, ela descobriu estava
segurando Philip. Ela ficou maravilhada com a tranquilidade em torno deles agora. Talvez
realmente estivesse amanhecendo, ela via um raio de luz. A luz ficou mais forte. Se tornou to
grande como uma pessoa, e suas bordas brilhavam com cores. No era o sol, ainda que aquecesse
seu corao ao v-lo. Os circulou Philip e ela, cada vez mais perto.

"Quem est a?" Ivy perguntou. "Quem est a?" Ela no tinha medo. Pela primeira vez em muito
tempo, sentiu-se cheia de esperana. "Quem est a?" Ela chorou, querendo segurar essa esperana.

"Gregory". Ele a despertou. Ele a balanou com fora. " Gregory!"
Ele estava sentado ao lado dela no sof, segurando seus braos. Philip ficou ao seu lado, segurando
o controle remoto do vdeo.

"Voc estava sonhando de novo", disse Gregory. Seu corpo estava tenso. Seus olhos procuraram os
dela. "Eu pensei que os sonhos tinham acabado. Faz trs semanas... eu estava
esperando ...."

Ivy fechou os olhos por um momento. Ela queria ver a luz, a brilhante novamente. Ela queria fugir
de Gregory e voltar para o sentimento poderoso de esperana.

"O qu?" ele perguntou. "O que , Ivy?"

Ela no lhe respondeu.

"Fale comigo!" disse ele. "Por favor". Sua voz tinha tinha suavizado com a suplica. "Por que voc
est olhando desse jeito? Havia algo de novo no sonho?"

"No." Ela viu a dvida em seus olhos. "Apenas no incio", acrescentou ela rapidamente. "Antes eu
estava dirigindo no meio da tempestade, eu estava andando pelos corredores de sua escola, e todo
mundo estava olhando para mim. "

"Encarando", repetiu ele. "Isso  tudo?"

Ela assentiu com a cabea.

"Eu acho que tem sido difcil para voc nos ltimos dias", disse Gregory, tocando suavemente o seu
rosto com o dedo.

Ivy desejava que ele a deixasse sozinha. Com cada momento que ela passava perto dele, a luz do
sonho e seu sentimento de esperana se desvaneceu.

"Eu sei que  difcil enfrentar todas as fofocas na escola", acrescentou Gregory, sua voz cheia de
simpatia.

Ivy no queria ouvi-lo. Se ela pudesse encontrar a esperana de novo, ela no precisava da sua
simpatia ou de ningum. Ela fechou os olhos, desejando que ela pudesse bloque-lo, mas ela podia
sentir o olhar dele, assim como dos outros.

"Estou surpreso que a sua, uh, experincia na estao de trem no fazia parte do seu sonho", disse
ele.

"Eu tambm", ela respondeu, abrindo os olhos, se perguntando se ele sabia que ela estava
guardando. "Eu estou bem, Gregory, realmente. Volte ao que estava fazendo."

Ivy no conseguiu explicar por que ela escondia, salvo que a luz parecia estar a ficando mais e mais
fraca na presena de Gregory.

"Eu estava preparando um lanche", disse ele. "Voc quer alguma coisa?"

"No, obrigado".

Gregory acenou e saiu da sala, ainda preocupado. Ivy esperou at que ela o ouviu fazer barulho na
cozinha, em seguida, caiu no cho ao lado de seu irmo, que estava assistindo o filme novamente.

"Philip", disse ela baixinho, "a noite na estao de trem, depois que voc me salvou, estava l um
tipo de luz brilhante?"

Philip virou-se para ela, seus olhos arregalados.

"Voc est se lembrando!"

"Shhh". Ivy olhou na direo da cozinha, escutando os movimentos de Gregory. Ento ela sentou-se
novamente no sof e tentou clarear as imagens em sua mente. Ela viu a luz do seu sonho como se
fosse na estao de trem, na plataforma, no muito longe de Philip e ela. Teria ela inventado isso, ou
foi ela finalmente lembrou?

"O que fez a luz?" ela perguntou ao seu irmo. "Ser que ele se moveu?"

Philip pensou por um momento. "Ele estava andando em torno de ns, como em um crculo."

"Isso  como era no meu sonho", disse Ivy. Ento ela virou a cabea e rapidamente colocou o dedo
aos lbios. Quando Gregory entrou um minuto depois, Philip e ela estavam sentados lado a lado,
assistindo ao filme com ateno.

"Eu pensei um pouco de ch poderia te ajudar a se acalmar", disse Gregory, agachado ao lado dela,
entregando-lhe uma caneca quente. E entregou a Philip um achocolatado.

"Ei, obrigado", disse Philip feliz.

Gregory balanou a cabea e olhou para Ivy. "Voc no quer isso?"

 "Uh, certo. Eu, tudo bem... muito bem", ela gaguejou, surpresa com a imagem dupla que tinha
acabado passar diante de seus olhos: Gregory como ele era agora e Gregory de p em seu quarto.
Quando ela pegou a bebida das mos de Gregory, que o viu entregando-lhe outra xcara de ch
fumegante. Ento ela o viu, como se ele estivesse sentado perto dela, sentada na cama e segurando o
xcara nos lbios, pedindo a ela para beber.

"Voc preferia outra coisa?" Gregory perguntou.

"No, isso est timo." Estaria ela lembrando da noite? Poderia Gregory deram-lhe um ch
drogado?

"Voc est plida", disse ele, e tocou-lhe o brao nu. "Voc est fria como gelo, Ivy".

Seu brao estava todo arrepiado. Ele aassou a mo para cima e para baixo. Ivy teve conhecimento
do quo forte eram os dedos dele. Gregory havia realizado isso muitas vezes desde a morte de
Tristan, mas pela primeira vez Ivy percebeu o poder de sua pegada. Ele estava olhando para alm
dela agora, na tela da televiso, uma pessoa sendo espancada por um dinossauro.

"Gregory, voc est machucando meu brao."

Ele soltou-a rapidamente e sentou-se sobre os calcanhares para olhar para ela. Era impossvel ler os
pensamentos por trs da luz de seus olhos cinzentos.
"Voc ainda parece chateada", observou ele.

"Apenas cansada", Ivy respondeu. "Estou cansada das pessoas me olhando, esperando ... porque eu
no sei o qu."

"Esperando que voc se quebre?" ele sugeriu em voz baixa.

"Eu acho que sim", disse ela. Mas eu no vou, ela pensou. E eu ainda no vou, apesar do que voc e
os demais pensem.

"Obrigado pelo ch", disse ela. "Estou me sentindo melhor. Eu acho que vou ficar algum tempo
com Philip e ver esses caras serem devorados por dinossauros."

Um dos lados da boca de Gregory se elevou um pouco.

"Obrigado", repetiu Ivy. "Eu no sei o que eu faria sem voc."

Ele colocou a mo nela por um momento, depois a deixou e a Philip para ver o filme. Logo quando
Ivy ouviu subir as escadas, ela derramou seu ch em um vaso de plantas. Philip estava muito
absorto no filme para perceber. Ivy sentou no sof e fechou os olhos, tentando lembrar o que a luz
parecia, tentando segurar o raio de esperana que o sonho tinha dado a ela. Poderia ser verdade?
Philip tinha visto o tempo todo? Tinha um anjo l para ela? Os olhos dela piscaram com lgrimas.
Era Tristan?

"Tristan?" Ivy chamou baixinho, e estremeceu de emoo. Ela tinha se escondido no armrio da sala
dos arquivos na tarde de quinta-feira, esperando at a piscina estar vazia e o treinador sair para uma
reunio do corpo docente. Ento, totalmente vestida, ela tinha tirado seus sapatos e subiu na escada
prateada. Agora, ela estava em p no trampolim da piscina, assim como esteve em abril passado.
Embora Ivy soubesse nadar agora, alguns dos antigos medos permaneciam. Ela deu trs passos para
frente e sentiu o trampolim dobrar-se embaixo dela. Apertando os dentes, olhou Ivy para a gua,
cortada por luzes fluorescentes. Ela nunca iria amar a gua do jeito Tristan amava, mas este era o
lugar onde ele tinha primeiro estendido a mo para ela. Este era o lugar onde ela tinha que tentar
alcan-lo de novo.

"Tristan?" ela chamou baixinho.

O nico som era o constante zumbido das lmpadas fluorescentes. Anjos, me ajude! Ajuda-me
chegar a ele. Ivy no disse as palavras em voz alta. Aps a morte de Tristan, ela havia parado de
orar para seus anjos. Depois de perder ele, ela no conseguia encontrar as palavras, ela no poderia
acreditar que eles ouviam. Mas esta orao sentiu como se estivesse queimando seu caminho para
fora do seu corao. Ela deu dois passos mais  frente.

"Tristan!" ela gritou em voz alta. "Voc est a?"

Ela caminhou at o final do trampolin e ficou com os dedos na extremidade.

 "Tristan, onde est voc?" Sua voz ecoou nas paredes de concreto. "Eu te amo! "gritou ela." eu te
amo! "

Ivy baixou a cabea. Ele no estava l. Ele no pde ouvi-la. Ela deveria descer antes que algum a
pegue l em cima, agindo como um louca. Ivy deu um passo atrs no trampolim. Observando seus
ps, lenta e cuidadosamente girando na prancha. Quando ela olhou para cima, soltou um suspiro.
Na outra ponta da prancha, o ar brilhava. Era como uma luz lquida, um vapor de ouro queimado na
forma aproximada de uma pessoa. A figura brilhante estava rodeada por uma nvoa de cores puras e
tremores. Isso era o que tinha visto na estao de trem.

"Tristan", disse ela baixinho. Ela estendeu a mo e comeou a caminhar em direo a ele. Ela
desejava ser envolvido por sua luz dourada, cercado pelas cores, abraado por tudo que Tristan era
agora.

"Diga-me que  voc. Fale comigo", ela implorou. "Tristan!"

"Ivy!"

Duas vozes bateram nas paredes, as de Gregory e Suzanne.

"Ivy, que voc est fazendo a?"

"Ela est sofrendo um colapso, Gregory! Eu estava com medo que isso aconteceria."

Ivy olhou para baixo e viu Gregory j a dois passos da escada e Suzanne olhando em volta
freneticamente. "Vou buscar ajuda", disse Suzanne. "Eu vou chamar a Sra. Bryce. "

"Espere", disse Gregory.

"Mas, Gregory, ela..."

"Espere". Era uma ordem. Suzanne ficou em silncio.

"H histrias suficientes sobre Ivy por a. Podemos lidar com ela de ns mesmos."

Lidar com ela? Ivy repetiu silenciosamente. Eles estavam falando sobre ela como se fosse uma
criana travessa ou talvez uma garota louca que no podiam cuidar de si mesma.

"Vou traz-la para baixo," Gregory disse calmamente.

"Eu vou sozinha para baixo", disse Ivy. "Se eu precisar de alguma ajuda, Tristan est aqui."

"Eu disse a voc ! Ela se foi, Gregory! Totalmente louca! Voc no v..."

"Suzanne", Ivy gritou para ela: "voc no pode ver sua luz?"

Agora, Gregory foi correndo at a escada.

"No h nada l, Ivy. Nada." Suzanne gemeu.

"Olha", disse Ivy, e apontou. "Ali!" Ento ela olhou para o lado do trampolim e para Gregory, que
se levantou sobre ele. Suzanne estava certa. No tinha nada ali, sem cores cintilantes, nenhuma luz
dourada.

"Tristan?"

"Gregory", disse ele num sussurro rouco, ento ele estendeu a mo.
Ivy olhou para os lados dela. Ser que ela estava ficando louca? Se ela tinha imaginado tudo isso?

"Tristan?"

"Isso  o suficiente, Ivy. Desa agora".

Ela no queria ir com ele. Ela queria voltar para a luz dourada, que ser cercada por ele novamente.
Ela daria tudo para permanecer nesse momento com Tristan.

"Vem c, Ivy. No torne isso difcil."

Ivy odiava o tom ordem.

"Vamos!" Gregory ordenou. "Voc quer que Sra. Bryce venha?"

Ela olhou irritada para ele, mas ela sabia que no poderia lutar com ele.

 "No", Ivy disse finalmente. "Eu posso descer sozinha. V em frente. V em frente! Eu vou seguir
voc."

"Boa menina", disse Gregory, em seguida, desceu a escada. Ivy caminhou para o final do trampolim
e se virou. Ela estava prestes a ceder o primeiro degrau quando Suzanne gritou: "Will! Aqui!
Depressa".

"Fique quieta, Suzanne", disse Gregory.

Mas Will, que tinha acabado de entrar na rea da piscina, viu Ivy na prancha e correu em direo a
Gregory e Suzanne.

"Beth disse que vocs estavas procurando por ela", ele disse-lhes sem flego. "Ela est bem? O que
ela estava tentando fazer?"

O ressentimento queimou em Ivy agora explodiu em raiva. Ela. Dela. Eles estavam falando sobre
ela como se ela no podesse ouvi-los, como se ela no conseguisse entender.

"A pessoa sobre a qual esto falando est aqui!" Ivy gritou para eles. "Vocs no tem que falar sobre
mim como se eu no tivesse crebro."

"Ela acha que Tristan est l em cima e vai ajud-la", Suzanne disse para Will. "Ela disse algo sobre
a luz de Tristan".

Com isso, Will olhou para Ivy. Ivy olhou para ele. Seu olhar furioso foi recebido com um olhar de
pergunta. Seus olhos percorreram o comprimento do trampolim abaixo dela, buscando. Ele olhou
rapidamente ao redor da piscina, depois para ela novamente. Ela viu a palavra "Tristan" em seus
lbios, mas ele no falou em voz alta. Por fim, ele perguntou-lhe: "Voc pode descer sozinha ,tudo
bem?"

"Claro que posso."

Gregory e Suzanne ficam em ambos os lados da escada enquanto ela descia, como se tivessem que
peg-la. Will que estava  frente deles, continuou a olhar em volta da piscina. Quando Ivy chegado
ao cho, Suzanne abraou-a, em seguida, segurou-a com o brao esticado.
"Garota, eu s poderia te sacudir e sacudir." Ela estava rindo, mas Ivy viu as lgrimas nos olhos da
amiga e do alvio em seu rosto.

Gregory se meteu emtre elas, em seguida, colocou os braos em torno de Ivy, puxando-a para perto.

"Voc me assustou, Ivy", disse ele. Ivy mal conseguia respirar e tentou se afastar, mas
ele no deixou eu ir. Suzanne colocou a mo no brao de Gregory. J tinha passado o seu susto e
agora no parecia feliz com a longo abrao. Will manteve a distncia, sem dizer nada.

"Eu vou te levar pra casa", disse Gregory, liberando Ivy finalmente.

"No, eu estou bem", protestou ela.

"Eu quero".

"Realmente, Gregory, eu prefiro...
"
"Eu tenho que andar?" Suzanne interrompido. Gregory se virou para ela.

"Vou lev-la em primeiro, Suzanne, e ento...-"

"Mas eu estou bem", insistiu Ivy.

"Ela est bem", Suzanne disse como eco. "Ela est, eu posso assegurar. E ns tnhamos planos."

"Suzanne, depois do que aconteceu, voc no pode esperar que eu deixe Ivy sozinha. Se Maggie
estiver em casa, ento ns podemos..."

"Posso te dar uma carona para casa, Ivy?" Will interrompeu.

"Sim. Obrigada", respondeu ela.

Gregory olhou irritado.

Suzanne sorriu. "Bem, ento, irmo mais velho", disse ela, colocando o brao em volta Gregory,
"est tudo certo. Voc no tem nada com que se preocupar."

"Voc vai ficar com ela?" Gregory perguntou a Will. "Voc vai cuidar dela at que Maggie chegue
em casa?"

"Claro." Will olhou para o trampolim. "Ou eu ou Tristan ", acrescentou.

Ivy inclinou a cabea para ele. Suzanne sorriu, em seguida, cobriu a boca com a mo. Gregory no
abrir um sorriso.
Captulo 4


"Oh, oi!" Beth disse poucos depois, olhando para cima para ver Ivy e Will. Ela estava sentada
contra o armrio de Ivy, lpis na mo, olhando como se ela tivesse estado ocupada escrevendo uma
histria. Mas quando Ivy olhou para notebook de Beth, ela sabia bem.

"Se voc escrever desse jeito, voc vai ter o fim da histria logo no comeo", disse Ivy, inclinando-
se para baixo e girando o notebook.

Will riu levemente, e Beth corou.

"Eu acho que no sou muito boa atriz", disse ela, levantando-se. "Voc est bem?"

Ivy encolheu os ombros.

"Eu no sei como responder a essa pergunta mais, e quando o respondo, ningum acredita em mim."

"Ela est bem," Will disse, colocando a mo no ombro de Beth, tranquiliz-la. Curiosamente, o seu
tom confiante tranquilizou Ivy tambm.

Ela reuniu os seus livros, e os trs deles dirigiu-se para o estacionamento. Beth andou entre Ivy e
Will, mantendo a conversa. Mas um minutos depois, quando Beth foi embora, Ivy e Will ficaram
em um silncio desconfortvel. Ivy entrou em seu Honda prata, e manteve os olhos para a frente.
Quando se dirigiram para a casa dela a nica coisa que ele perguntou foi se queria as janelas
fechadas. Desde a festa Will tem evitado Ivy na escola. Ela pensou que ele provavelmente estava
envergonhado de sua conversa estranha na pista de dana. E ela era grata a ele por engolir o seu
orgulho o suficiente para tir-la de um aperto com Gregory e Suzanne.

"Obrigada de novo", disse Ivy.

"No h problema", respondeu Will, ajustando o para sol.

Ivy se perguntou por que ele no pediu uma explicao sobre o que ela estava fazendo em cima da
prancha. Talvez ele s presumiu que era o que as pessoas loucas fazem. Enquanto dirigia, ele
mantinha os olhos sobre o trfego. Quando eles pararam em um cruzamento, Will pareciam
estranhamente atento s pessoas que atravessam na frente do carro. Em seguida, ele deu um olhar de
soslaio para ela.

"Isso foi uma piada, no?" Ivy deixou escapar. "Quando voc disse para Gregory que voc iria
cuidar de mim ou seria Tristan. Voc s estava fazendo uma piada"

A luz do sinal mudou, e Will levou um quadra antes de responder.

"Gregory no riu", observou.

"Voc estava fazendo uma piada?" Ivy persistiu, se virando em seu assento.

"O que voc acha?"

"Que importa o que eu penso?" Ivy explodiu. "Eu sou a garota louca que tentou se matar."
Will girou o volante e de repente estacionou ao lado da estrada.

"Eu no acredito nisso," ele disse calmamente.

"Bem, todo mundo acredita."

Ele manteve o motor funcionando e descansou os braos sobre o volante. Ivy estudou as manchas
de tinta nas mos.

"Algumas pessoas podem crer nos rumores", ele disse, "mas eu estou surpreso que acreditem."

Ela no disse nada.

"Me parece" - sua voz era calma e razovel  "sei que as pessoas realmente loucas no acho que
eles esto loucas. Por que voc acredita?".

"Bem, h uma pequena histria sobre a minha apario em uma estao de trem", respondeu Ivy,
incapaz de parar o sarcasmo na voz dela ", pouco antes do trem noite passar ".

Ele se virou para ela, seus olhos escuros a desafiando.

"Voc se lembra de ter ido at l? Voc se lembra de ter planejado pular na frente do trem?"

Ivy balanou a cabea.

"No. Nada disso. Lembro-me apenas da luz depois. Cintilando."

"Que  o que voc viu em cima da prancha."

Ela assentiu com a cabea.

"Eu me pergunto por que voc o v e eu o ouo", disse Will.

"Voc ouve?" Ivy esticou o brao e desligou o motor. "Voc ouve?"

"Ento Beth?...".

A boca Ivy abriu.

"Ela escreve histrias com mensagens que no so dela. Desenho anjos no querendo desenhar." Ele
desenhou uma imagem invisvel no para-brisa. "Ns dois achamos ns estvamos te perdendo. "

Ivy lembrou do dia na loja de eletrnicos, quando Beth tinha digitado em um computador: "Tenha
cuidado,  perigoso Ivy, Ivy No fique sozinha, amo voc.... Tristan. "Ivy tinha saido da loja, furiosa
com a Beth por fazer esse truque. Mas ela deveria ter escutado. Dias depois, ela foi atacada em casa.

"Ele tentou te avisar." Will continuou, "Beth acha que  algo maior do que qualquer um de ns pode
lidar por sua prpria conta, e ela est com medo da morte."

Ivy sentiu o formigamento na pele na parte de trs do pescoo dela. Desde a noite anterior, tudo o
que tinha pensado era chegar na luz que ela acreditava era Tristan. Ela tinha evitado a pergunta
assustadora sobre o porqu o anjo Tristan estava tentando alcan-la.
"Voc tem que lembrar o que aconteceu", Will continuou. "Isso  o que Tristan estava tentando
dizer-lhe na noite da festa, quando estvamos danando."

"Ele estava com voc, ento?" Em sua mente Ivy comeou a correr por todos os estranhos
acontecimentos do vero passado. "Ento os anjos te chamaram, e que a imagem de um
anjo que parecia Tristan... "

"Eu estava to surpreso quanto vocs", disse Will. "Eu tentei te dizer, eu nunca faria algo assim para
te machucar. Mas eu no sei como explicar o que aconteceu. Ele se colocou dentro de mim. Era
como se tudo que eu podia fazer era desenhar os anjos. Minhas mos quase no pareciam minhas. "

Ela se aproximou e colocou a mo sobre a dele.

"Acho que ele quis dizer te confortar," Will acrescentou.

Ivy balanou a cabea e piscou para conter as lgrimas.

"Me desculpe, eu no entendia at ento. Me desculpe, eu estava com tanta raiva de voc." Ela
respirou fundo.

"Eu tenho que lembrar. Tenho que voltar para aquela noite. Will, voc poderia me levar  estao de
trem? "

Ele ligou o carro imediatamente. Quando eles chegaram, vrias pessoas tinham acabado de descer
de um trem de Nova York. Will estacionou o carro, a estao estava esvaziada. Ento andou com
Ivy uns quantos passos na plataforma sul.

"Eu no vou dizer mais nada", disse ele. "Provavelmente seja melhor se voc olhar por sua prpria
conta e ver o que vem a voc. Mas eu estarei aqui se precisar de mim. "

Ivy balanou a cabea, em seguida, subiu os degraus. A partir do relatrio da polcia, ela sabia que
Philip tinha encontrado ela encostada no pilar, marcado com D. Mas ela tinha esquecido o quo
perto os pilares metlicos estavam da borda da plataforma e como a plataforma da pista. Quando
viu isso, seu estmago embrulhou. Ela sabia que devia ficar com as costas contra o pilar e tentar
lembrar como tinha sido aquela noite, mas ela no poderia faz-lo, ainda no. Ela se apressou
ao longo da plataforma seus passos a levaram  ponte sobre os trilhos. Em seguida, ela cruzou a
ponte para o outro lado. A partir da plataforma norte, Ivy olhou para Will, que estava sentado em
um banco, esperando pacientemente por ela. Ela comeou a andar ao redor. Quem poderia ter estado
l naquela noite? Se a histria de Philip era verdade, se algum tivesse vestido como Tristan. Quase
qualquer pessoa poderia ter a jaqueta e bon de beisebol da escola. E vestindo assim e ficando
metade nas sombras, qualquer um poderia ficar parecido como Tristan - incluindo Gregory. Ela se
afastou rapidamente do que pensava. Ela estava ficando paranoica, suspeitando de Gregory. Mas
talvez no fosse to paranoico imaginar Eric fazendo isso. Ela se lembrou da noite em que ele havia
chamado Will para a ponte da estrada de ferro antes de um trem chegar. Eric sempre com seus jogos
perigosos. E Eric definitivamente tinha acesso aos medicamentos. Um som estridente e comprido,
interrompeu os pensamentos de Ivy, um apito de um trem em direo ao sul, ecoou contra a parede
ngreme da serra. Ela olhou para trs sobre o ombro dela para a encosta rochosa. Parecia impossvel
que Philip poderia ter feito isso em segurana, mas talvez se os anjos so reais, se Tristan estava
l ...

O apito soou novamente. Ivy comeou a correr. Ela subiu dois degraus ao mesmo tempo, em
seguida, correu pela ponte e desceu pelo outro lado. Ela podia ouvir o barulho do trem antes que ela
visse o seu farol, um olho plido durante o dia. Foi um dos grandes Amtraks que corria direto. Ela
correu para o pilar e ficou de costas para ele, perto da borda, paralisada pelo olho branco do trem.
Seu corao batia mais rpido que o trem acelerou em sua direo. Lembrou-se da histria de Philip
sobre um trem subindo a colina, um trem que ela procurava. Foi em sua direo agora, seus trilhos
faiscavam, a plataforma sob sua vibrao. Ela sentiu seu corpo tremer parecia que voaria a
distancia. Ento o trem passou por ela em um longo borro. Ivy no sabia quanto tempo tinha ficado
parada ali, logo atrs dela, deixando que seus dedos se juntar aos dele. Ela virou a cabea para os
lados, olhando para Will sobre o ombro.

"Estou feliz que voc no pulou", disse ele com um meio sorriso. "Ns dois teramos ido."

Ivy afrouxou os dedos e se virou para ele.

"Voc se lembra agora?" Will perguntou.

Ela balanou a cabea cansada. "No."

Will levantou o brao como se ele fosse tocar seu rosto. Ela olhou para ele, e ele puxou a mo para
trs rapidamente, colocando em seu bolso.

"Vamos sair da aqui ", disse ele.

Ivy seguiu at o carro, sempre olhando para trs os trilhos. E se Gregory e Eric trabalham juntos?
pensou. Mas ela ainda no podia acreditar que ningum, muito menos Gregory, gostaria de
machuc-la. Ele se preocupava com ela; pensou que ele se importava muito. Eles se dirigiram ao
estacionamento em silncio, aparentemente Will to profundo em seus pensamentos quanto ela.
Ento Ivy sentou rapidamente e apontou. Cerca de cinquenta metros aps a sada, uma
Harley vermelha estava estacionada na beira da estrada.

"Parece que Eric", disse ela.

"".

Uma longa vala de drenagem com grama alta e arbustos delimitava a estrada. Eric estava
procurando na vala e estava to empenhado na sua tarefa que ele no percebeu o carro parando no
acostamento da estrada. Quando Will abriu a porta, a cabea de Eric levantou.

"Perdeu algo?" Will perguntou, saindo. "Precisa de ajuda para procura?

Eric colocou a mo nos olhos por conta da inclinao do sol.

"No, obrigado, Will", ele gritou de volta. "Eu s estou tentando encontrar uma corda elstico velha
que eu uso para amarrar as coisas."

Ento ele percebeu Ivy no carro. Ele parecia assustado, olhando dela para Will uma e outra vez. Os
saudando.

"Eu estou desistindo em um minuto", disse ele. Will assentiu com a cabea e voltou para o carro.

"Ele estava muito preocupado por causa de uma corda elstica velha", observou Ivy enquanto se
afastavam.
"Ivy," Will disse, "h alguma razo para algum querer assust-la ou machuc-la?"

"O que voc quer dizer?"

"Tem algum guarde rancor contra voc?"

"No", ela respondeu devagar. No h ningum agora, pensou. No Inverno passado tinha sido uma
histria diferente: Gregory no tinha estado nada feliz sobre o seu o casamento do seu pai com
Maggie. Mas o seu ressentimento e a raiva tinham desaparecido meses atrs, ela se lembrou
rapidamente. Gregory tinha sido maravilhoso para ela desde Tristan morreu, a confortando, mesmo
salvando no dia da invaso. Foi Gregory, que tinha chegado l primeiro, espantado o intruso,
puxando o saco de sua cabea, bem quando Will chegou. Ou tinha feito? Talvez ele tivesse estado l
o tempo todo. Sua desculpa para voltar para casa naquele dia tinha sido estranha. De repente, Ivy
sentiu frio. E se ele prprio tinha feito o ataque Gregory, em seguida, mudou planos quando Will
apareceu? O pensamento atravessou ela como um rio gelado, e seu couro cabeludo e pele da nuca
arrepiaram. Ivy torceu suas mos. Sem perceber, ela dobrado uma caneta que tinha apanhado do
assento de carro, quebrando seu escudo de plstico.

"Aqui," Will disse, pegando a caneta longe dela e oferecendo-lhe a mo. "Vou precisar de meus
dedos de volta quando chegamos  sua casa", disse ele, sorrindo, "mas por agora voc t-los sobre
os seus. "

Ivy apertou sua mo. Ela segurou com fora e virou a cabea para observar manchas brilhantes de
verde cintilante do fim do vero junto com sombras. "Eu sempre estive l por voc. Eu te amo." As
palavras flutuou de volta para ela.

"Will, quando estvamos danando e Tristan estava dentro de voc, e voc disse..." Ela
hesitou.

"E eu disse ...?"

"Eu sempre estive l por voc. Eu te amo ''." Ela viu Will engolir em seco. "Falava Tristan, n?" Ivy
disse. "Era apenas Tristan dizendo isso, e eu interpretei mal. Certo? "

Will observou um bando de gansos voando no cu.

"Certo," ele disse finalmente.

Nenhum deles falou o resto do caminho para a casa.



Captulo 5


Ivy estava parada ao lado de Philip no seu quarto, examinando uma estante cheia de tesouros: as
esttuas de anjo que ela tinha dado a ele aps a morte de Tristan, um boneco de papel de Don
Mattingly o jogador de beisebol, um fssil de Andrew, e um pedao enferrujado da estrada de ferro.

Philip e Maggie tinha chegado em casa naquela tarde bem quando Will deixava Ivy. Depois que Ivy
e Philip compartilharam de um lanche, ela pegou seus livros didticos enquanto ele levava
cuidadosamente seu mais novo tesouro, um pssaro de bolor, at seu quarto. Ivy observou instalar o
ninho em um lugar de honra, ento ela correu a mo pelas esttuas de anjo. Ela tocou um que no
era seu, um anjo com um uniforme de beisebol com asas.

"Essa  a esttua que a amiga de Tristan me trouxe", contou Philip. "Eu quero dizer o anjo menina.
Eu a vi um par de vezes."

"Voc viu outro anjo? Voc tem certeza?" Ivy perguntou, surpresa.

Philip concordou. "Ela veio para a nossa grande festa."

"Como voc pode dizer que  ela alm de Tristan? Ivy perguntou.

Philip pensou por um momento. "Suas cores so mais avermelhada."

"Como voc sabe que ela  uma menina?"

"Ela tem a forma de uma", disse ele.

"Oh".

"Como uma menina da sua idade", acrescentou. De baixo de uma pilha de revistas em quadrinhos,
Philip buscou uma fotografia com um borro plido estranho nele. Ivy reconheceu a foto: era a
primeira foto que Will tinha tirado deles no festival de artes.

Philip o estudou e fez uma careta. "Eu acho que voc no pode ver muito aqui", disse ele.

Ver muito o que? Ivy perguntou silenciosamente.

"Voc quer realmente de volta seu anjo da gua?" Philip perguntou.

Ivy sabia que ele queria manter todas as esttuas. "S ela", garantiu-lhe, em seguida, levou o anjo
da porcelana para seu quarto. Esta era a esttua que Ivy mais amava. Seu manto era azul esverdeado
e o que levou ela a nome-lo assim foi depois que tinha visto o anjo quando ela tinha quatro anos,
o anjo que a salvou do afogamento. Ivy posicionou a esttua prxima a foto de Tristan, passando a
mo sobre a superfcie lisa do anjo. Ento ela tocou a foto de Tristan.

"Dois anjos... os meus dois anjos", disse ela, em seguida, dirigiu-se  sua sala de msica do terceiro
andar.

Ella a seguiu e se acomodado sobre a janela em frente ao piano de Ivy. Ivy sentou-se e comeou a
trabalhar nas suas escalas, enviando ondas de msica. Enquanto suas mos subiam e desciam o
teclado, ela pensou em Tristan, como ele parecia quando nadava, na luz refletindo nas gotas de gua
em torno dele, a maneira que a luz brilhava em torno dela agora.

A luz do sol do final de setembro era de ouro puro com brilho prprio, e o pr do sol teria a mesma
borda de cores. Ivy olhou para a janela e parou de tocar de forma abrupta. Ella estava sentada, com
ouvidos atentos, seus olhos grandes e brilhantes. Ivy virou-se rapidamente para olhar atrs dela.
"Tristan", ela disse baixinho.

O brilho a cercava.
"Tristan", ela sussurrou novamente. "Fale comigo. Por que no posso ouvir voc? Os outros o
ouviram... Will e Beth. No  possvel voc falar para mim?"

Mas o nico som era o barulho de Ella saltando de seu poleiro e correm at ela. Ivy perguntou se a
gata podia ver Tristan.

"Sim, ela me viu desde primeira vez que vim."

Ivy ficou chocada com a sua voz. " voc. Realmente  voc ..."

"Incrvel, no ?"

Dentro dela, Ivy no podia ouvir apenas sua voz, mas tambm o riso nele. Ele soou como sempre
quando algo o divertia. Em seguida, o riso cessou.

"Ivy, eu te amo. Eu nunca vou parar de te amar."

Ivy colocou as mos no rosto. As palmas das mos e os dedos foram banhadas em luz dourada
plida. "Eu te amo, Tristan e sinto sua falta voc. Voc no sabe como senti saudade de voc. "

"Voc no sabe quantas vezes eu estive com voc, vendo voc dormir, ouvindo voc tocar. Foi
como no inverno passado tudo de novo, esperando e desejando, esperando voc me notar. "

O anseio em sua voz fez Ivy tremer interiormente, a forma como seus beijos tinham sido.

"Se eu tivesse os poderes anglicos direito, eu teria jogado alguns brcolis e cenouras em voc",
acrescentou ele, rindo.

Ivy tambm riu, lembrando-se da bandeja de legumes que ele derrubou no casamento de sua me.

"Foi a cenoura em suas orelhas e caudas de camaro saindo de seu nariz que fez voc irresistvel
tanto para Philip quanto para mim", disse ela, sorrindo. "Oh, Tristan, eu desejo tivssemos passado
este vero juntos. Eu desejo que ns poderamos ter flutuado lado a lado no centro do lago,
deixando o brilho do sol em nossos dedos das mos e ps. "

"Tudo que eu quero  estar perto de voc", Tristan disse ela.

Ivy ergueu a cabea. "Eu desejo que eu poderia sentir seus braos em volta de mim."

"Voc no poderia ficar mais perto de meu corao que voc est agora."

Ivy estendeu os braos, ento dobrou em torno de si mesma como asas. "Eu desejo ter dito mil
vezes que eu te amo. Mas eu nunca acreditei, eu nunca acreditei que eu ia ter uma chance... "

"Voc tem que acreditar, Ivy!" Ela ouviu o medo em sua voz soando dentro dela. "No pare de
acreditar, ou voc vai parar de me ver. Voc precisa de mim agora, de forma que no sabe ", alertou.

"Por causa de Gregory", disse ela, soltando as mos no colo. "Eu sei, eu s no entendo porque ele
iria querer..." - Ela afastou o terrvel pensamento - "me machucar."

"Te matar", disse Tristan. "Tudo o que Philip descreveu sobre aquela noite aconteceu, apenas" o
anjo mau "foi Gregory. E no foi a primeira vez, Ivy. Quando voc estava sozinha naquele fim de
semana... "

"Mas isso no faz sentido", exclamou ela, "no depois de tudo o que ele fez por mim." Ela pulou do
banco do piano e comeou a andar ao redor da sala. "Depois do acidente, ele foi o nico que
entendia por que eu no queria falar sobre isso. "

"Ele no queria que voc pensasse muito," Tristan respondeu. "Ele no queria que voc se
lembrasse daquela noite e comeasse a fazer perguntas... como por exemplo o nosso acidente no
foi um acidente. "

Ivy parou perto da janela. Trs andares abaixo dela, Philip jogava bola de futebol. Andrew, chagava
pelo caminho da entrada, parou o carro para assistir. Sua me estava andando pela grama em
direo a ele.

"No foi um acidente", disse finalmente. Lembrou-se de seu pesadelo: ela estava no carro de
Tristan, e ela no podia parar... assim como a noite que bateram no veado e no conseguiram parar.
"Algum cortou com os freios."

''Parece que sim".

Ivy sentiu dor no seu estmago com apenas o pensamento de Gregory toc-la, beij-la, segurando-a
perto, perto o suficiente para mat-la quando a oportunidade surgisse. Ela no queria acreditar.
"Porqu?" ela gritou.

"Eu acho que tem haver com a noite do assassinato de Caroline."

Ivy voltou para o piano e sentou-se lentamente, tentando resolver as coisas. "Quer dizer que ele me
culpa pela morte de sua me? Foi um suicdio, Tristan. "Mas, quando ela disse pode sentir uma
dormncia no peito e na garganta, um medo crescente que ameaava acabar com todos os
pensamentos razoveis.

"Voc estava na casa vizinha, na noite que ela morreu", Tristan disse ela. "Eu acho que viu algum
na janela, algum que sabe o que ocorreu ou foi responsvel. Tente se lembrar. "

Ivy lutou para separar a memria da noite dos pesadelos que tinha seguido. "Tudo que eu pude ver
era uma sombra de uma pessoa. Com todos os reflexos sobre o vidro, eu nunca vi quem era. "

"Mas ele te viu".

Pouco a pouco, o sonho foi se desfazendo. Ivy comeou a tremer.

"Eu sei", disse Tristan suavemente. "Eu sei".

Ivy ansiava por sentir o toque que ela teve quando ele falou com ela desse jeito.

"Eu tenho medo tambm", disse Tristan. "Eu no tenho poderes para proteg-la por mim mesmo.
Mas, acredite, Ivy, juntos somos mais fortes do que ele ."

"Oh, Tristan, eu sinto sua falta."

"Eu tambm", respondeu ele, "faltou te abraar, te beijar, faz-la louca ..."
Ela riu.

"Ivy, toque para mim."

"No... no me pea isso agora. Eu s quero continuar ouvindo a sua voz", implorou ela. "Eu pensei
que tinha perdido voc para sempre, mas agora voc est aqui..."

"Shhh, Ivy. Toque. Ouvi um barulho. Algum est no seu quarto."

Ivy olhou para Ella, que ficou no topo da escada agora, olhando para baixo na escurido. A gata
desceu silenciosamente as escadas, seu rabo eriado.  Gregory, Ivy pensou.

Ela nervosamente abriu um livro e comeou a tocar. Ivy tocou forte, tentando apagar as memrias
de Gregory, abraos, seus beijos urgentes, a noite eles estavam sozinhos na loja e na noite que eles
estavam sozinhos na casa escura.

Tentando mat-la? Matar sua me? Isso no faz sentido. Ela quase podia entender como Eric
poderia faz-lo, meio enlouquecido com as drogas. Lembrou-se da mensagem que ouvira no
telefone de Gregory; Eric estava sempre na necessidade de dinheiro para drogas. Talvez ele tentou
pegar um pouco de Caroline, e as coisas deram errado. Mas que motivo teria Gregory para uma
coisa to terrvel?

" isso que eu venho tentando descobrir."

Ivy parou de tocar por um instante. "Voc pode me ouvir?" perguntou ela em silncio.

"Voc no esconde seus pensamentos, assim como Will."

Ento, ele tinha ouvido tudo o que ela tinha acabado de pensar, inclusive a parte sobre os beijos
urgentes. Ivy comeou a tocar novamente, batendo no piano.

Tristan soava como se ele estivesse gritando em sua cabea. "Eu acho que no deveria ter escutado,
hein?"

Ela sorriu e suavizou a msica.

"Ivy, precisamos ser honestos um com os outro. Se no podemos confiar um no outro, quem mais
podemos depender?"

"Eu te amo. Isso  honesto", disse Ivy, falando todas as suas palavras em silncio agora, to
somente Tristan podia ouvir. Ela terminou a cano e estava prestes a comear outra.

"Ele se foi", Tristan disse ela.

Ivy deu um suspiro de alvio.

"Oua-me, Ivy. Voc tem que sair daqui."

"Sair? O que voc quer dizer?" , perguntou ela.

"Voc tem que estar o mais longe de Gregory o quanto voc puder."
"Isso  impossvel", disse Ivy. "Eu no posso simplesmente levantar e sair. No tenho para onde ir."

"Voc vai encontrar em algum lugar. E eu vou pedir a Lacey... ela  um anjo, para ficar perto de
voc. At que eu possa descobrir o que est acontecendo e possa encontrar alguma prova para levar
a polcia, voc tem que sair daqui. "

"No", disse Ivy, empurrando para trs o banquinho do piano.

"Sim", ele insistiu. Ento ele contou a ela sobre o que ele havia aprendido na viajar no tempo
atravs da mente de Gregory e Eric. Ele descreveu a cena de raiva entre Gregory e sua me, como
Caroline tinha o insultado com um pedao de papel, e como ele empurrou a luminria de piso contra
ela, cortando seu rosto. Em seguida, Tristan falou a Ivy sobre a memria que tinha experimentado
na mente de Eric, a cena intensa entre ele e Caroline, que teve lugar em uma tempestade  noite.

"Voc est certa sobre o Eric", concluiu Tristan. "Ele precisa de dinheiro para as droga e que ele est
envolvido. Mas eu ainda no sei exatamente o que ele fez por Gregory."

"Eric estava procurando na sarjeta pela estao de trem hoje", disse Ivy.

"Ele estava? Ento ele levou a srio a ameaa Gregory," Tristan respondeu, e contou a conversa que
ele havia escutado na festa. "Eu vou vigiar os dois. Em enquanto isso, voc tem que sair daqui. "

"No", Ivy repetido.

"Sim, o mais rapidamente possvel."

"No!" Desta vez, a elevou a voz.

Tristan ficou em silncio.

"Eu no vou sair", disse ela, falando dentro de sua mente novamente. Ivy foi at a janela e olhou
para as rvores velhas e balanadas pelo vento, que chegou ao topo do cume, rvores que se
tornaram familiares a ela nos ltimos seis meses. Ela tinha visto elas mudarem de uma nvoa
primaveril e a brotos vermelhos, para densas folhas verdes em formas delicadas traadas com o sol
dourado da tarde... a cor do outono. Esta foi a sua casa, este era o lugar onde as pessoas que ela
amava estavam. Ela no iria sair. Ela no ia deixar Philip e Suzanne sozinhos com Gregory.

"Suzanne no sabe nada", disse Tristan. "Depois que voc foi com Will hoje, eu segui ela e Gregory.
Ela  inocente... confuso sobre ti e totalmente viciada nele. "

"Totalmente viciada em Gregory, e voc me quer eu a deixe?"

"Ela no sabe o suficiente para se meter em apuros", Tristan argumentou.

"Se eu fugir," Ivy persistiu ", como ns sabemos o que ele vai fazer? Como sabemos que ele no vai
pegar Philip? Philip pode no entender o que ele viu, mas ele viu as coisas naquela noite, coisas que
no vai fazer Gregory muito feliz. "

Tristan ficou em silncio.

Eu no posso te ver, "Ivy disse," mas posso adivinhar que tipo de cara que voc est fazendo. "
Ento o ouviu rir, e ela comeou a rir com ele.

"Oh, Tristan, eu sei que voc me ama e tem medo por mim, mas eu no posso deix-los. Philip e
Suzanne no sabem que Gregory  perigoso. Eles no estaro protegidos em torno dele. "

Ele no respondeu.

"Voc est a?" ela perguntou depois de um longo silncio.

"S estava pensando", disse ele.

"Ento voc est se camuflando", disse ela. "Voc est ocultando seus pensamentos de mim."

De repente, Ivy foi abalada com os sentimentos de amor e ternura. Ento o medo intenso correu
atravs dela, e a raiva e o desespero mudo. Ela foi nadando em um mar revolto de emoes, e por
um momento, ela no conseguia respirar.

"Talvez eu deveria ter levantado apenas um canto da capa", comentou Tristan. "Eu tenho que deix-
lo agora, Ivy".

"No. Espera. Quando eu te verei de novo?" , perguntou ela. Como vou te achar?"

"Bem, voc no tem que ficar na ponta de um trampolim."

Ivy sorriu.

"Ento ser o final de um galho de rvore", disse ele. "Ou o telhado de um prdio de trs andares ou
mais."

"O qu?"

"Estou brincando", disse ele, rindo. "Basta chamar... a qualquer hora, em qualquer lugar,
silenciosamente... e eu vou ouvir voc. Se eu no vir,  porque eu estou no meio de algo que eu
no posso parar, ou eu estou na escurido. Eu no posso controlar a escurido ", ele suspirou." Eu
posso sentir chegando... eu posso sentir isso agora, e eu posso combat-la por um tempo. Mas
no final eu caiu inconsciente.  como eu descanso. Eu acho que um dia a escurido ser definitiva. "

"No!"

"Sim, amor," ele disse suavemente.

Um instante depois ele se foi.

O vazio que ele deixou dentro dela era quase insuportvel. Sem a sua luz, a sala caiu na sombra azul
e Ivy sentiu perdido no crepsculo entre dois mundos. Ela lutou contra as dvidas que comearam a
surgir. No tinha imaginado isso, Tristan estava l, e Tristan voltaria novamente.

Ela trabalhou com algumas peas de Bach, as tocando mecanicamente uma aps a outra, e tinha
acabado de fechar seus livros de msica, quando sua me chamou. Maggie voz soou preocupada e
quando Ivy chegado ao final da escada viu porqu.

Maggie estava em p na frente do mvel de Ivy, o anjo da gua estava quebrado em seus ps.
"Querida, eu sinto muito", disse a me.

Ivy foi at a mesa e ficou de joelhos. Havia alguns pedaos grandes, mas o resto da esttua j estava
dividida em pequenos fragmentos.  nunca poderia ser reparada.

"Philip deve ter deixado ele aqui", disse Maggie. Ele deve ter colocado muito perto da borda. No
deixe que isso te aborrecer, querida ".

"Eu o trouxe, me. E no h nada para ficar chateada. Acidentes acontecem", disse ela, maravilhada
com sua prpria tranquilidade. "Por favor, no se culpe. "

"Mas eu no fiz isso", Maggie respondeu rapidamente. "Eu entrei para te chamar para jantar e vi
quebrado."

Ouvindo suas vozes, Philip enfiou a cabea na porta. "Oh, no!" Ele lamentou. "Ela quebrou!"

Gregory entrou no quarto atrs dele. Ele olhou para a esttua, ento balanou a cabea, olhando
para a cama. "Ella", disse ele baixinho. Mas Ivy sabia que ela tinha feito. Foi a mesma pessoa que
arranhou meses atrs a cadeira cara de Andrew... e no foi Ella. Ela queria soltar a acusao no
quarto. Ela queria botar Gregory contra a parede. Queria faz-lo admitir isso na frente dos outros.
Mas ela sabia que tinha que atuar por mais tempo. E ela faria... at que confessasse que ele tinha
quebrado mais coisas do que s um anjo de porcelana.



Captulo 6


"Tis the season, Ivy falando. Como posso ajudar?"

"Ser que voc descobriu?"

"Suzanne! Eu lhe disse para no me ligar no trabalho a menos que seja uma emergncia. Voc sabe
que ns temos uma sexta  noite especial", disse Ivy, e olhou para a porta, onde dois clientes tinham
acabado de chegar, a pequena loja, estava cheia at a borda com figurinos e uma miscelnea de itens
fora de poca... cestas de pscoa, perus barulhentos e menors de plstico, sempre atraram
compradores. Betty, uma das duas irms, que eram proprietrias da loja, estava em casa doente, e
Lillian e Ivy tinha as mos cheias de trabalho.

"Esta  uma emergncia", Suzanne insistiu. "Sabe com quem Gregory vai sair hoje  noite?"

"Eu nem sabia que ele tinha um encontro, eu vim aqui logo aps a escola, ento eu no tenho nada
novo para dizer a voc. Desde que ns conversamos trs horas"

Ivy queria que Suzanne no tivesse ligado. Nas vinte e quatro horas desde que Tristan havia
visitado, ela tinha estado em alerta, no importa onde ela estava. Em casa, a porta do quarto de
Gregory estava no corredor direito no dela. Na escola, ela viu ele o tempo todo. Tinha sido um
alvio vir trabalhar: ela se sentia segura em meio  multido de clientes e alegrou-se por no pensar
Gregory, mesmo que fosse por apenas seis horas.

"Bem, voc com certeza  uma pssima detetive", disse Suzanne, sua risada irrompeu nos
pensamentos de Ivy. "Assim que voc chegar em casa hoje  noite, comece a investigar, Philip
pode saber algo. Eu quero saber quem e onde, por quanto tempo, e o que ela usava. "

"Oua, Suzanne", Ivy disse: "Eu no quero ser a leva e trs de histrias entre voc e Gregory.
Mesmo se eu soubesse com quem Gregory estar hoje, eu no me sentiria bem em te dizer, mais do
que eu sentiria bem dizer que voc est com o Jeff. "

"Mas voc tem que dizer a ele, Ivy!" Suzanne exclamou. "Esse  o ponto chave! Como  que ele vai
ficar com cimes se ele no souber?"

Ivy em silncio balanou a cabea e viu trs rapazes enfiando um lpis no boneco de dois metros
do King Kong. "Eu tenho clientes, Suzanne. Eu tenho que ir. "

"Voc ouviu o que eu disse? Eu quero fazer Gregory incrivelmente ciumento."

"Vamos conversar mais tarde, ok?"

"Absurdamente com cimes", disse Suzanne. "Assim, com cimes, ele no consegue enxergar
direito."

"Vamos conversar mais tarde", disse Ivy, desligou.

Cada vez que ela terminou com um cliente naquela noite, os pensamentos de Ivy voltaram para
Suzanne. Se Suzanne fizesse Gregory escandalosamente ciumento, ele iria machuc-la? Ela desejou
que Suzanne e Gregory perdessem o interesse um no outro, mas estes altos e baixos era o tipo de
coisa que mantinha o fogo entre eles.

Se eu disser a Suzanne que ele est saindo com uma centena de garotas diferentes, Ivy pensou, ela
vai o querer mais ainda, se eu critic-lo, ela s vai defend-lo e ficar com raiva de mim.

Na hora de fechar Lillian sentou-se cansada no banco atrs da caixa registradora. Ela fechou os
olhos por um momento.

"Voc est bem?" Ivy perguntou. "Voc parece muito cansada."

A idosa acariciou a mo de Ivy, um anel de diamante de sua me, um cristal de de corao cor de
rosa, e um comunicador Star Trek brilhavam em seus dedos enrugados. "Eu estou bem, querida,
tudo bem.  s a idade ", disse ela.

"Por que voc no descansar alguns minutos? Eu posso fazer as contas", Ivy disse a ela, pegando a
pilha de recibos da proprietria. Depois elas fecharam, Ivy planejava levar Lillian para seu carro.
Uma vez que os clientes saram e as luzes j estavam apagadas. O shopping cavernoso estaria cheio
de sombras e pequenos sussurros. Naquela noite, Ivy estaria to feliz como Lillian por ter alguma
companhia.

"Eu no sou mais que uma velha", Lillian disse com um suspiro. "Ivy, voc poderia me fazer um
favor? Deseja fechar esta noite?"

"Fechar?" Ivy foi pega de surpresa. Ficar sozinha? pensou. "Claro."

Lilian se levantou do banquinho e colocou em seu casaco. "Venha amanh tarde, amorzinho", disse
enquanto ela caminhava em direo  porta. "Betty deve estar em seu p de novo, e vai dar tudo
certo. Voc  uma querida. "

"No h problema", Ivy disse suavemente, enquanto observava Lillian desaparecer no shopping. Ela
se perguntou onde Tristan estava, e se ela deveria cham-lo. No seja to covarde, Ivy se
repreendeu, e virou-se para abrir a caixa de parede, onde os interruptores de luz estavam. Ela
desligou os interruptores, escurecendo toda a loja, depois mudou de ideia e voltou a ligar metade
deles. Ivy olhou para os provadores na parte de trs da loja. Ela lutou contra o impulso checar e ter
certeza que todos se foram. No seja to paranoica, ela disse a si mesma. Mas no era difcil
imaginar algum  espreita em no provador, e no era difcil imaginar algum esperando por ela nas
sombras do shopping.

"Eu quero tudo na sua caixa registradora." Ivy pulou ao som da voz de Eric. Seu dedo enfiado nas
costas. Algum riu, Gregory. Ela se virou para enfrentar os dois.

"Oh, desculpe," Gregory disse quando viu o olhar em seu rosto. "Ns no quisemos assust-la
realmente."

"Eu queria", disse Eric com um riso estridente.

"Ns pensamos que estaria terminando logo, assim decidimos parar" Gregory disse, tocando-lhe no
cotovelo, sua voz suave e fcil.

"Para pegar o seu dinheiro antes de coloc-lo no cofre", disse Eric interrompendo. "Quanto voc
tem?"

"Ignore-o", Gregory disse a Ivy.

"Ela faz. Ela sempre faz", comentou Eric, e comeou a mexer nas caixas da loja.

"Estamos apenas saindo esta noite", disse Gregory. "Quero sair com a gente?"

Ivy forou um sorriso e folheou os recibos da loja. "Obrigado, mas eu tenho muita coisa para fazer."

"Vamos esperar".

Ela sorriu novamente e balanou a cabea.

"Vamos, Ivy," Gregory insistiu. "Voc quase no saiu nas ltimas trs semanas. Vai ser bom para
voc."

"Ser que vai?" Ivy olhou diretamente nos olhos de Gregory.

"Voc est sempre olhando para mim."

"E eu vou continuar", respondeu ele, sorrindo para ela. No houve nem uma sugesto de que ele
estava pensando atrs de seus olhos cinza e o rosto demasiado bonito.

"Os dentes!" Eric exclamou. "Olhe para estas dentes sugadores de sangue. Isso  legal." Ele rasgou
um pacote de plstico e enfiou os dentes de vampiro na boca, sorrindo para Gregory. Seus braos
magros pendurados pelos seus lados, e os dedos danaram com nervosismo. Ivy pensou sobre a
forma como Gregory tinha aplaudido Eric na noite que seu amigo subiu na ponte da ferrovia.
Ela se perguntava at quanto Eric iria divertir Gregory para ganhar sua aprovao.

" uma melhoria, Eric," Gregory disse, "e algumas meninas ficam ligadas por vampiros." Ele deu a
Ivy um sorriso malicioso. "Ser que no?"

A ltima vez que Gregory havia chegado tarde na loja, ele tinha se vestido como Drcula. Ivy
lembrou seus beijos insistentes e como ela tinha dado a ele.

Agora, seu sangue ferveu, e ela podia sentiu corar de raiva. Seus dedos fecharam nos punhos, que
ela rapidamente colocou atrs dela. Eu posso jogar este jogo to bem quanto ele pode, ela pensou, e
inclinou a cabea para trs. "Algumas meninas gostam." Gregory olhou para seu pescoo, seus
olhos brilhando, ento focou em sua boca, como se quisesse beij-la novamente.

"Ivy, o que voc est fazendo?" A pergunta a surpreendeu. Era a voz de Tristan. Ela no tinha
conhecimento que dele deslizou dentro de sua mente, mas claramente nem Eric nem Gregory
tinham ouvido ele falar. Ivy sabia que seu rosto estava vermelho, e ela rapidamente deixou cair o
queixo.

Gregory riu. "Voc est corada."

Ivy se virou e se afastou dele. Mas ela no podia ficar longe de Tristan.

"Voc acha que ele quer beij-la?" Tristan perguntou com desdm. "Estrangul-la, talvez! Ivy, no
seja estpida. Estes so os truques." Silenciosamente disse Tristan, "Eu sei o que estou fazendo."

Gregory a seguiu at o balco e colocou a mo na sua cintura.

"Gregory, por favor", disse ela.

"Por favor o qu?" ele perguntou, com a boca perto do ouvido dela.

"Eric est aqui", lembrou ele, e olhou por cima do ombro. Mas Eric estava do outro lado de um
rack, perdido em um mundo de fantasias.

"Me desculpa", disse Gregory baixinho ", por trazer Eric".

"Livrar-se de Gregory," cortou Tristan "Livrem-se de ambos e tranque a porta."
Ivy saiu de perto de Gregory.

"Chame a segurana", continuou Tristan. "Pea-lhes para lev-la ao seu carro."

"Alm disso", Ivy disse Gregory, "tem Suzanne. Voc sabe que Suzanne e eu somos amigas desde
sempre."

"Ivy!" Tristan exclamou. "Voc no sabe no sabe nada sobre garotos? Agora ele vai usar uma
daquelas velhas desculpas."

Ivy silenciosamente retrucou: "Eu sei o que estou fazendo."

"Suzanne  muito fcil", disse Gregory, aproximando-se de Ivy. " muito ciumenta e muito chata.
Estou entediado."
"Acho que  muito mais interessante", comentou Tristan, "continuar com a namorada do cara que
voc matou."

Ivy sacudiu a cabea como se tivesse levado um tapa.

"O que h de errado?" Gregory perguntou.

"Ivy, eu sinto muito", disse Tristan rapidamente ", mas voc no est me ouvindo, no parece
entender".

"Eu entendo, Tristan," Ivy pensou com raiva. "Deixe-me sozinha antes que estrague tudo."

"O que voc est pensando?" Gregory perguntou. "Voc est irritada, eu posso sentir." Ele alisou o
rosto, em seguida, traou o rosto, os dedos tocando levemente o pescoo dela.

"Voc gostava quando te tocava", disse ele.

Ivy podia sentir a raiva de Tristan surgindo dentro dela. Ela sentia como se estivesse perdendo o
controle. Ela fechou os olhos, centrou a sua ateno, e o empurrando para fora, fora to longe
quanto podia de sua mente.

Quando ela abriu os olhos Gregory estava olhando para ela.

"Fora?" disse ele. "Se voc est falando comigo?"

"Falando com voc?" Ivy repetiu aterrorizada, ela tinha falado em voz alta. "No", disse a Gregory,
"no me lembro de dizer nada para voc."

Ele franziu o cenho para ela.
"
Mas voc me conhece", disse ela, alegremente, "Eu sou um pouco louca".

Ele continuou a olh-la. "Talvez", disse ele. Ivy sorriu e passou por ele. Pelos quinze minutos
seguintes, ela deu ateno para Eric, ajudando-o a encontrar as peas de roupas, mantendo um olho
no porta da loja,  espera da segurana para passar.

Quando o guarda passou e apontou para o relgio, sinalizando que ela estava bem depois das nove e
meia, ela chamou ele. Dado que o shopping tinha fechado oficialmente, ela perguntou se ele podia
mostrar Eric e Gregory uma porta onde poderiam sair.

Ento ela trancou a porta da loja atrs de si e recostou-se contra ela com alvio. "Sinto muito,
Tristan"... disse ela, mas ela tinha certeza que ele no ouvi-la.

Tristan assistiu Ivy, a cabea inclinada sobre os recibos da loja, os cabelos cacheados uma teia de
ouro sob a luz que agora brilhava sobre a mesa na caixa registradora. O resto da loja estava mal
iluminada, seus cantos recuando na escurido.

Queria tocar o cabelo dela, para concretizar os dedos e sentir a suavidade da sua pele. Ele queria
falar com ela, bastava falar com ela. Mas ele manteve-se oculto, ainda irritado, magoado pela forma
como ela tinha o expulsaram de sua mente.

Ivy subitamente ergueu a cabea e olhou em volta como se sentisse sua presena. "Tristan?"
Se ele ficou fora dela, ela no iria ouvi-lo. Mas o que ele tinha a dizer para ela? Que ele a amava?
Que ela tinha o magoado. Que ele estava aterrorizado por dela?

Ela o viu agora. "Tristan". O jeito que ela disse que seu nome ainda podia o fazer tremer.

"Eu no achei que voc fosse voltar. Depois da maneira que te tratei, eu no achei que voc voltasse
para mim. "

Tristan ficou onde estava.

"E voc no vai vir para mim, verdade?" , perguntou ela.

Ele ouviu o tremor em sua voz e no podia decidir o que fazer. Deixe-la? Deixar que se pergunte
por um tempo. Ele no queria brigar, e ele tinha trabalho a fazer naquela noite.

Se voc soubesse o quanto eu te amo, pensou ele.

"Tristan", disse ela silenciosamente.

Ele estava em sua mente agora e sabia que o pensamento de que tinham partilhado: Se voc
soubesse o quanto eu te amo.

Ivy estava chorando.

"No. Por favor, no", disse ele.

"Tente entender", ela implorou silenciosamente. "Eu dei meu corao para voc, mas ainda  meu.
Voc no pode simplesmente entrar e assumir. Tenho meus prprios pensamentos, Tristan, e minha
prpria maneira de fazer as coisas. "

"Voc sempre teve seus prprios pensamentos e sua prpria maneira de fazer as coisas", disse ele.
Ento ele riu.

"Eu me lembro como voc estava liberando o seu guia no seu primeiro dia na nossa escola...  foi
quando eu me apaixonei por voc", disse ele. "Mas voc tem que entender tambm. Tenho medo
por voc. O que voc estava fazendo, Ivy, jogando assim com Gregory?"

Ivy desceu da banqueta e caminhou at um canto escuro da loja. Eric havia deixado um monte de
roupas no cho. Tristan podia sentir sua suavidade sedosa atravs das mos Ivy quando ela
apanhou-os.

"Eu estou jogando o jogo de Gregory", disse ela. "Eu estou jogando o papel que ele me deu - e
mant-lo imaginando, mant-lo perto. "

" muito perigoso, Ivy".

"No", respondeu ela com firmeza. "Viver na mesma casa com ele e tentar evit-lo... Que seria
perigoso eu no posso me esconder dele, ento o truque  nunca, nunca tirar os olhos dele. "Ela
pegou uma brilhante mscara preta e segurou-a na frente de seu rosto.

"Eu tenho que saber o que est fazendo e o que ele est dizendo", continuou ela. "Eu tenho que
esperar at ele cometer um erro. Enquanto estiver aqui... e te digo, Tristan, eu vou ficar aqui,  o
nico caminho ".

"H outra maneira de seguir ele", disse Tristan ",  manter uma pessoa entre vocs, ao mesmo
tempo. Will  seu amigo. Voc poderia sair com Will". Houve um longo silncio, e Tristan podia
sentir Ivy escondendo seus pensamentos dele.

"No, isso no  uma boa idia", disse ela finalmente.

"Por que no?" Sua voz saiu muito forte. Ele podia sentir a sua procura cuidadosamente as palavras
certas.

"Eu no quero Will envolvido."

"Mas ele j est," Tristan argumentou. "Ele sabe sobre mim. Levou-o  estao de trem para ajudar
a lembrar o que aconteceu."

"Isso  to longe quanto vai", disse Ivy. "Eu no quero que voc diga a ele que qualquer outra
coisa." Ela comeou a triagem atravs de fantasias, sacudindo-a, em seguida, dobrando
elas.

"Voc o est protegendo", disse Tristan.

"Isso  certo."

"Porqu?" ele perguntou.

"Por que colocar algum em perigo?" , respondeu ela.

"Will se colocaria em qualquer tipo de perigo por voc. Ele est apaixonado por voc." Assim como
Tristan disse ele desejou no ter dito.

Mas, certamente, Ivy j tinha percebi isso. Talvez no, pensou de repente. Ele sentiu o esforo. Ele
foi pego em um redemoinho de emoes que ele no poderia entender. Ele sabia que ela estava
confusa.

"Eu no penso assim", disse Ivy. "Will  um amigo, isso  tudo."

Tristan no disse nada.

"Mas se  verdade, Tristan, ento no  justo us-lo assim. Seria como manipul-lo".

Ser mesmo? Tristan perguntou. Talvez Ivy estava com medo de admitir sua atrao por Will.

"O que voc est pensando? O que voc disfara?" Ivy perguntou.

"Eu estou querendo saber se voc est sendo honesta consigo mesma." Ivy caminhou a passos
largos em toda a loja, como se ela pudesse andar longe dele, segurando os figurinos, lanando
objetos perdidos em suas caixas.

"Eu no sei porque voc pensa deste jeito.  quase como tivesse cimes", disse ela.

"Eu estou", respondeu ele.
"Voc  oqu?" Sua voz parecia frustrada.

"Ciumento". No havia sentido em tentar esconder, Tristan pensou.

"Quem disse isso?" Ivy exigido.

"Quem disse o qu?" Tristan pediu.

"Quem disse o qu?" uma voz feminina ecoou, a mesma voz que soava frustrada um momento
atrs.

"Lacey!" Tristan exclamou. Ele no tinha visto ela.

"Sim, querido?" Lacey estava projetando a voz para Ivy pudesse ouvi-la, tambm. Ivy olhou ao
redor da sala.

"Esta  uma conversa privada", disse Tristan.

"Bem, sua metade foi privada", respondeu Lacey, ainda projeta sua voz.

 "Quando sua garota fala interiormente, eu posso ouvir apenas a tua parte.  frustrante! O
rompimento romntico do ano, e eu estou perdendo metade do dilogo. Diga a sua garota falar em
voz alta, ok? "

"Sua garota?" Ivy repetida em voz alta.

"Assim  melhor", disse Lacey.

" ela que  a mancha prpura?" Ivy perguntou.

"Me perdoooooe?" Lacey disse.

Tristan podia sentir uma dor de cabea chegando. "Sim,  ela", disse a Ivy.

"Uma mancha?" Lacey cuspiu as palavras.

" como voc parece para Ivy", disse Tristan. "Voc sabe disso."

"Como ela parace para voc?" Ivy perguntou a Tristan.

Ele hesitou.

"Sim, conte-nos como eu pareo para voc?" Lacey perguntou.

Tristan tentou pensar em uma descrio objetiva. "Como algo ... um metro e meio de altura ... com
os olhos castanhos, eu acho ... e um nariz arredondado e um tipo de cabelo grosso."

"Bom trabalho, Tristan", comentou Lacey. "Voc acaba de descrever um urso." ela disse para Ivy,
"Eu sou Lacey Lovitt. Agora eu tenho certeza que voc pode me imaginar."

Tristan podia sentir a mente de Ivy procurando, tentando lembrar quem era Lovitt Lacey.
"A estrela country?"

Um peru de plstico foi arremessado do outro lado da sala.

"E pensar que me preocupei em voltar para avisar a garota."

"Por que ela continua me chamando a garota?"

"Eu acho que  um estrela de cinema falando", disse Tristan cansado.

"Voc foi uma estrela de cinema?" Ivy se agachou para pegar o peru lanado. "Ento voc  bonita",
Ivy disse calmamente.

"Pergunte a Tristan", disse Lacey.

"Ela ?"

Tristan se sentia pressionado. "Eu no sou um bom juiz dessas coisas."

"Oh, eu vejo", Ivy e Lacey disseram ao mesmo tempo, ambas parecendo irritadas. Ivy foi para um
lado, Lacey para outro.

"Como  que voc joga isso, Lacey Lovitt?" Ivy perguntou, apertando o peru. "Tristan pode faz
isso?"

Lacey riu. "No  com qualquer tipo de objetivo", disse ela. "Ele ainda est aprendendo a
materializar os dedos, para tornar-se slido. Ele tem muito a aprender. Felizmente ele me tem como
professora. "

Ela aproximou-se de Ivy. Tristan podia sentir formigamento de Ivy quando ela sentiu os dedos
Lacey descansando levemente sobre sua pele. Atravs dos olhos de Ivy viu as unhas longas e roxas
aparecer lentamente em seu brao.

"Quando Tristan se deslizar para fora de sua mente", disse Lacey ", ele vai parecer e sentir slido
para mim. Mas a menos que se materialize, como eu fiz, ele vai ser apenas um brilho para voc. 
preciso muita energia para se materializar. Ele est ficando mais forte, mas se ele consome muita
energia, ele vai cair na escurido. "

"Ele vai parecer e sentir slido para voc?" Ivy repetido.

"Ele pode segurar minha mo, ver o meu rosto", disse Lacey. "Ele pode... bem, voc sabe."

Tristan podia sentir formigamento em Ivy.

"Mas ele no faz", disse Lacey sem rodeios. "Ele est totalmente preso a voc." Ela pegou um
chapu e girou em um dedo, levantando-o acima de sua cabea. Para Ivy parecia uma nvoa
lavanda com um chapu misteriosamente girando.

"Voc sabe, eu poderia ter um monte de diverso assombrando este lugar. Eu poderia conseguir para
as senhoras de idade alguma publicidade real de Halloween. "

"Nem pense nisso", disse Tristan.
"Perdoe-me se eu esquecer que voc disse isso", disse Lacey ele. "Enfim, estou aqui para lhe dar
uma noticia. Gregory pegou algumas drogas novas."

"Quando?" Tristan pediu rapidamente.

"Hoje  noite, pouco antes de ele chegar aqui", respondeu Lacey, ento disse a Ivy, "Cuidado com o
que voc come. Cuidado com o que voc bebe. No se torne fcil para ele."

Ivy estremeceu.

"Obrigado, Lacey", disse Tristan. "Eu devo a voc... mesmo que voc tenha entrado e ouvido o que
era da sua conta."

"Sim, sim."

"Eu sou quem lhe deve", disse Ivy.

"Isso  certo", Lacey aplaudiu ", e mais, por esses ltimos dois meses e meio eu tive que ouvir
suspirando por voc, enchendo trs volumes de poesia de amor ruim. E eu tenho a dizer-lhe... "

"Lacey nunca esteve apaixonada," Tristan interrompido ", ento ela no entende..."

"Me perdoe? Me perdoe?" Lacey desafiou ele. "Est certo disso?"

Tristan riu.

"Como eu estava dizendo ..." Lacey se aproximava de Ivy. "Eu no sei o que ele v em voc."

Ivy caiu em um momento de silncio. Enfim, ela respondeu;

"Bem, eu sei o que ele v em voc."

"Oh, por- fa- vor.

Ivy riu e pegou um chapu, girando-o em seu prprio dedo.

"Tristan sempre foi um desajeitado para meninas, com sua prpria maneira de fazer as coisas."




Captulo 7



Tristan estava em silncio, escutando a respirao de Eric e conservando sua prpria energia,
observando o cu fora da janela do quarto comeando a clarear. Os nmeros no rdio relgio de
Eric brilhavam: era 4:46. Assim quando Eric mostrou sinais de agitao, Tristan tinha previsto
deslizar para dentro de sua mente.

Ele tinha verificado Eric sexta  noite, vrias horas depois de sua visita ao shopping, e no sbado 
noite, bem, depois de Eric voltar para casa depois de uma bebedeira. Lacey tinha advertido
repetidamente Tristan, sobre viajar no tempo em uma mente confusa pelo lcool e pelas drogas.
Mas tinha passado 24 horas desde ltima cerveja de Eric, e Tristan estava disposto a aproveitar a
chance para saber que tipo de trabalho sujo Eric tinha feito por Gregory.

Ele teve sorte quando ele chegou no quarto de Eric na segunda-feira, e descobriu em uma de suas
estantes, um livro antigo sobre trens. A materializao de um dedo, ele tinha folhiado o livro, em
busca de uma foto de um trem que se parecesse com aqueles que corriam atravs da estao de
Stonehill. Agora, ele observava o sono Eric, a espera da sua oportunidade para mostrar a ele a
imagem e deslizar em um pensamento em comum. Com um pouco mais de sorte, ele poderia
montar o pensamento em uma memria, a memria da noite que Ivy foi drogada e levada para a
estao.

Esperou pacientemente enquanto via o relgio digital luminoso com os minutos passando. A
respirao de Eric foi se tornando superficial, e as pernas moveram inquietas; agora era o momento.
Tristan o cutucou, o acordado. Eric viu o livro em seu travesseiro e puxou sua cabea sonolenta,
olhando a foto.

Trem, o pensou Tristan. Assobiando. Reduzindo a velocidade. Parece um acidente. No foi um
acidente. Gregory. Estraguei tudo. Medo, medo, medo quem quer jogar de medo, medo, medo?

Tristan percorreu tantos pensamentos quanto podia, que fossem relacionados com a imagem. Ele
no sabia que pensamento seria seu bilhete de entrada, mas de repente ele viu a fotografia com os
olhos semi fechados de Eric. Eric parecia apenas alerta o suficiente para aceitar uma sugesto.
Tristan retratado to claramente quanto ele poderia um bon de beisebol e casaco da escola, os que
Gregory havia usado naquela noite, os que ele tinha insistido para Eric encontrar.

Tristan sentiu Eric tenso. Por um momento ele sentiu suspenso na escurido eterna, ento ele caiu
para a frente com ele, seu punho rebatendo em algo duro. Ele foi rapidamente jogado de costas,
fazendo-o perder o equilbrio, em seguida, foi empurrado para a frente mais uma vez.

Todos os msculos tensos, Eric estava lutando com algum. Um soco forte no estmago fez
cambalear. Eric virou a cabea ao redor, Tristan virou junto. E viu seu adversrio: Gregory.

Tristan tambm viu a estrada, enquanto ele rodou com Eric de uma maneira, depois o outra, sob os
golpes de Gregory. Ele pensou que era cerca de trinta metros da entrada da estao de trem.
Enquanto lutava com Gregory seus ps continuava escorregando nas pedras pequenas ao lado da
estrada. Algo pouco afiada em sua mo. Tristan de repente percebi que Eric estava agarrados um
conjunto de chaves.

"Voc esss-tupido." Tristan sentiu como as palavras de Eric brotavam, mal podia dgesticular na sua
boca. "Voc no pode conduzir a minha moto. Voc vai falhar e voc vai matar ns dois. Vai ser
voc, eu, e Tristan para sempre, voc, eu, e Tristan sempre, voc, eu e Tristan... "

"Cale a boca. Me d", disse Gregory, agarrando as chaves de sua mo, deixando sua palma rasgada
e sangrento. "Voc no pode nem manter sua cabea erguida."

Tristan de repente sentiu como se estivesse ficando doente. Preso no interior do corpo de Eric, ele se
inclinou sobre a Harley, segurando seu estmago e respirando com dificuldade. Gregory amarrou
alguma coisa na traseira da moto. O casaco e o bon.

"Ns temos que sair daqui", disse Gregory para ele.
Eles lutaram para subir na moto. Sentia sua perna insuportavelmente pesada quando ele ergueu-a
sobre o assento. Gregory empurrou para a traseira da moto, em seguida, subiu na frente.

"Espere".

Ele o fez. Quando Gregory piso no acelerador, Tristan sentiu sua cabea ir para trs. Sua mandbula
superior triturou-se contra a inferior, e seus olhos pareciam to pequeno e duros como bolinhas de
gude rolando dentro de sua cabea. Nesse breve momento ele viu uma sombra atrs dele. Ele virou-
se e viu a roupa cair da moto, mas ele no disse qualquer coisa.

Eles dirigiram para a cidade, dois homens subindo a longa colina para a casa de Gregory. Gregory
desceu e correu para dentro. Agora me motocicleta estava nas mos de Eric , nas mos de Tristan,
embora ele no tinha controle. Ele desceu correndo a colina novamente, dirigindo loucamente. De
repente, a estrada serpenteou sob sras rodas, e Eric estava em outro caminho.

Eles estavam em outra memria? E se tivessem de alguma forma ligada com a outra parte do
passado? A estrada, com suas voltas bruscas e mais voltas, parecia familiar a Tristan. A Harley
derrapou at parar, e Tristan sentiu mal mais uma vez: eles foram ao local onde ele havia morrido.

Eric estacionou e desceu da moto, inspecionando a estrada por alguns minutos. Ele abaixou-se para
examinar algumas pedras brilhantes azuis - pedaos de cacos de vidro entre o cascalho na estrada.
De repente, ele estendeu a mo e pegou um buqu de rosas. Pareciam frescas, como se algum
tivesse acabado de deixar ali, e estavam amarradas com uma fita roxa, do tipo Ivy usava em seu
cabelo. Eric tocou uma rosa que no abriu. Um tremor percorreu-lhe.

Uma rosa, por abrir, estava em um vaso sobre a mesa de Caroline. A mente de Eric saltou
novamente, e Tristan sabia que ele tinha estado nessa memria antes. A imagem da janela, a
tempestade se aproximando, um medo intenso de Eric e crescente frustrao eram todos
familiar para Tristan. Tal como antes, a memria funcionou como um pedao de filme danificado,
quadros emendados, o som tomou conta por ondas de emoo. Caroline estava olhando para ele e
rindo, rindo como se nada no mundo podesse ser mais engraado. De repente, ele estendeu os
braos, agarrando-a, sacudindo, balanando ela at a cabea caiu como uma boneca.

"Oua-me", disse ele. "Eu falo srio! No  uma piada! Ningum est rindo, mas voc. No  uma
piada!"

Ento Eric gemeu. No era medo que percorria ele agora. No foi a frustrao e a raiva queimando
fora de sua pele, mas algo profundo e terrvel, desesperado. Ele gemeu de novo e abriu os olhos.
Tristan viu o livro de trens na frente dele.

O livro parecia embaado, e Eric passou a mo sobre os olhos. Ele estava acordado e chorando. "De
novo no", ele sussurrou. "De novo no."

O que ele quis dizer? Tristan se perguntou. O que no Eric quer que acontea de novo? O que ele
no quer fazer de novo? Deixar que Gregory mate? Deixe-se sair do controle e fazer matana ele
mesmo por Gregory? Talvez cada um tenha feito algumas coisas e estavam amarrados em um lao
de culpa.

Tristan lutou arduamente para manter a conscincia e ficar com Eric pelo resto da manh de
segunda-feira. Ele havia escapado da mente de Eric no momento em que estava completamente
acordado, mas o acompanhou  escola, supondo que as memrias que assombravam Eric o levaria
em direo a algum tipo de confronto com Gregory. Ele foi pego de surpresa na hora do almoo,
quando Eric moveu-se rapidamente atravs de uma lanchonete lotada para a mesa onde Ivy estava
sentado sozinha.

"Eu tenho que falar com voc."

Ivy piscou para ele, surpresa. Seu cabelo claro estava sem brilho. Durante o vero, ele se tornou to
magro que a sua pele branca pareciam cobrir apenas os ossos de seu rosto. Os crculos sob seus
olhos pareciam hematomas.

Quando Ivy falou, Tristan ouviu uma gentileza inesperada em sua voz. "Tudo bem. Pode falar".

"No aqui. Nem com todas essas pessoas."

Ivy olhou ao redor da lanchonete. Tristan adivinhou que ela estava tentando decidir como lidar com
isso. Ele queria deslizar para dentro dela e gritar: "No faa isso! No ir a lugar nenhum com ele
"Mas ele sabia o que iria acontecer! Ela ia jog-lo fora como fez a ltima vez.

"Voc pode me dizer o que est acontecendo?" Ivy perguntou, a voz ainda est suave.

"No aqui", disse ele. Seus dedos tocaram nervosamente sobre a mesa.

"Na minha casa, ento", sugeriu.

Eric negou com a cabea. Ele continuou olhando para esquerda e direita Tristan viu com alvio que
Beth e Will estavam carregando bandejas de seu almoo para a mesa de Ivy. Eric os viu, tambm.

"H um carro velho", ele disse rapidamente, "abandonado a oitocentos metros abaixo da ponte da
ferroviria, bem atrs do rio. Eu te encontrarei l hoje, cinco horas. Venha sozinha. Eu quero falar,
mas somente se voc estiver sozinha. "

"Mas eu..."

"Venha sozinha. No diga a ningum". Ele j estava se afastando da mesa.

"Eric", ela o chamou. "Eric!"

Ele no virou.

"O que foi aquilo?" Will perguntou, enquanto colocou sua bandeja sobre a mesa. Ele no parece
estar cientes da presena de Tristan. Nem Beth ou Ivy. Talvez nenhum deles viram sua luz por causa
do sol atravs de grandes janelas do refeitrio, Tristan pensou.

"Eric parece meio louco", disse Beth, tomando assento ao lado de Will e na frente de Ivy. Tristan
estava contente em ver um lpis e um caderno com Beth junto a sua desorganizao de pratos.
Atravs de sua escrita, ele pde se comunicar com todos os trs ao mesmo tempo. "O que ele
disse?" , perguntou ela. "H algo de errado?"

Ivy encolheu os ombros. "Ele quer falar comigo mais tarde hoje."

"Por que ele no falou com voc agora?" Will perguntou.

Boa pergunta, pensou Tristan.
"Ele disse que quer me ver sozinha." Ivy baixou a voz. "Eu no deveria contar a ningum."

Beth olhou para Eric enquanto ele fez o caminho em direo s portas cafeteria. Seus olhos se
estreitaram.

Eu no confio nele, Tristan pensou to claramente quanto possvel. Ele tinha adivinhado certo: Beth
e ele igualaram os pensamentos, e momentos depois ele foi para dentro de sua mente. Ento ele
sentiu que ela fazia sair.

"No tenha medo, Beth", disse ele a ela. "No me jogar para fora. Preciso de sua ajuda. Ivy precisa
de sua ajuda."

Suspirando, Beth pegou o lpis ao lado de seu caderno, e removeu seu pur de maa com ele.

Will sorriu e cutucou. "Seria mais fcil comer com a colher", disse ele.

Ento os olhos de Ivy se arregalaram um pouco. "Beth est brilhando."

" Tristan?" Will perguntou.

Beth enxugou lpis e abriu o caderno.

"Sim", ela escreveu.

Ivy franziu o cenho. "Ele pode falar diretamente comigo agora. Porque ele ainda est se
comunicando atravs de voc?"

Os dedos de Beth tremeram, ento, ela escreveu rapidamente: "Porque Beth ainda me ouve."

Will riu alto.

A mo de Beth se moveu para a pgina novamente. "Eu estou contando com Beth e Will convenc-
la... no se arrisque com Eric!"

"Contando comigo?" resmungou Will.

" muito perigoso, Ivy," Beth rabiscou. " uma armadilha. Diga-lhe, Will."

"Eu preciso conhecer os fatos em primeiro lugar," Will insistiu.

"Eric me pediu para encontr-lo em cinco horas, junto ao rio cerca de um quilmetro abaixo da
ponte dupla", disse Ivy.

Will assentiu com a cabea, rasgou a ponta de um pacote de catchup, e espalhar o seu contedo
regularmente em seu hambrguer. " s isso?" ele perguntou.

"Ele disse que fosse sozinha e encontrar com ele em um carro velho que est pouco atrs, perto do
rio."

Will metodicamente abriu o segundo um pacote de catchup, em seguida, um de mostarda. Suas
aes lenta e deliberadas irritaram Tristan.
"Diga a ela, Will ! Faa que ela volte a sua raso!" Beth escreveu furiosamente.

Mas Will no se apressou. "Eric poderia estar tramando uma armadilha para voc", disse a Ivy,
pensativo, "talvez uma mortal."

"Exatamente," escreveu Beth.

"Ou," Will continuou: "Eric poderia estar dizendo a verdade. Ele pode estar com medo e tentando
dar-lhe algumas informaes importantes. Sinceramente no sei o que . "

"Idiota!" Beth escreveu. "No faa isso, Ivy", acrescentou ela em voz alta, com a voz trmula. "Isso
foi eu que disse no Tristan."

Will se virou para ela. "O que  isso?" ele perguntou. "O que voc est vendo?"

Tristan, dentro de sua mente, estava vendo isso.

" o carro", disse Beth. "Assim como voc mencionou que eu poderia v-lo, um carro velho
afundando lentamente na lama. Algo terrvel aconteceu l. H uma nvoa escura em torno dele. "

Will pegou a mo trmula de Beth.

"O carro est descendo para o cho como um caixo", disse ela. "Seu capo est arrancado. Seu
tronco ... eu no posso ver.... H muitos arbustos e trepadeiras. H uma porta parcialmente aberta,
azul, eu acho. H algo dentro. "

Os olhos de Beth estavam arregalados e assustados, e uma lgrima corria por sua face. Will limpou
delicadamente, mas outra passou sobre sua mo.

"Os bancos dianteiros no existem," ela continuou. "Mas eu posso ver o banco de trs, e h algo ..."
Ela balanou a cabea.

"V em frente," Will pediu baixinho.

"Esta coberto com uma manta. E h um anjo olhando por ele. O anjo est chorando."

"O que est debaixo da manta?" Ivy sussurrou.

"Eu no posso ver", Beth sussurrou de volta. "Eu no posso ver!"

Em seguida, a mo comeou a rabiscar: "Eu posso ver s o que v Beth. A manta no pode ser
levantada.".

"Este anjo  voc, Tristan?" Ivy perguntou.

"No," Beth escreveu. Ento ela agarrou a mo de Ivy. "Algo terrvel est l. No v. Eu estou
implorando, Ivy".

"Oua a ela, Ivy!" Tristan disse, mas a mo de Beth estava tremendo muito era difcil de escrever.

Ivy olhou para Will.
"Beth tem estado certa duas vezes antes", disse ele.

Ivy balanou a cabea, depois suspirou. "Mas e se Eric realmente tem algo importante a dizer-me?"

"Ele vai encontrar uma outra maneira," Will argumentou. "Se ele realmente quer dizer alguma
coisa, ele vai descobrir uma maneira."

"Eu acho que sim", disse Ivy, e Tristan se sentiu, imensamente, aliviado.

Logo depois, deixou os trs deles. Ele ouviu Ivy pergunte mentalmente: "Onde voc vai?" Mas
sabendo que ela estava em boas mos, ele foi. Ele havia se recuperado do esgotamento do tempo
viajando, mas no tinha certeza quanto tempo tinha o seu segundo flego. Ele queria tempo para
buscar no quarto Gregory, enquanto todos estavam fora da casa. Se ele pudesse encontrar as ltimas
compras de drogas de Gregory, Ivy teria provas, pelo menos, as droga seriam prova.

Ainda assim, o que ele realmente precisava era a jaqueta e bon, Tristan pensou quando ele passou
pela porta da escola. A roupa pode convencer a polcia a reconsiderar a histria de Philip. Um nico
pedao de cabelo pode estabelecer o vnculo importante com Gregory.

Algum deve ter achado as roupas depois que caram da motocicleta. Ser que essa pessoa sabe o
quo importante elas so? A histria de Philip no tinha sido liberada para o pblico, mas poderia
ter vazado. Tristan se perguntou se, havia um jogador no identificado no jogo de Gregory?

"Mas Ivy", lamentou Suzanne ", que tinha planos para encontrar os sapatos de cristal - os sapatos de
rubi - o nico par de saltos em toda a Nova Inglaterra que so exatamente certo para o minha
festa de aniversrio. E eu tenho apenas uma semana para encontrar! "

"Sinto muito", respondeu Ivy, pegando em seu armrio para outro livro. "Eu sei que prometi." Ela
colocou a pilha de livros em seus braos, segurando uma nota abaixo da livros. Trs minutos antes
de Suzanne tinha chegar, Ivy abriu seu armrio e viu que a foto de Tristan tinha desaparecido. Em
seu lugar tinha uma nota fixada com fita adesiva.

"Que tal na quarta-feira?" Ivy propos. "Eu tenho que trabalhar depois da escola amanh, mas
podemos comprar at cair na quarta-feira e encontrar-lhe um incrvel par de sapatos. "

"Nesse tempo Gregory e eu j teremos feito as pazes e estaremos fazendo algo novo."

"Feito as pazes?" Ivy repetido. "O que voc quer dizer?"

Suzanne sorriu. "Funcionou, Ivy, funcionou como um feitio." Com as costas contra a parede de
armrios, Suzanne dobrou seus joelhos e lentamente deslizou at sua traseira tocou o cho, o qual
no era fcil seu jeans apertado, Ivy pensou. Um grupo de rapazes no corredor admirava sua
habilidade atltica.

"Desde que voc no quiz mencionar Jeff para ele," Suzanne continuou, "eu fiz. Liguei Gregory e
chamei de Jeff."

"Voc o chamou de Jeff? Ser que ele percebeu?"

"Ambas as vezes," Suzanne respondeu.

"Uau".
"Uma vez que o ambiente ficou muito quentes e intenso."

"Suzanne!"

Suzanne jogou a cabea para trs e riu. Foi uma risada selvagem e contagiosa, e as pessoas sorriam
quando passaram por ela no corredor.

"Ento o que Gregory disse? O que ele fez?" Ivy perguntou.

"Ele ficou incrivelmente ciumento", disse Suzanne, os olhos brilhando de excitao. " um milagre
que ele no nos matou!"

"O que voc quer dizer?"

Suzanne deslizou perto de Ivy e inclinou a cabea, longos cabelos escuros caindo para a frente,
como uma cortina, detrs da qual se contam segredos.

"A segunda vez, estvamos no banco de trs." Suzanne fechou os olhos por um instante, lembrando-
se. "O rosto dele ficou branco, depois o vermelho comeou subir pelo seu pescoo. Eu juro que eu
podia sentir 40 graus correndo por ele. Ele se afastou de mim e levantou a mo. Eu pensei que ele ia
bater em mim, e por um momento eu estava apavorada. "

Ela olhou nos olhos de Ivy, suas pupilas dilatadas pelo entusiasmo. Ivy podia ver que Suzanne
poderia ter ficado aterrorizada, mas agora achava emocionante e divertido falar a respeito. Sua
amiga estava gostando da memria, da forma como algum se agrada de um bom susto, na casa
fantasma - mas Gregory no era monstro papel mach.

"Ento ele abaixo a mo, me chamou por um par de nomes, saiu do banco de trs e foi para o da
frente, e comeou a dirigir como um louco. Ele abriu todas as janelas e ficava gritando para mim:
"Pode sair. Mas  claro que ele estava dirigindo to rpido e ziguezagueando da esquerda e direita, e
eu estava a tentando me endireitar e para no ficar batendo de um lado para o outro do carro. Ele me
olhava pelo espelho retrovisor, s vezes ele olhou para trs.  um milagre que ele no matou ns
dois. "

Ivy olhou para a amiga com horror.

"Ah, vamos l, Ivy. No final, quando eu tinha meu brao direito na manga esquerda de meu casaco
e meu cabelo cado no rosto, ele desacelerou, e ns dois comeamos a rir. "

Ivy botou as mos no rosto.

"Mas quando ele me levou para casa naquela noite", Suzanne continuou, "ele disse que no queria
mais me ver. Ele disse que eu o fazia perder o controle e fazer coisas loucas." Ela parecia satisfeita
consigo mesma, como se tivesse ele dado um grande elogio." Mas ele vai vir no prximo sbado.
Ele estar na minha festa, que pode apostar nisso. "

"Suzanne, voc est brincando com fogo", disse Ivy.

Suzanne sorriu.

"Voc e Gregory no so bom um para o outro", Ivy disse ela. "Olhe para voc. Vocs dois esto
agindo como loucos."
Suzanne deu de ombros e riu.

"Voc est agindo como um tola!"

Suzanne piscou, iritada pela crtica de Ivy.

"Gregory tem um temperamento terrvel", Ivy continuou. "Tudo pode acontecer. Voc no o
conhece como eu."

"Serio?" Suzanne ergueu as sobrancelhas. "Eu acho que eu o conheo muito bem."

"Suzanne..."

"E eu posso lidar com ele... melhor que voc", acrescentou ela, olhando para os lados, com os olhos
brilhando. "Portanto, no fique muito esperanosa."

"O qu?"

"Isso  do que se trata tudo, no ? Desde que voc perdeu Tristan, voc tem interesse em Gregory.
Mas ele  meu, no seu, Ivy, e voc no vai afast-lo de mim! "

Suzanne levantou-se rapidamente, limpou a parte de trs da cala jeans, e saiu pelo corredor.

Ivy encostou contra o seu armrio. Ela sabia que era intil chamar Suzanne e pensou em convocar
Tristan, pedindo-lhe para vigiar sua amiga. Talvez Lacey podesse ajud-los. Mas esse pedido teria
de esperar. Ivy mudou seus planos para a tarde, e se Tristan lesse sua mente, ele poderia tentar det-
la.

Ela abriu o pedao de papel que tinham sido colocado no lugar da foto de Tristan. A nota, assinada
com as iniciais de Eric, foi curta e convincente:

"Venha sozinha. Cinco horas. Eu sei porque voc est sonhando com o que voc est sonhando."




Captulo 8



Ivy estacionou o carro perto da ponte do trem. Ela estava na mesma clareira onde Gregory tinha
parado meses atrs, na noite Eric queria jogar medo. Ela saiu e caminhou a curta distncia para as
pontes duplas. Sob o sol de fim de tarde, os trilhos da nova ponte brilharam. Prximo a ela estava
a ponte velha, uma ornamentao laranja enferrujada que no chegava ao outro lado do rio. Haviam
pedaos de metal destroados e madeira podre se estendia na margem oposta do rio, as duas
metades da ponte velha, eram como duas mos tateando, que havia perdido o contato.

Quando Ivy viu as pontes paralelas, claramente na luz do sol, quando viu a brecha de dois metros
entre elas e a longa queda para a gua e as rochas l abaixo, ela percebeu que tipo de risco Eric
tinha corrido quando ele fingiu pular da ponte nova. O que se passava dentro da cabea de Eric? ela
se perguntava.
Ou ele era totalmente louco, ou ele simplesmente no se importam se ele vivia ou morria.

A Harley de Eric no estava  vista, mas havia uma abundncia de rvores e arbustos para escond-
la dentro. Ivy olhou ao redor, ento pegou o caminho ngreme cuidadosamente, ao lado das pontes,
at chegar a um caminho estreito que se estendia ao longo do rio. Ela andava to silenciosamente
quanto possvel, alerta a todos os som ao seu redor. Quando as rvores estalaram ela olhou para
cima rapidamente, meio que esperando ver Eric e Gregory prontos para abater sua presa.

" Te acalma, Ivy", repreendeu-se, mas ela continuou a pisar suavemente. Se ela pudesse surpreender
Eric, ela podia ver o que ele estava tramando antes que ela casse em uma armadilha.

Ivy olhou para o relgio vrias vezes, e as 5:05, ela se perguntava se ela j tinha passado pelo carro.
Mas depois de alguns metros, algo brilhou diante de seus olhos, sol brilhando no metal. Quatro
metros  frente, viu um caminho coberto de vegetao que levava desde o rio at uma pilha de
metal.

Ivy fez seu caminho no mato, mantendo-se escondida enquanto ela rastejou mais para perto. Depois
que ela pensou ter ouvido alguma coisa atrs dela, um estalar suave de folhas debaixo do p de
algum. Ela virou-se rapidamente. Nada. Nada alm de algumas folhas flutuando na brisa.

Ivy afastou alguns ramos longos e deu dois passos para frente, em seguida, prendeu a respirao. O
carro era o que Beth tinha descrito, seus eixos afundaram na terra, a parte do porta malas enterrada
debaixo de trepadeiras. O cap do carro foi arrancado, e seu teto de vinil tinha deteriorado em
pedaos de papel negro. Suas portas amassadas tinham um brilho azul - exatamente como Beth
tinha dito.

A porta traseira estava aberta. Havia uma manta no banco? Ivy se perguntou. O que estava sob a
manta?

Mais uma vez ela ouviu estralos atrs dela e virou-se rapidamente ao redor, examinando as rvores.
Seus olhos doam em focar e refocar cada sombra e movimento de folhas, buscando a forma de uma
pessoa observando-a. No viu ningum.

Ela olhou para o relgio. Dez depois das cinco. Eric no teria perdido a esperana dela no
aceitara ,to cedo, pensou ela. Ou ele est atrasado ou ele est esperando por ela para fazer o
primeiro movimento. Pois bem, dois podem jogar o jogo da espera, Ivy se sentiu motivada e
agachou-se em silncio.

Poucos minutos depois, suas pernas comearam a doer devido a tenso de ficar parada. As
friccionou e olhou para o relgio novamente: cinco e quinze. Ela esperaria mais cinco minutos.
Talvez Eric perdeu a coragem, ela pensou.

Ivy levantou-se lentamente, mas algo a impedia de se mover mais. Ela ouviu o aviso Beth como se
sua amiga estivesse em p ao lado dela, sussurrando em seu ouvido.

"Anjos, me ajudem", orou Ivy. Parte dela queria descobrir o que estava no carro. Mas parte dela
queria fugir. "Anjos, esto a? Tristan, eu preciso de voc. Eu preciso de voc agora! "

Ela caminhou lentamente em direo ao carro. Quando ela chegou na lateral do carro, ela parou por
um momento, esperando para ver se algum a tinha seguido. Ento, ela abaixou-se e olhou no
banco de trs.
Ivy piscou, sem saber por um momento se o que ela viu era real, no um outro pesadelo, e no
outras das piadas de Eric. Ento ela gritou, gritou at sua garganta estava em carne viva. Ela sabia,
sem toc-lo - ele estava muito plido, muito quieto, os olhos azuis abertos e olhando para o nada -
que Eric estava morto.

Ivy pulou quando algum a tocou por trs. Ela comeou a gritar novamente. Braos em volta dela,
puxando-a para trs, segurando-a firme. Ela pensei que havia feito estralar seus miolos com o berro.
Ele no tentou impedi-la, apenas a abraou at que ela ficasse mole, cedendo todo o seu corpo
contra ele. Seu rosto roou a dela.

"Will", disse ela. Ela podia sentir seu corpo tremer.

Ele a virou e segurou o rosto dela contra seu peito, a mo cobrindo seus olhos. Mas em sua mente
Ivy ainda podia ver Eric olhando para cima, seus os olhos arregalados, como se ele estivesse
espantado com o que tinha acontecido.

Will mudou de posio, e Ivy sabia que ele estava olhando Eric por cima do seu ombro. "Eu... eu
no vejo nenhum sinal de luta", disse ele. "No h contuses. Nenhum sangue."

O estmago Ivy, de repente, levantou-se contra suas costelas. Ela cerrou os dentes e forou-o de
volta. "Talvez as drogas", disse ela. "Overdose".

Will assentiu com a cabea. Sua respirao era curta e rpida contra sua bochecha. "Temos que
chamar a polcia."

Ento Ivy afastou-se dele. Ela agachou e a forou olhar longamente e duro para Eric. Ela deveria
memorizar a cena, ela pensou. Ela deveria recolher indcios. O que aconteceu com ele poderia ser
um aviso para ela. Mas quando ela olhou para Eric tudo o que ela sentiu foi perda, tudo o que podia
ver era desperdcio de uma vida.

Ivy chegou no carro. Will pegou a mo dela. "No. No toque nele", disse ele. "Deixe seu corpo
assim como est para que a polcia possa examin-lo."

Ivy balanou a cabea, depois pegou uma manta velha no cho do carro e gentilmente colocou em
cima de Eric. "Anjos... comeou ela, mas ela no sabia o que pedir. "Ajudem-no", disse ela, e
finalizou a orao assim. Quando ela se afastou, ela sabia que um anjo misericordioso dos mortos
estava olhando para baixo para Eric, chorando. Como disse Beth.

"Apesar do que voc diz, Lacey, estou feliz que eu perdi o meu prprio funeral", Tristan observava
como os enlutados reunidos no tmulo de Eric. Alguns deles estavam de p, solitrios e duros como
soldados, enquanto outros cercavam-se uns aos outros em busca de apoio e conforto.

A sexta-feira amanheceu nublada e chuvosa. Vrias pessoas haviam aberto seus guarda chuvas,
como flores de nylon brilhante florecendo contra as pedras cinzentas e rvores empapadas. Ivy e
Beth estavam em ambos os lados de Will, de cabea descoberta, deixando a chuva e as lgrimas
correrem juntas. Suzanne ficou com um brao ao redor de Gregory, olhando para a grama eriado.

Trs vezes em cinco meses, os quatro tinham estado juntos no River Stone Rise , e ainda assim a
polcia fez apenas perguntas de rotina sobre as mortes.

"No teve sorte?" Lacey falou para baixo, desde sua posio em uma rvore.
Tristan resmungou. "Gregory construiu um muro em torno de si", respondeu ele, e andou frustrado
em crculos em torno de uma rvore. Ele tentou vrias vezes, durante o servio religioso, entrar na
cabea de Gregory. "s vezes eu penso que no momento em que me aproximo dele, ele me sente.
Acho que ele sabe que est acontecendo alguma coisa, logo que eu chego perto dele. "

"Pode ser", disse Lacey. Materializando os dedos, ela passou de um galho, caindo perfeitamente ao
lado dele. "Em matria de anjo, voc no  exatamente um operador silencioso ".

"O que voc quer dizer?"

"Bem, vamos colocar desta forma. Se voc estivesse roubando televisores, em lugar de
pensamentos", disse ela, "voc teria sido pego por um co de quinze ano de idade, meio surdo e
mope. "

Tristan ficou na defenciva. "Bem, d-me dois anos para procrastinar", ele respondeu: "desculpe-me,
quer dizer dois anos de prtica, e eu vou ser to bom quanto voc."

"Talvez", disse Lacey, em seguida, acrescentou com um sorriso: "Eu tentei ficar dentro dele,
tambm. Impossvel".

Tristan estudou o rosto de Gregory. Ele no revelava nada, sua boca uma linha firme, seus olhos
focados em frente.

"Voc sabe", disse Lacey, que materializando a palma da mo e a mantendo at pegar as gotas de
chuva ", Gregory no tem que ser responsvel por tudo de ruim que acontece. Voc viu o relatrio.
A polcia no encontrou sinais de luta. "

O legista tinha anotado a morte de Eric como uma overdose de drogas. Os pais de Eric insistiram
que era um acidente. Na escola haviam rumores de ser suicdio. Tristan acreditava que era
assassinato.

"O relatrio no prova nada", argumentou ele, andando para l e para c. "Gregory no tinha que o
obrigar Erica tomar, a forar. Ele poderia ter comprado a ele uma forte dose sem lhe dizer o quo
poderosa ela era. Ele poderia ter esperado at que Eric estivesse muito alto para se dar conta, ento,
deu-lhe mais. A razo pela qual a polcia no est pensar assassinato, Lacey,  porque no tm
motivo para isso. "

"E voc sim."

"Eric estava pronto para falar. Ele estava pronto para dizer algo Ivy".

"Aha! Ento a garota estava certa", Lacey alfinetou ele.

"Ela tinha raso", admitiu ele, embora ele ainda estava com raiva de Ivy por tentar se encontrar com
Eric na tarde de segunda-feira. Ela chamou por ele no ltimo minuto, quando teria sido tarde demais
para ele para salv-la. Apressando-se para ir ao seu encontro, Tristan tinha encontrado com Will
caminhando para longe do perigoso local. Will disse que tinha seguido Ivy naquela tarde em um
sbito pressentimento.

"Voc se sente deixado de fora?" Lacey perguntou.

Ele no respondeu.
"Tristan, quando vai entender? Ns estamos mortos", disse Lacey. "E  isso que acontece quando
voc est morto. As pessoas se esquecem de convid-lo."

Tristan manteve os olhos em Ivy. Ele queria estar ao lado dela, segurando a mo dela.

"Estamos aqui para dar uma mo quando pudermos e, em seguida, ir embora", disse Lacey a ele.
"Ns ajudamos e depois dizemos adeus." Ela acenou com as duas mos para ele.

"Como eu disse antes, Lacey, espero que voc se apaixonou um dia. Espero que antes que sua
misso termine, um cara te ensine como  miservel amar algum e v-lo chegar para perto de outra
pessoa. "

Lacey se afastou.

"Eu espero que voc aprenda como  dizer adeus a algum que voc ama mais do que essa pessoa
nunca vai adivinhar."

Ela virou o rosto para longe dele. "Voc pode conseguir o seu desejo", disse ela.

Ele olhou para ela, surpreso com seu tom de voz. Ele normalmente no precisa se preocupar em
ferir os sentimentos de Lacey. "Perdi alguma coisa?" ele perguntou.

Ela balanou a cabea.

"O qu?" ele perguntou. "O que  isso?" Ele estendeu a mo para seu rosto.

Lacey se afastou dele.

"Voc est perdendo a orao final", disse ela. "Devemos orar com todo mundo por Eric". Lacey
cruzou as mos e parecia extremamente angelical.

Tristan suspirou. "Voc reza no meu lugar", disse ele.

"Eu no tenho muitos bons sentimentos para com Eric."

"Mais uma razo para orar", respondeu ela. "Se ele no descanse em paz, pode ser que ele termine
como ns."

"Anjos, cuidem dele. Que ele descanse em paz", Ivy orou. "Ajudem a famlia de Eric", disse ela em
silncio, e olhou para trs para Christine, irm mais velha de Eric. Ela estava com seus pais e
irmos do outro lado do caixo.

Vrias vezes durante o servio religioso, Ivy pegou Christine olhando para ela. Quando seus olhos
se encontraram, a boca da menina tremia um pouco, tornou-se ento uma longa e suave
linha. Christine tinha cabelos loiros plidos como Eric e pele de porcelana, mas seus olhos eram de
um azul vibrante. Ela era bonita, um lembrete incmodo de como Eric poderia ter sido se as drogas
e o lcool no tivesse consumido o seu corpo e mente.

"Anjos, cuidem dele", Ivy orou novamente.

O pastor concluiu o servio religioso, e todo mundo virou ao mesmo tempo. Os dedos Gregory
tocaram os de Ivy. Sua mo era fria como gelo. Lembrou como o frio que sentia a noite a polcia
lhes contou da morte de Caroline.

"Como voc est ?" , perguntou ela.

Deslizou sua mo na dela e apertou com fora seus dedos. Na noite que Caroline tinha morrido,
quando ele tinha feito a mesma coisa, ela acreditava que ele finalmente tinha se aberto para ela.

"Estou bem", disse ele. "E voc?"

"Agradecida por ter acabado", ela respondeu com sinceridade.

Ele estudou o rosto dela, cada centmetro dela. Ela se sentia presa, ancorada pela sua mo, seus
olhos invadindo ela, lendo seus pensamentos.

"Sinto muito, Gregory. Voc e Eric eram amigos h tanto tempo", disse ela. "Eu sei que isto  muito
mais difcil para voc do que para qualquer um de ns."

Gregory continuou a olhar para ela.

"Voc tentou ajud-lo, Gregory. Voc fez tudo que podia por ele", Ivy disse. "Ns dois sabemos
disso."

Gregory inclinou a cabea, movendo o rosto perto do dela. A pele de Ivy arrepiou. Para quem no
sabia melhor, como Andrew e Maggie que os observam a distncia, olharia como um momento de
tristeza compartilhada. Mas Ivy sentia como o movimento de um animal, ela no confiava, um co
que no morde, mas intimida movendo seus dentes muito perto de sua pele nua.

"Gregory!"

Ele estava to concentrado em Ivy, que saltou quando Suzanne descansou a mo na parte de trs do
seu pescoo. Ivy recuou rapidamente, e Gregory deixar ela ir.

Ele est to nervoso quanto eu, Ivy pensou, enquanto observava Suzanne e Gregory se
encaminhando para os carros estacionados ao longo da estrada do cemitrio. Beth e Will se
moviam, e Ivy seguia lentamente atrs deles. Com o canto do olho viu a irm de Eric caminhando
em sua direo com passos largos.

Ivy havia dito  polcia que ela e Will estavam em uma caminhada aps o horrio escolar, quando
eles vieram Eric no carro. Depois que o Dr. e Sra. Ghent se inteiraram da morte de Eric , tinham
telefonado para ela para discutir a histria que ela tinha dito  polcia e a sondar para mais detalhes.
Agora ela estava se preparando para outra rodada de perguntas.

"Voc  Ivy Lyons, no ?" perguntou a menina. Suas bochechas eram lisas e rosadas, cabelos
grossos brilhavam na chuva. Foi surpreendente ficar cara a cara com uma verso saudvel de Eric.

"Sim", respondeu Ivy. "Sinto muito, Christine. Eu realmente sinto muito por voc e sua famlia."

A menina respondeu a simpatia de Ivy com um aceno de cabea. "Voc... voc deve ter sido
prxima de Eric", disse ela.

"Me desculpe?"
"Achei que voc era especial para ele."

Ivy olhou para ela, perplexa.

"Por causa do que ele deixou. Quando... quando Eric e eu ramos mais jovens", Christine comeou,
sua voz tremendo um pouco, "era utilizado para deixar mensagens uns para os outros
em um lugar secreto no sto. Ns os colocamos em uma caixa de papelo velho. Na caixa de ns
escrevemos 'Cuidado! Sapos! No abra! "

Christine riu-se, em seguida, lgrimas surgiram nos cantos dos olhos. Ivy esperou pacientemente, se
perguntando onde essa conversa iria levar.

"Quando eu cheguei em casa para isso... para o seu funeral, olhei na nossa caixa, apenas por
capricho," Christine continuou, "mas no esperava encontrar alguma coisa. No tnhamos usado por
anos. Mas eu achei uma nota para mim. E isso. "

Ela puxou um envelope cinzento de sua bolsa. "A mensagem dizia:" Se me acontecer alguma coisa,
d isto a Ivy Lyons ".

Os olhos de Ivy se arregalaram.

"Voc no estava esperando isso", observou Christine. "Voc no sabe o que tem nele."

"No", disse Ivy, em seguida, pegou o envelope na mo. Ela podia sentir que dentro tinha algo
pequeno e duro, como se um objeto tivesse sido envolvo. Na parte externa do envelope intrigou
Ivy ainda mais. O nome e endereo de Eric foram escritos cuidadosamente sobre ele e seu prprio
nome rabiscado em letras grandes em cima do endereo. A etiqueta de endereo de remetente levava
o nome e endereo de Caroline Baines.

"Oh, isso", disse Christine, quando Ivy passou os dedos sobre ele. "Provavelmente  s um velho
envelope que Eric tinha por ai."

Mas no era apenas um envelope velho. Ivy verificou o carimbo: 28 de maio, aniversrio de Philip.
O dia que Caroline morreu.

"Talvez voc no saiba," Christine continuou. "Eric era muito prximo de Caroline. Ela era uma
segunda me para ele."

Ivy ergueu os olhos, surpresa. "Ela era?"

"Desde quando ele era um garoto, Eric e minha me nunca se deram bem", explicou Christine. "Eu
sou seis anos mais velha, e eu cuidei dele, por vezes, quando o minha me trabalhava longos dias
em Nova York. Mas normalmente ele estava na casa de Baines, e Caroline se tornou mais prxima
dele do que qualquer um de ns. Mesmo depois de ela se divorciou e Gregory no vivia com ela,
Eric costumava ir v-la. "

"Eu no sabia disso", disse Ivy.

"Voc vai abri-lo?" Christine perguntou, olhando para o envelope com curiosidade.

Ivy arrancou um canto e cortou o envelope com o dedo. "Se  uma nota pessoal", ela alertou
Christine, "Eu no te mostrarei."
Christine assentiu.

Mas no havia nenhuma nota, apenas pano seco em volta do objeto duro. Ivy rasgou-a e tirou uma
chave. Tinha cerca de cinco centmetros de comprimento. Uma das extremidades era oval,
com um desenho de corte no metal. A outra extremidade, o que caberia em uma fechadura, era um
simples cilindro oco com dois pequenos dentes na ponta.

"Voc sabe para que serve?" Christine perguntou.

"No", respondeu Ivy. "E no h uma nota".

Christine mordeu o lbio, depois disse: "Bem, talvez tenha sido um acidente depois de tudo." Ivy
podia ouvir a esperana em sua voz. "Quero dizer, se Eric planejava se matar, ele
teria deixado uma nota explicando isso, no? "

A menos que ele fosse assassinado antes de ele ter uma chance, pensou Ivy, mas ela balanou a
cabea, de acordo com Christine.

"Eric no cometeu suicdio", Ivy disse com voz firme. Ento ela viu a gratido nos olhos de
Christine e corou. Se Christine soubesse, pensou Ivy , que ela poderia ter sido a causa da morte de
seu irmo.

Ivy deixou cair a chave dentro do envelope, dobrado a aba dentro, e dobrou o envelope no meio.
Escorregando no bolso capa de chuva, e disse a Christine, que ela ia lhe falar se descobrisse do que
era a chave.

Christine agradeceu por Ivy ser uma boa amiga de Eric, que o que fez Ivy corar ainda mais.

Seu rosto ainda estava quente quando ela se juntou a Will e Beth, que estavam observando-a a seis
metros de distncia, amontoados sob um guarda-chuva.

"O que ela disse para voc?" Will perguntou, puxando Ivy sob o guarda-chuva com eles.

"Ela... uh... agradeceu-me por ser amiga de Eric".

"Oh, bom", Beth disse suavemente.

" s isso?" Will perguntou.

Era uma pergunta que Ivy ia esperar do Gregory quando ele cercava ela para obter informaes.

"Voc falou bastante tempo", Will observou. "Isso  tudo que ela disse?"

"Sim", Ivy mentiu.

Os olhos de Will, desceram para o bolso onde tinha enfiado o envelope. Ele deve ter visto a troca e,
certamente, ele podia ver a borda do envelope agora, mas ele no ps em duvida sua explicao
.
Eles haviam sido dispensados da escola naquele dia, e os trs dirigiram silenciosamente para o
Celentano para um almoo tardio. Quando eles se debruaram sobre seus menus Ivy se perguntou o
que Will estava pensando, e se ele suspeitava de Gregory. Na delegacia segunda-feira, Will tinha
deixado ela fazer a fala, em seguida, fez eco da histria, nenhum deles mencionando pedido de Eric
para uma reunio secreta. Agora Ivy queria contar tudo. Se ela o olhava durante muito tempo nos
seus olhos, ela o faria.

"Ento, como vocs esto levando?" disse Pat Celentano, chegando para anotar os pedidos. A
maioria dos clientes da hora do almoo j tinha deixado a pizzaria, e o proprietria estava falando
com uma voz mais calma do que o habitual. "Uma horrivel manh para vocs."

Ela anotou seus pedidos, em seguida, colocou uma cesta extra de lpis e giz de cera na toalha de
papel.

Will, que j tinha vrios desenhos pendurados nas paredes Celentano, comeou a esboar
imediatamente. Ivy rabiscou. Beth fez longas cadeias de palavras que rimavamm, murmurando a si
mesma, quando a lista cresceu. "Desculpe", disse ela, quando uma de suas correntes corriam no
desenho de Will.

Ele estava escrevendo e ilustrando HQ. Beth e Ivy se inclinaram para l-los, e comeou a rir juntas
suavemente. Will que as desenhou com suas roupas da foto do velho oeste. "Queridinhas da Virginia
City", ele intitulou.

Beth apontou para o desenho. "Eu acho que voc perdeu algumas curvas", disse ela. "Vestido de Ivy
era muito mais apertado do que isso. Claro que no, to apertado como as calas cowboy. "

Ivy sorriu, lembrando a voz que tinha confundido a todos naquele dia, uma voz vinda do nada -
Lacey se divertindo um pouco.
"Adoro sua bunda!" Ivy e Beth disseram ao mesmo tempo, e desta vez elas riram alto.

Com a risada repentina vieram as lgrimas. Ivy cobriu o rosto com uma mo.

Will e Beth sentaram em silncio e deixaram ela chorar, em seguida, Will delicadamente colocou a
mo dela na mesa e comeou a traar. Mais e mais o lpis corria ao longo das laterais dos dedos, o
toque suave estava a acalmando. Ento Will posicionado a mo sobre o papel em um ngulo
contrario ao dela e traou-o tambm.

Quando ele levantou as mos, Ivy olhou para o desenho. "Asas", disse ela, sorrindo um pouco."Uma
borboleta, ou um anjo."

Ele soltou a mo dela. Ivy desejava se aproximar de Will e descansar contra ele. Ela queria dizer-lhe
tudo o que sabia e pedir sua ajuda. Mas ela sabia ela no podia coloc-lo em perigo. Por causa dela,
um cara que ela tinha amado com todo o seu corao j havia sido assassinado. Ela no ia deixar
isso acontecer com a ... Ivy se conteve. Para o outro cara ... ela amava?




Captulo 9



Quando Ivy foi deixada no final da tarde, ela nunca entrou na casa. Com envelope de Eric ainda em
seu bolso, ela subiu em seu prprio carro e comeou a dirigir. Depois de uma hora indo a lugar
nenhum, dando volta na estrada que seguia ao norte do rio, em seguida, cruzar, voltando seu
caminho para o sul, e uma travessia novamente para a cidade, ela parou a final no parque da Main
Street.

A chuva tinha finalmente parado, e o parque vazio estava encharcado e com cor de final da tarde, o
sol entrando pelas nuvens azuis e pretas e transformando a vegetao verde brilhante. Ivy estava
sentada sozinha no pavilho de madeira, lembrando o dia do festival de artes. Gregory tinha
assistido ela de um lado do gramado, de Will do outro. Mas foi a presena de Tristan, que ela se
sentia quando tocava. Ele estava l? Quando ela tocava "Sonata ao Luar", ele sabia que era para ele?

"Eu estava l. Eu sabia."

Ivy olhou para suas mos cintilantes e sorriu. "Tristan", disse ela baixinho.

"Ivy". Sua voz era como a luz dentro dela. "Ivy, o que voc estava correndo?"

A pergunta a pegou desprevenida. "O qu?"

"Do que voc estava se afastando?" Tristan perguntou.

"Eu estava dirigindo."

"Voc estava chateada", disse ele.

"Eu estava tentando pensar, isso  tudo. Mas eu no consegui", confessou.

"O que voc no poderia pensar?"

"Voc". Ivy passou a mo para cima e para baixo da madeira lisa e mida, e sentou-se. "Voc
morreu por causa de mim. Eu sabia, mas eu no enfrentei isso, no at agora, quando eu percebi que
Eric pode ter morrido por causa de mim. No at que pensei no que poderia acontecer com Will se
ele soubesse o que est acontecendo. "

"Will vai descobrir um jeito ou de outro", Tristan disse a ela.

"Ns no podemos permitir!" Ivy disse. "No podemos pr ele em perigo."

"Se voc se senti assim", observou Tristan secamente, "voc no deveria ter deixado o seu casaco
com ele na mesa."

Ivy chegou rapidamente em seu bolso. O envelope ainda estava l, dobrado ao meio, mas quando
ela puxou-o para fora, viu que o retalho no estava mais escondido dentro.

"Ele olhou to logo voc e Beth o deixram sozinho."

Ivy fechou os olhos por um momento, sentindo-se trada. "Eu acho... eu acho que teria sido curiosa
tambm," ela disse, sem jeito.

"Da onde voc acha que  a chave?" Tristan perguntou.

Ivy virou o envelope em suas mos. "Uma espcie de pequena caixa ou armrio. Na casa de
Caroline", acrescentou ela, olhando para o endereo. "Voc pode entrar? "
"Facilmente, e eu posso materializar meus dedos para destrancar e te deixar entrar", disse ele.
"Traga a chave, e ns vamos buscar o que Eric queria que voc encontrasse. Mas no hoje, ok? "

Ivy ouviu a tenso em sua voz. "H algo de errado?"

"Estou cansado. Realmente cansado."

"A escurido", ela sussurrou com uma voz assustada. Tristan havia dito que seria um momento em
que ele no voltaria das trevas.

"Est tudo bem", assegurou ele. "Eu s preciso descansar. Voc est me mantendo ocupado, voc
sabe." Ele riu.

 por causa de mim, Ivy pensou. Ele morreu por causa de mim, e agora...

"Ivy, no. Voc no pode pensar dessa forma", disse ele.

"Mas eu acho dessa forma", argumentou. "Eu era o nica que deveria morrer. Se no fosse por
mim..."

"Se no fosse por voc, eu nunca saberia como  amar algum", disse ele. "Se no fosse por voc,
eu nunca teria beijado uma boca to doce."

Ivy desejava beij-lo agora. "Tristan", disse ela, tremendo com a ideia repentina, "se eu morresse,
eu poderia estar com voc."

Ele ficou em silncio. Ele podia sentir a confuso de pensamentos, todas as emoes jogando dentro
dele, dentro dela.

"Eu poderia estar com voc para sempre", disse a ele.

"No."

"Sim!"

"Isso no  como deveria ser", disse ele. "Ns dois sabemos disso."

Ivy se levantou e andou em volta do pavilho. Sua presena dentro dela era mais forte do que no dia
de outono fora dela. Quando ele estava com ela, o cheiro de terra molhada, as fachas de grama
esmeralda, e as primeiras folhas escarlate, todas empalidecidas como os objetos na borda de sua
viso.

"Eu no teria sido enviado para ajud-la", acrescentou Tristan. "Eu no teria sido feito um anjo, se
no fosse importante que voc viva. Ivy, eu quero que voc seja minha "- ela podia ouvir a dor em
sua voz -". mas voc no  "

"Eu sou!" ela gritou em voz alta.

"Estamos em lados diferentes de um rio", disse ele, "e  um rio que nenhum de ns pode atravessar.
Voc foi feita para algum mais."

"Eu fui feito para voc", ela insistiu.
"Shhh".

"Eu no quero te perder, Tristan!"

"Shhh. Shhh", ele acalmou. "Escute, Ivy, eu vou para a escurido em breve, e pode passar um tempo
antes de eu chegar at voc de novo. "

Ivy andava ao redor.

"Fique quieta. Vou sair de voc, assim voc no ser capaz de me ouvir", disse ele. "Fique quieta."

Ento, tudo ficou em silncio. Ivy ficou imvel, pensando. O ar em torno dela comeou a brilhar
com o ouro. Ela sentiu as mos toc-la, as mos suaves acariciando seu rosto, levantando o queixo.
Ele a beijou. Seus lbios a tocaram os dela, tocaram realmente com um beijo longo e
insuportavelmente terno. "Ivy" - ela no podia ouvi-lo, mas ela sentiu o seu nome sussurrado por ele
contra sua bochecha. "Ivy". Ento ele se foi.




Captulo 10




Ivy estava colocando um brinco longo em cada orelha, limpou uma mancha de rmel embaixo dos
olhos, em seguida, deu um passo para trs na frente do espelho, examinando si mesma.

"Voc est sexy."

Ela olhou para o reflexo de Philip no espelho e caiu na gargalhada. "Voc no aprendeu essa
expresso com Andrew. E como voc sabe o que parece sexy, afinal? "

"Eu ensinei a ele."

Ivy se virou. Gregory estava na entrada de seu quarto, apoiado casualmente contra a moldura da
porta. Desde a morte de Eric quase uma semana antes, Ivy tinha sentido a presena de Gregory a
seguindo como um anjo obscuro
.
"E voc parece sexy", acrescentou ele, seus olhos percorrem ela lentamente.

Talvez eu no devesse ter escolhido uma saia to curta, Ivy pensou, ou um top to degotado.

Mas ela estava determinada a mostrar aos outros na festa de aniversrio de Suzanne que ela no era
uma menina deprimida pronta para escolher o caminho dos suicidas que todos pensavam que Eric
tinha tomado. Suzanne contudo ia ter sua festa, embora fosse uns dias depois do funeral. Ivy tinha
incentivado Suzanne dizendo que seria bom para todos os garotos da escola estarem juntos nesse
momento.

"So as cores. Que te fazem sexy", disse Philip de Ivy, ansioso para soar como se ele soubesse o que
estava falando.
Ivy olhou Gregory. "Bom trabalho, professor".

Gregory ri. "Eu fiz o meu melhor", disse ele, ento ele levantou as chaves do carro e as sacudiu.

Ivy agarrou suas prprias chaves e bolsa.

"Ivy, isso  bobagem", disse Gregory. "Por que estamos indo para o mesmo lugar e levamos dois
carros?"

Eles j haviam discutido sobre a sua deciso durante o jantar. "Eu te disse, eu provavelmente vou
sair antes que voc o faa." Ela pegou um presente embrulhado para Suzanne e apagou a luz de sua
penteadeira. "Voc est namorando a dona de casa, todas as pessoas vo sair antes de voc."

Gregory sorriu levemente e encolheu os ombros. "Talvez, mas se voc quiser sair, haver muitos
caras l que tero o prazer de te dar uma carona para casa."

"Porque voc est sexy", disse Philip. "Porque voc..."

"Obrigada, Philip."

Gregory piscou para o irmo. Philip saltou de sua cama, usando o leno como um para-quedas, e
escapou atravs do banheiro que conectava seu quarto com dela.

Gregory continuo apoiado contra a porta de Ivy. "Dirijo to ruim mal assim? ", ele perguntou,
esticando um brao no vo da porta, bloqueando a sua sada" Se eu no te conhecesse bem, pensaria
que voc estava com medo de vir comigo. "

"Eu no estou", disse Ivy firmemente.

"Talvez voc esteja com medo de estar sozinha comigo."

"Ah, vamos l", Ivy disse, caminhando rapidamente em direo a ele e puxando seu brao para
baixo. Ela o virou pelos ombros e lhe deu um empurro. "Vamos indo ou vamos chegar atrasados.
Espero que o Beamer tenha gasolina. "

Gregory alcanou de voltar sua mo e puxou-a para ele, muito perto. O corao de Ivy batia mais
rpido enquanto descia as escadas, ela realmente no quero andar sozinha com ele. Ela desejou que
ele no fosse to atencioso quando ela entrou em seu carro. Os pequenos toques constantes e
desnecessrios abalavam seus nervos. Ele ficou olhando para ela enquanto ele dirigia devagar pela
entrada.

Quando parou no final da colina, Gregory disse: "No vamos para Suzanne."

"O qu?" Ivy exclamou. Ela tentou esconder sua apreenso crescente com um show de
incredulidade e surpresa. "Suzanne e eu somos amigas desde tinhamos sete anos, e voc acha que
eu vou perder sua festa de aniversrio 17 anos? Dirija ", ela ordenou." Para Lantern Road. Ou eu
estou saindo. "

Gregory colocou a mo na perna dela e levou para a casa de Suzanne. Quinze minutos depois,
quando Suzanne abriu a porta, ela no pareceu muito feliz ao ver Gregory e Ivy juntos.

"Ele insistiu em me trazer", disse Ivy. "Ele vai fazer de tudo para te fazer cimes, Suzanne".
Gregory lhe deu um olhada, mas Suzanne riu, iluminando o rosto.

"Voc est linda", Ivy disse a sua amiga, e deu-lhe um abrao. Ivy sentiu um momento de hesitao,
em seguida, Suzanne retribuo o abrao.

"Onde posso deixar esse presente?" Ivy perguntou quando um grande grupo de garotos amontoados
em um jipe chegaram atrs de ns.

"No fim do corredor," Suzanne disse, apontando para uma mesa com uma pilha de caixas
impressionante. Ivy dirigiu rapidamente nesse sentido, feliz por estar longe de Gregory.

O ' longo corredor central dos Goldsteins levava para uma sala de famlia, que corria ao longo da
parte de trs da casa, suas janelas do cho ao teto, diante de uma varanda e o gramado de trs, que
descia suavemente para um lago. Era uma noite quente de setembro, e a festa se espalhou para fora
da grande sala para a varanda e o gramado abaixo.

Andando fora na varanda, Ivy viu Beth sentada no balano de um lado, conversando com duas
cheerleaders. As duas meninas estavam conversando animadamente ao mesmo tempo, e cabea de
Beth ia e voltava como se ela estivesse assistindo a uma partida de tnis.

Pelo do canto dos olhos, ela avistou Will, sentado nos degraus larga da varanda ao lado de uma
garota com cabelos ruivos, a garota que ela tinha visto com ele seis semanas atrs, quando Ivy
encontrou com ele no shopping. Agora, ela estava sexy.

"Gostaria de poder ler mentes", disse Gregory, com um copo frio tocou o brao de Ivy.

Parecia impossvel sair debaixo de sua sombra.

"O que voc est fazendo... colocar um feitio naquela garota?" ele perguntou.

Ivy balanou a cabea. "Eu estava pensando que quando se trata de ser sexy, essa garota est tudo."

Gregory olhou a companhante de Will por um momento, depois deu de ombros. "Algumas garotas
parecem sexy no exterior, mas  apenas uma provocao. Outras meninas, que te enxotam, se fazem
de difceis, agir como rainhas do gelo "- ele olhou para ela com olhos sorridentes -". mas essas so
as mais sexes "Ele se aproximou dela." Realmente sexy ", ele sussurrou.

Ivy lanou-lhe um sorriso inocente. "Assim como Philip, posso sempre aprender alguma coisa com
voc."

Gregory riu. "Voc quer uma bebida?" ele perguntou, oferecendo com a mo esquerda um copo de
plstico.

"Eu no estou com sede", disse Ivy. "Obrigada de qualquer maneira."

"Mas eu trouxe isso para voc. Eu vi voc parado aqui, olhando para Will..."

"Eu no estava olhando para o Will", protestou ela.

"Ok, olhando para a ruiva, ento... o nome dela  Samantha... - E eu pensei que voc poderia usar
algo para se refrescar"
"Obrigada". Ivy pegou o copo na mo direita.

Seria sua imaginao ou Gregory no se moveu para longe dela? Ivy lembrou do alerta de Lacey e
no quis beber o copo que ele ofereceu. Mas ele insistiu que ela bebesse, e ela finalmente fez.
"Obrigado. Vou dar uma volta por ai", Ivy disse ele despreocupadamente.

"Onde voc vai?"

"Passear", respondeu ela. "Eu no estou usando uma saia curta por nada."

"Posso ir?"

"Claro que no." Ela riu como se ele tivesse dito algo que sabia que era brincadeira. Dentro dela
estava to tensa, que o estmago dia quando ela respirava. "Como posso ver os caras com voc por
perto?"

Para seu alvio, Gregory no a seguiu. Ivy largou soda no jardim, logo que ele estava fora de vista.
Trabalhou a sua maneira em torno da festa, ela sorriu e ouviu a qualquer pessoa que olhou como se
ele precisava de uma plateia, sempre evitando o contato com Gregory. Ela circulou em torno de
Will, tambm, e no viu qualquer um deles novamente at Suzanne apagar as velas do seu bolo.

Quando todos estavam reunidos para cantar e cortar o bolo, Suzanne queria que Ivy estivesse em
um lado dela e Gregory por outro. A sra. Goldstein confiava o suficiente em Suzanne para assistir a
festa de uma janela do andar de cima, sem os culos, ela disse a eles, fez uma entrada com o bolo e
tomou o que parecia uma centena de fotos de Suzanne, Ivy, e Gregory.

"Agora, cada uma com seu brao em torno dela," A sra. Goldstein os dirigiu.

Ivy deslizou o brao em volta de Suzanne.

"Lindo! Vocs esto todos lindos!" Flash.

"Deixe-me tirar outra foto", disse sra. Goldstein, ento balanou a cmera e murmurou. "No se
mexam."

No, no de frente, mas por trs das costas de Suzanne, Gregory comeou a correr o dedo para cima
e para baixo do brao de Ivy. Ento ele usou dois dedos, acariciando-lhe em um movimento lento e
carcias. Ivy queria gritar. Ela queria esbofete-lo afastado.

"Sorria", a disse senhora Goldstein. Flash.

"E mais uma Ivy -"

Ela forou um sorriso. Flash.

Ivy tentou no se afastar demasiado rpido de Gregory. Lembrou-se do sonho de Philip sobre a
serpente prateada que queria engoli-la. Ele est sempre observando, Philip tinha dito, e ele sente
quando voc est com medo.

Suzanne comeou a cortar o bolo, e Ivy, os entregou pedaos. Quando ela deu a Gregory um
pedao, ele a tocou levemente no pulso e no pegou o bolo at ela encontrou seu olhar.
Will que era o prximo na fila. "Ns no nos vimos", disse a Ivy.

Ela estava prestes a dizer-lhe para pegar dois pratos e encontr-la perto do lago em dez minutos,
mas depois ela viu Samantha parada atrs dele.

"Grande festa", disse Ivy.

Quinze minutos depois Ivy estava sentada sozinha em um banco cerca de seis metros de distncia
do lago, comendo seu bolo e olhando Peppermint o pomeranian de Suzanne. O pequeno co, que
era regularmente lavado e escovado, e estava ao ar livre em uma coleira, mas havia escapado dela
essa noite e estava feliz cavando buracos no banco de lama. Depois ele entrou no lago e comeou a
fazer natao de cachorrinho.

Alguns rapazes e moas estavam de p perto do lago chamando o co, tentando fazer ele buscar
paus, mas Peppermint era to teimoso quanto a sua dona. Em seguida, Ivy o chamou suavemente.
Tarde demais percebeu seu erro. Peppermint conhecia Ivy. Peppermint gostava Ivy. Peppermint
adorava bolo. Ele veio correndo com suas curtas patinhas, deu um pulo no colo de Ivy, em seguida,
subiu o resto do caminho com as patas trazeiras enlameada. Ele colocou as viscosas patas dianteiras
sobre o peito Ivy  to ela poderia se levantar e lamber seu rosto, em seguida, desceu para o colo de
Ivy e sacudiu o seu pelo grosso cheio de gua.

"Pep! Ei!" Ivy limpou o rosto, depois sacudiu o prprio cabelo. O co viu sua chance e engoliu o
resto do bolo de Ivy. "Pep, seu porco enlameado!"

Ivy ouviu uma gargalhada ao lado dela. Will se sentou no banco ao lado dela. "Lamento por Sra.
Goldstein no estava aqui com sua cmera", disse ele.

"E lamento por voc no chamar Peppermint primeiro", respondeu Ivy.

Ele no conseguia parar de rir. "Vou pegar umas toalhas", ele gaguejou, "para vocs dois."

Foi e volto rpido e trouxe um monte de toalhas secas e humidas. Sentado no banco ao lado dela,
Will limpo o co enquanto Ivy tentou sem sucesso remover a lama de sua saia e top.

"Talvez devssemos te atirar no lago e trazer de volta a sua cor," Will disse Ivy.

"tima ideia. Por que voc no vai ver o quo profunda ele  por mim?"

Ele sorriu, esticou o brao com um pano limpo e limpou o rosto prximo a orelha dela. "Tem no
seu cabelo tambm", disse ele.

Ela sentiu os dedos passando delicadamente em seus cabelos, tentando tirar a lama. Ela ficou quieta.
Quando ele soltar os fios, algo dentro dela flutuou, querendo ser tocado novamente.

Ivy olhou rapidamente para sua saia e ferozmente atacou uma mancha de lama. Ento Will colocou
Peppermint no cho entre eles. O co limpo movia seu rabinho para ele. "Eu aposto que voc
queria ser um cachorro como eu."

Ivy e Will viraram ao mesmo tempo e abaixaram para o co, batendo suas cabeas juntas.

"Ai!"
Will comeou a rir novamente. Eles olharam um nos olhos dos outro, rindo de si mesmos, e no
viram a boca de Peppermint se movendo quando ele "falou" uma pela segunda vez.

"Se fosse um mascote como eu, Will, voc poderia saltar para os braos de Ivy".

Ivy pensou que reconhecia a voz e olhou em torno buscanco um brilho prpura suspeito.

"Voc pode colocar sua cabea no colo de Ivy e ser abraado. Eu sei que  o que voc gostaria."

Ivy olhou furtivamente para Will, envergonhada, mas ele no parecia completamenta envergonhado.
Ele estava olhando para o co, a boca desenhada em um pequeno sorriso. "Voc pode colocar
palavras na boca de um cachorro, meu anjo ", disse ele," mas no na minha. "

"Voc no  divertido! Mesmo se voc tenha uma boa bunda", acrescentou Lacey.

"Eu pensei que ela era linda bunda," Will disse.

Lacey riu. Ivy a viu em seguida, logo atrs deles. Aparentemente, ela poderia lanar sua voz. Agora,
o leve brilho roxo movimentados na frente deles.

"O nome dela  Lacey," Ivy disse a Will.

"Estou decepcionada com vocs dois", disse Lacey. "Eu continuo esperando que as coisas
aconteam, mas s em torno um do outro como instveis dedos de ps. Como romance, vocs tem
os dois polegares para baixo. Eu vou passar um tempo com os caras junto ao lago. "

Will deu de ombros. "Passe bem."

"Algo me diz que Peppermint no ser o nico a dar um mergulho esta noite", Ivy comentou
baixinho.

A nvoa prpura voltou para eles. " incrvel o quanto ns pensamos igualmente, garota", disse
Lacey. "Mas o fato  que, Tristan ainda est na escurido, ento eu vou provavelmente me
comportar hoje. Sem ele ao redor de mim para fazer escndalo, no  to divertido. "

Ivy sorriu um pouco.

"Veja, eu sinto falta dele tambm", disse Lacey. Por um momento, sua voz soou diferente para Ivy,
juvenil e melanclica. Em seguida, o tom teatral voltou novamente: "Opa, l vem ela. Ateno, tres
metros atrs de voc, adolescente com letra maiscula. Vou desaparecer, meninos e meninas ".

Mas Lacey no saiu imediatamente. "Mame, eu fui nadar! Eu me diverti muito!" Peppermint ",
disse" em voz alta o suficiente para Suzanne ouvir.

O brilho prpura desapareceu quando Suzanne veio at a frente do banco.

"Pep! Oh, Pep!" Ela sentiu o pelo molhado do co. "Voc  um menino mau. Vou coloc-lo em seu
canil."

Ento ela viu a lama salpicada na saia e no top de Ivy. "Ivy!"

"Voc vai me colocar no canil, tambm?" Ivy perguntou.
Will riu.

Suzanne balanou a cabea. "Eu sinto muito. Menino mau!"

Peppermint abaixou a cabea contrito, at que Suzanne virou-se para Ivy. Em seguida, levantou a
cabea e abanou o rabo novamente.

" minha culpa", disse Ivy. . "Chamei Peppermint enquanto ele estava nadando. No  grande
coisa ... tudo que eu preciso  um pouco de sabo."

"Eu vou buscar para voc", disse Suzanne.

"No, est tudo bem", Ivy respondeu, sorrindo. "Eu sei onde est." Ela se levantou.

"Se voc quiser, tire sua roupa e coloque na lavadora," Suzanne lhe disse: "vesti algo meu. Voc
sabe quais so as roupas limpas."

"Tudo o que no est no cho", ambos disseram ao mesmo tempo, e riram.

Ivy comeou ir em direo  casa e ouviu Suzanne perguntar a Will como ele fez a voz do co. Ela
ainda estava sorrindo quando entrou na casa. Em seguida, ela se apressou pelo corredor, olhando em
volta a procura de Gregory, esperando que ele no a vira dirigir-se para as escadas.

Ivy relaxou quando chegou ao quarto de Suzanne, um lugar que tinha passado horas incontveis,
fofocando, lendo revistas, experimentando maquiagem. O grande quarto quadrado era decorado em
madeira escura polida e tapete de parede a parede em um branco puro e apelciado. Suzanne e Ivy
sempre brincaram que a melhor forma para manter o tapete limpo era caminhar sobre suas roupas.
Mas naquele dia Ivy tirou seus sapatos. O quarto estava adornardo, com a colcha de seda verde na
cama e havia apenas uma blusa transparente deixada de lado. Ivy tirou a camisa manchada, tirou a
blusa sem desbotoar e se dirigiu-se para o banheiro de Suzanne.

O sabo funcionou bem na parte de cima do top de malha. Ela apertou o topo em uma toalha, em
seguida, pendurou em um cabide. Tendo montaram Depois manipulou o secador de cabelo como
tinha visto Suzanne fazer, ela ligou para secar a malha, enquanto ela trabalhava em sua saia. Ivy
estava perto da pia, levantou a saia de jeans claro e esfregou fortemente, quando sentiu o ar quente
em suas costas e seu cabelo e blusa soprar. Ela olhou para cima rapidamente.

No espelho, ela viu Gregory, apontando o secador de cabelo para ela e rindo.

Ivy envolveu a blusa aberta ao seu redor como se fosse um casaco. " o top que precisa de secagem,
no eu", disse ela secamente.

Gregory riu, desligou a secador e o soltou, deixando-a oscilar a partir do seu cabo eltrico.

"Estou perdendo a pacincia", disse ele.

Ivy o fitou os olhos arregalados.

"Eu estou ficando cansado de perseguir voc", disse ele.

Ela mordeu o lbio. "Eu no sei porque voc continua tentando."
Ele inclinou a cabea para trs, estudando-a como se ele estivesse fazendo algum tipo de deciso.
Ele aproximou-se dela. Ela podia sentir o cheiro do lcool em seu hlito.

"Mentirosa", ele sussurrou em seu ouvido. "Todo cara l fora estaria perseguindo voc, se eles
achassem que tinham uma chance."

A mente de Ivy correu. Quanto Gregory havia bebido? Que tipo de jogo que ele estava jogando?

Seus braos cercaram ela. Ivy lutou contra o pnico que estava crescendo dentro dela. Ela no
conseguia ficar longe dele, ento ela colocou os braos ao redor dele levemente, tentando atra-lo
para fora do isolado banheiro. Ela havia deixado a porta do quarto aberta, e se ela fez isso para que
eles pudessem ser vistos e ouvidos...

Ele moveu-se facilmente para o quarto. Ento ela viu que a porta do quarto estava fechada. Ele
comeou a empurr-la para a cama.

Ele no pode me matar, no aqui, pensou ela, enquanto era empurrada para trs. Seria muito fcil de
incrimin-lo. Recuou novamente. Suas impresses esto sobre o secador cabelos e da porta, ela se
lembrou. E algum podia entrar a qualquer momento, ela disse a si mesma. Ele se moveu com ela,
to perto que no podia ver seu rosto.

Ivy caiu em cima da cama e olhou para ele. Os olhos de Gregory eram como brasas cinzentas. A cor
irradiou em suas bochechas. Ele  inteligente demais para puxar uma arma, ela pensou. Ele vai
empurrar uma cpsula na minha garganta.

Ento, Gregory foi em cima dela. Ivy lutou contra ele. Gregory riu de seus esforos como ela se
contorcia em baixo dele, ento ele gemia baixinho. "Eu amo voc ", disse ele.

Ivy resistia ainda, e ele levantou a cabea, olhando para ela, seus olhos queimando com uma luz
estranha. "Eu quero voc. Eu quero voc a um longo tempo."

Esto  algum tipo de piada terrvel?

"Voc sabe coisas sobre mim," Gregory disse suavemente, "mas voc est apaixonada por mim, no
, Ivy? Voc nunca faria nada para me machucar."

Seu ego to grande?Ele est louco? No, ela pensou, ele est me advertindo.

Ele colocou a mo em seu pescoo. Ele acariciou-lhe a garganta com o dedo polegar, em seguida,
apertou-a contra o seu pulso. Um sorriso se espalhou por seu rosto. "O que eu disse a voc?
Correndo, quente e rpido ", disse ele. Ento ele tirou a mo de sua garganta e, lentamente, traou a
ponta de sua camisa desabotoada. Ivy pele se arrepiou.

"Arrepios". Ele parecia satisfeito. "Se daqui a um ms, eu no puder te dar arrepios com o meu
toque, se voc no te esquentar quando nos beijamos, eu sei que voc no se sentem da mesma
maneira que agora. "

Ele realmente acreditava!

"E isso seria muito ruim", disse ele, traando sua camisa com o dedo. "Teria que descobrir o que
fazer com voc, ento." Ele se inclinou sobre ela e pressionou forte sua boca contra a dela.
Danar conforme a msica, Ivy pensou. Cooperar para permanecer viva. Anjos, onde esto vocs?
Ela o beijou de volta, apesar de tudo dentro dela dissesse o contrario. Ela o beijou novamente. Oh,
anjos, me ajude! Os beijos de Gregory ficaram mais apaixonados, mais insistentes.

Ela o empurrou, pegando-o de surpresa. Empurrando-o, ela saiu da cama. Ela no podia deter - Ivy
vomitou no tapete.

Quando ela parou de vomitar, ela se virou para olhar para Gregory, limpando a boca com uma das
mos, equilibrando se contra uma cadeira com a outra. Ela viu uma expresso totalmente diferente
em seu rosto. Ele sabia agora. A cortina foi erguida, e no havia mais que fingir. Ele tinha visto
exatamente o que ela achava dele. Seus olhos mostraram que ele pensava nela agora.

Antes que qualquer um deles pudesse dizer alguma coisa, a porta do quarto se abriu. Suzanne estava
na porta. "Eu notei que ambos estavam faltando", ela comeou, e olhou deles para a cama
desarrumada. Depois olhou para a baguna no cho. "Oh, Deus!"

Gregory j estava preparado. "Ivy bebeu muito", disse ele.

"Eu no. Eu no bebi nada!" Ivy disse rapidamente.

"Ela no pode tolerar o lcool", disse Gregory, caminhando na direo de Suzanne, estendendo a
mo para ela.

Ivy moveu-se com ele. "Suzanne, por favor, me escute."

"Eu estava preocupado com ela e..."

"Acabei de falar com voc", Ivy lembrou Suzanne. "Acabei de falar com voc... eu parecia
bbada?"

Mas Suzanne olhou para ela sem entender.

"Responda-me!" Ivy exigiu. O olhar distante nos olhos de Suzanne a surpreendeu. A mente de sua
amiga j tinha sido envenenada com o que viu.

"Blusa legal", afirmou Suzanne. "No foi possvel encontrar os botes?"

Ivy puxou-a fechado.

"Eu vim para cima para ver se estava tudo bem", Gregory continuou, "e ela, voc sabe -" Ele fez
uma pausa como se estivesse envergonhado. "Ela veio para mim. Eu acho que realmente no te
surpreende. "

"No," Suzanne respondeu com uma voz fria e distante.

"Suzanne", Ivy implorou, "me escute. Ns temos sido amigas durante todo esse tempo e voc confia
em mim..."

"Desta vez ela veio to decidida", disse Gregory. Ele franziu a testa. "Eu acho que foi a bebida."

Desta vez? Ivy pensamento. "Eu te juro, Suzanne, ele est mentindo!"
"Voc quis beij-lo?" Suzanne perguntou, com a voz trmula. "Voc?" Ela olhou novamente para a
cama desarrumada.

"Ele me beijou!"

"Que tipo de amiga voc ?" Suzanne gritou. "Voc e eu sabemos que voc tem estado atrs de
Gregory desde que Tristan morreu."

"Mas ele tem estado atrs de mim desde..." Ivy olhou Gregory para com o canto do olho, e ela
interrompeu a frase. Ela sabia que tinha perdido a batalha.

Suzanne tremia tanto, ela mal conseguia pronunciar as palavras. "Vai", disse ela em voz baixa e
rouca. "Sai daqui, Ivy. No volte nunca mais".

"Eu vou limpar..."

"Sai! S vai!" Suzanne gritou.

No havia nada que pudesse fazer. Ivy deixou a amiga chorando e se agarrando a Gregory.



Captulo 11


Ivy no pensou em como ela ia chegando em casa. Ela foi para o banheiro que havia no corredor e
lavou a boca com pasta de dente. Depois abotoou e colocou a blusa dentro da saia, ela correu nas
escadas, pegou sua bolsa e saiu correndo da casa.

Ela se esforou para segurar as lgrimas. Ela no queria ouvir, mais tarde, histrias de Gregory
sobre como ela estava chateada. As palavras de Philip voltaram para ela uma vez mais. "Ele pode
sentir se voc estiver com medo."

Agora Ivy estava apavorada, tanto por si mesma quanto por seus amigos. A qualquer momento eles
podem tropear em cima de um dos segredos de Gregory. E seu ego era grande o suficiente, ele
estava louco o suficiente, para supor que ele se livrar, silenci-la no apenas ela, mas Suzanne, Will,
e Beth, tambm.

Ivy caminhou a passos largos ao longo da lanterna Road. As casas no bairro de Suzanne ficavam
muito separadas, e no havia caladas. Havia 1,5 quilometro escuros para chegar no cruzamento e 3
quilmetros mais para a prpria cidade. A nica luz era uma lua amarela e suave.

"Anjos, fiquem comigo", Ivy orou.

Ela tinha andado cerca de 500 metros quando faris de um carro abateram nela. Ela saiu
rapidamente para fora da estrada e se meteu em alguns arbustos.

O carro andou mais tres metros, em seguida, parou bruscamente. Ivy se meteu mais profundamente
no arbusto. O motorista logo apagou as luzes brilhantes e ela pode ver a forma do carro ao luar: um
Honda. O carro de Will.
Ele saiu e olhou em volta. "Ivy?"

Ela queria sair correndo do arbusto e cair em seus braos, mas ela se deteve.

"Ivy, se voc est aqui, me diga. Diga-me que est tudo bem."

A mente dela correu, tentando pensar no que ela poderia dizer-lhe sem contar toda a perigosa
verdade.

"Responde-me. Voc est bem? Lacey disse que estava em apuros. Diga-me se existe alguma
maneira de eu poder ajudar."

Mesmo sob a luz plida, o olhar de preocupao em seu rosto era visvel. Ansiava por chegar at ele
e dizer-lhe tudo. Ela queria fugir com ele e sentir seus braos ao redor dela, mantendo-a segura por
um momento. Mas para seu prprio bem, ela no podia, ela sabia disso. Seus olhos ardiam. Ela
piscou vrias vezes para limp-los, ento surgiu na estrada.

"Ivy". Ele soprou o nome dela.

"Eu... eu estava indo para casa", disse ela.

Seu olhar se moveu para os arbustos atrs de si. "Tomando um atalho?

"Talvez voc possa me dar uma carona", disse ela baixinho.

Ele estudou o rosto dela um instante, depois abriu silenciosamente a porta para ela. Quando ele
tinha trancado e fechado de novo, Ivy encostou a porta, sentindo-se segura.

Ela estaria segura at chegar  casa no alto da colina.

Will sentou no lado do motorista. "Voc realmente quer ir para casa?" ele perguntou.

No final, ela teria que ir. Ela concordou, mas ele no ligou o carro.

"Ivy, quem voc tem medo?"

Ela encolheu os ombros e olhou para suas mos. "Eu no sei."

Will estendeu o brao e ps a mo em cima da dela. Ela a virou e examinou as pequenas manchas
de tinta leo que o pano de removedor no tinha removido. Ivy poderia descrever as mos de Will
com os olhos fechados. A forma em que sentia seus dedos entrelaados com os dela a fez se sentir
forte.

"Quero ajud-la", disse ele, "mas eu no posso, se eu no sei o que est acontecendo."

Ivy virou o rosto para longe dele.

"Voc tem que me dizer o que est acontecendo", insistiu.

"Eu no posso, Will."

"O que aconteceu naquela noite na estao de trem?" ele perguntou.
Ela no lhe respondeu.

"Voc deve se lembrar de algo agora. Voc deve ter alguma ideia sobre o que viu. Havia mais
algum l? O que fez voc tentar atravessar as pistas?"

Ela negou com a cabea e no disse nada.

"Tudo bem", disse ele numa voz resignada. "Ento eu tenho s mais uma pergunta para voc. Voc
est apaixonada por Gregory?"

Ivy foi pega de surpresa, e sua cabea girou em direo a ele. Will olhou em seus olhos. Ele estudou
o rosto todo. "Isso  o que eu precisava saber", disse ele em voz baixa.

O que ela tinha revelado? Ivy se perguntou. O que os olhos revelaram? Que odiava Gregory? Ou
que ela estava apaixonada por Will?

Ela soltou sua mo. "Por favor me leve pra casa", disse ela, e ele fez.

"E agora", disse Lacey com a voz trmula de emoo, "voltamos ao programa de hoje ... Pelo Amor
de Ivy." Est cantarolando uma msica de novela em voz alta e muito mal, Tristan pensou.

Will ouvido tambm. Ele olhou ao redor da cmara escura da escola, onde ele estava trabalhando
sozinho, e viu brilho roxo Lacey. "Voc de novo", murmurou.

Como sempre, Tristan achou muito fcil de combinar ideias com Will. Ele deslizou rapidamente
dentro dele, para que ele pudesse se comunicar com Will e Lacey.

Will piscou. "Tristan?" disse em voz alta.

"Sim", respondeu ele. A msica de novela continuou em segundo plano. "Voc est fora de tom,
Lacey," Tristan disse-lhe.

O zumbido parou, e o brilho roxo aproximou-se dele e Will.

Will que colocar rapidamente um rolo de filme atrs dele. "Voc pode recuar um pouco, Lacey?
Voc pode expor o meu filme."

"Bem, desculpe-me!" , respondeu ela. "Eu acho que vocs dois heris no precisam de mim por
aqui. Seguerei meu caminho." Ela fez uma pausa para dar-lhes tempo para protestar quando nem
um deles fez, ela acrescentou: "Mas antes de eu ir, deixe-me fazer, meninos apaixonados, algumas
perguntas. Quem daqui tirou da escurido esse Rip Van Winkle, antes que os prximos cem anos se
passassem? Quem o dirigiu a esta cmara escura? "

"Tenho chamado por voc, Tristan", explicou Will. "Eu preciso de sua ajuda."

"Quem desempenhou o papel de anjo da guarda na festa de Suzanne?" Lacey continuou. "Quem lhe
disse quando Ivy estava em apuros?"

"Ivy estava em apuros? O que aconteceu?" Tristan pediu.

"Quem, me digam, quem est desempenhando o papel de secretria deste lamentvel f clube de
Ivy?"
"Diga-me o que aconteceu", Tristan exigiu. "Ivy est ok?"

"Sim e no," Will respondeu, ento contou a Tristan sobre o incidente na festa, incluindo a verso
de Gregory do mesmo. "Eu no sei o que realmente aconteceu", disse ele. "Eu conversei com Ivy
depois na estrada. Ela estava chateada e no me diz nada. No domingo, ela trabalhou, ento foi
direto para a casa de Beth. Na escola hoje, ela falou somente com a Beth, mas no disse nada do
que realmente aconteceu. "

"Lacey, voc viu alguma coisa?" Tristan pediu.

"Desculpe, eu estava, uh, socializando na ocasio."

"O que voc acha que ela estava fazendo?" Tristan pediu.

"Jogando os sapatos de fs de cinema ingrato para no lago," Will disse.

"Eu estou falando de Ivy!" Tristan explodio, mas ele estava mais aborrecido consigo mesmo do que
Will. Duas vezes agora Will tinha estado l por Ivy quando Tristan no tinha.

"Eu fui cham-lo." Will comeou.

"E chamando e chamando", disse Lacey. . "Disse-lhe que estava na escurido, eu sabia que o amor
era cego, mas eu acho que  surdo tambm. Suponho".

"Voc tem que me dizer algumas coisas, Tristan," Will interrompeu. "Voc tem que me dizer agora.
Como posso ajudar a Ivy, se eu no sei o que est acontecendo?"

"Mas voc sabe o bastante", Tristan desafiou ele. "Mais do que voc j admitiu Ivy".

 Ele comeou a sondar a mente de Will, mas foi rapidamente posto de lado. "Eu sei voc olhou o
envelope, Will ", disse Tristan." Eu estava assistindo quando voc tirou a chave. "

Will no parecia surpreso ou afliguido. Ele colocou o filme em uma vasilha. "O que a chave abre?"
ele perguntou.

"Eu achei que voc poderia ter descoberto", Tristan instigou ele.

"No."

Tristan tentou novamente sondar os pensamentos de Will, silenciando completamente o seu prprio,
movendo-se lentamente e com cuidado. Ele bateu como um jogador de hquei contra o parede da
mente de Will.

"Ok, ok, vocs dois, o que est acontecendo?" Lacey perguntou. "Eu posso ver seu rosto, Will. Voc
tem a mesma expresso teimosa que Tristan fica."

"Ele est me bloqueando," Tristan acusou.

"Como voc no tivesse feito a mesma coisa comigo." Will respondeu com veemncia. "Primeiro
voc me enviar, corrido, at a colina para salvar a vida de Ivy. Eu deixo voc tomar o controle. Eu
concordo com voc e faa apenas o que voc diz, e eu acho Ivy com um saco na cabea. E Gregory
com uma mera desculpa estranha, mas voc no me diz nada sobre o que est acontecendo. "
Will colocou no cho a lata e andou de um lado a outro da uma sala estreita, pegando e colocando
para baixo filtros, marcadores e caixas de papel. "Voc usa para falar por voc. Voc me usa para
danar com ela e avis-la e dizer-lhe que a ama. "Voz de Will tremeu um pouco." Mas voc no me
diz nada para explicar por que isso est acontecendo. "

Ivy no vai me permitir, Tristan pensou, mas sabia que no era a nica razo. O incomodava o fato
de que ele precisava de Will, e ele no gostou dos gritos de Will que estavam sendo lanandos como
disparos, agora.

"Eu no gosto dessas coisas de controle da mente,"continuou dizendo Will com raiva. "Eu no gosto
das suas tentativas de ler minha mente. Se h algo que voc quir saber, pergunte ."

"O que eu quero saber", Tristan disse, " como eu vou confiar em voc. Voc  amigo de Gregory ".

"Oh, cresam, vocs dois!" Lacey interrompido. "Eu no gosto de controle da mente. Como posso
confiar em voc?" imitou. "Poxa, no me aborream com o resto de sua desculpas. Vocs dois esto
apaixonados por Ivy, e esto com cimes um do outro, e  por isso que vocs esto mantendo os
seus pequenos segredos e brigam como duas crianas de jardim de infncia ".

"Voc est apaixonado por ela, Will?" Tristan perguntou rapidamente.

Sentiu o pensamento de Will, ele sentiu com se esquivava dele.

Will pegou a caixinha filme novamente e passou de uma mo para outra. "Estou tentando fazer o
que  melhor para ela", disse ele finalmente.

"Voc no respondeu  minha pergunta."

"Eu no vejo por que isso importa," Will argumentou. "Voc estava l quando eu dancei com ela.
Voc ouviu o que disse Ivy. Ambos sabemos que ela nunca vai amar algum da maneira que ela te
ama.

"Ns dois sabemos que voc espera que no seja verdade", respondeu Tristan.

Will que bateu a vasilha em cima da mesa. "Eu tenho trabalho a fazer."

"Eu tambm", disse Tristan, e saiu de Will, antes que fosse ser jogado para fora.

Ele sabia que Ivy amaria algum mais um dia e que essa pessoa podia ser Will. Bem, se tivesse que
deix-la nas mos de Will, ele ia o conhecer exaustivamente primeiro.

Quando Tristan saiu do quarto escuro, ele ouviu a voz de novela de Lacey. "E assim nossos dois
heris se despedem", disse ela, "cegos de amor, nenhum deles ouve a sbia e bela Lacey "- ela
cantarolou um pouco -" quem, por sinal, est ficando um corao partido. Mas quem se preocupa
com Lacey? "Ela perguntou tristemente. "Quem se preocupa com Lacey?"
Captulo 12


Ivy estava sentada  mesa da cozinha, olhando os formulrios legais que tinha acabado de retirar de
de um envelope de papel pardo, sobre a adoo de Philip. Na frente dela, seu irmo e seu melhor
amigo Sammy enfiavam colheres na manteiga de amendoim.

Sammy era menino gracioso, com cabelo um mato eriado vermelho. Ivy viu que ele estava
olhando para ela. Ele cutucou Philip. "Pergunte a ela. Pergunte a ela. "

"Perguntar-me o qu?"

"Sammy quer conhecer Tristan", disse Philip. "Mas eu no posso faz-lo vir. Voc sabe onde ele
est?"

Ivy instintivamente olhou por cima do ombro, mas garantiu-lhe Philip: "Est tudo bem. A mame
est l em cima, e Gregory gosta de ouvir sobre os anjos agora".

" mesmo?" Ivy perguntou com surpresa.

Philip concordou.

"Eu realmente quero ver um anjo", disse Sammy, puxando uma pequena cmera de sua mochila
escolar suja.

Ivy sorriu. "Eu acho que Tristan est descansando agora", disse ela, ento ela virou-se para Philip.
"Que tipo de coisas sobre anjos voc e Gregory tem falando?"

"Ele me perguntou sobre Tristan".

"O que exatamente ele queria saber?" Ivy perguntou.

Ela suspeitava que o incidente no trem havia assombrado Gregory. Afinal, no havia como Philip
chegar  estao to rpido, sem a ajuda de algum. Gregory achava que ela estava contando com
mais algum do que ela mesma, mais do que apenas uma pessoa?

"Ele me perguntou como Tristan parecia", Philip disse a ela. "E como eu sei quando ele est l."

"E como fazer com que ele venha", disse Sammy. "Lembre-se, ele perguntou isso."

"Ele queria saber se voc j conversou com Tristan", Philip acrescentou.

Ivy bateu o envelope contra a mesa. "Quando vocs conversaram sobre tudo isso?"

"Na noite passada," o irmo respondeu, "quando ns estvamos brincando na casa da rvore."

Ivy franziu a testa. Ela no gostava da ideia de Gregory brincando com Philip na casa da rvore,
onde um acidente j havia ocorrido durante o vero.

Ela olhou para os formulrios de adoo. Andrew no tinha dito a Gregory que estava prestes a
fazer Philip seu filho legtimo. Ivy se perguntou se Andrew tinha os mesmos tipo de receios de que
ela tinha.

"Quando Tristan vai terminar sua soneca?" Sammy perguntou.

"Eu realmente no sei", respondeu Ivy.

"Eu tenho uma lanterna, no caso de eu v-lo durante a noite", disse ele.

"Boa ideia", Ivy disse com um sorriso. Ela observou como os dois meninos lamberam o ltimo
pedao de manteiga de amendoim,deixaram suas colheres e saram correndo.

Desde a noite de sbado, ela tambm estava tentado chegar a Tristan. Rumores sobre a festa
estavam voando na escola. Gregory e ela estavam conseguindo se evitar um ao outro nos
corredores. Assim eram ela e Suzanne, mas enquanto Gregory passava desapercebido para Ivy,
Suzanne representava cada desprezo. Sua raiva contra Ivy era bvio para todos.

Ivy ficou aliviada quando Beth tinha dito a ela que Gregory e Suzanne estava indo para o jogo de
futebol naquela tarde. Tinha dormido pouco nas ltimas duas noites, ela poderia finalmente
descansar, sabendo que Gregory no estaria por perto. Mesmo que ela trancasse a porta do quarto
agora, ela nunca realmente me senti segura.

Ivy colocou o envelope e os formulrios em sua pilha de livros escolares e estava prestes a subir as
escadas principal quando ouviu um carro parar atrs da casa. E parecia a BMW de Gregory. Seu
primeiro instinto foi correr at o quarto dela, mas ela no queria que Gregory pensasse que ela tinha
medo dele. Voltou a sentar onde estava, ela abriu o jornal e debruou sobre a mesa, fingindo ler. A
porta da cozinha foi empurrada, Ivy imediatamente sentiu o cheiro do perfume.

"Suzanne".

Suzanne respondeu com um olhar sombrio.

"Oi", disse Gregory. Seu tom de voz no era nem quente nem frio, e seu rosto era inexpressivo, mas
pronto para mudar em um sorriso, se algum entrasse na cozinha. Suzanne continuou a olhar para
Ivy fazendo beicinho com os lbios.

"Esto  uma surpresa", disse Ivy. "Beth disse que estava indo para o jogo de futebol."

"Suzanne estava entediada, e eu tive que pegar algo," Gregory disse ela. Ele virou as costas para
Ivy, enfiou a mo no armrio e puxou um copo alto de cobre. "Ser que voc pode conseguir uma
bebida?" perguntou ele, entregando o copo a Ivy.

"Claro." Gregory saiu da cozinha rapidamente.

Ivy verificada a geladeira por refrigerantes. "Desculpe, no tem gelado", disse a Suzanne.

Suzanne ficou em silncio.

Exceto voc, Ivy disse para si mesma, em seguida, pegou debaixo do balco de uma garrafa. Ela se
perguntou porque Gregory deixo-as sozinhas para conversar. Talvez ele esteja do lado de fora da
porta da cozinha,  espera de ouvir o que ela diria. Talvez esse fosse um teste para ver se ela ia
contar Suzanne que ela sabia sobre ele.
"Como voc est?" Ivy perguntou.

"Bem".

A resposta de uma palavra, mas era um comeo. Ivy botou alguns cubos de gelo no refrigerante e
entregou-o a Suzanne. "Na escola, muitas pessoas estavam falando da sua festa. Todos aproveitaram
bem. "

"No trreo e no andar de cima," Suzanne respondeu.

Ivy permaneceu em silncio.

"Quo ruim foi a sua ressaca?" Suzanne perguntou.

"Eu no tive uma", Ivy disse a ela.

"Oh,  certo, as bebidas alcolicas no afetam voc."

Ivy mordeu o lbio.

"Eu no pude dormir no meu quarto no sbado a noite", disse Suzanne, e andou em torno da
cozinha, agitando a bebida em seu copo.

"Eu sinto muito por isso, Suzanne. Eu realmente sinto. Mas a verdade  que eu no bebi nada", Ivy
disse com firmeza.

"Eu quero acreditar em voc." o lbio de Suzanne tremia. "Eu quero voc e Gregory me digam que
eu sonhei tudo isso."

"Voc sabe que ele no vai. E eu no vou, tampouco."

Suzana assentiu e deixou cair o queixo. "Eu sei que todo mundo chora quando se romper com um
cara. Mas eu nunca pensei que eu estava dividir com voc. "

"Voc me conhece mais do que qualquer um dos seus garotos", Ivy respondeu rapidamente. "Voc
confia em mim h dez anos. Ento, um cara diz algo, e voc no..."

"Eu vi com meus prprios olhos!"

"O que voc viu?" Ivy quase gritou. "Voc viu o que ele queria que voc visse, o que ele disse para
voc ver. Como fao para convenc-la...".

"Voc pode parar de perder tempo com meu namorado,  assim que ! Voc pode manter suas mos
pequenas quentes onde pertencem!" Suzanne tomou um gole grande de sua bebida.
"Voc est fazendo papel de boba, Ivy, e voc est fazendo isso  minha custa."

"Suzanne, por que no pode admitir que  pelo menos possvel que Gregory est atrs de mim?"

"Mentirosa", disse Suzanne. "Eu nunca vou confiar em voc de novo." Ela tomou outro gole de
refrigerante com raiva, deixando uma impresso de seu batom no metal brilhante. "Eu avisei, Ivy.
Mas voc no me ouviu. Voc no se importa o suficiente ".
"Eu me importo mais do que voc imagina", disse Ivy, dando um passo em direo a Suzanne.

Suzanne girou nos calcanhares. "Diga Gregory estou no ptio", disse ela quando ela saiu pela porta
da cozinha.

Ivy deixou a amiga ir embora.  intil, pensou. Ele envenenou a mente de Suzanne. Lutando contra
as lgrimas, Ivy correu para fora da cozinha em direo s escadas. Ela correu de cabea baixa e
empurrou Gregory quando passou por ele. Ela no se preocupou em dizer-lhe onde Suzanne tinha
ido. Tinha certeza de que ele tinha estado a ouvindo todas as palavras.

Ivy no fazer uma pausa para tomar flego at que ela chegou na sala de msica. Ela bateu a porta e
se fechou, depois encostou-se nela. Mantenha-se fria, mantenha-se fria, ela disse para si mesma.

Mas ela no conseguia parar de tremer. Ela tinha perdido toda a esperana de que ela poderia vencer
o Gregory. Ela precisava de ajuda, precisava de algum para garantir-lhe que as coisas iria ficar
bem. Ela lembrou que o dia Will havia levado de volta para a estao de trem, como ele tinha
acreditado nela e lhe dado a confiana necessria para acreditar em si mesma.

"Eu vou encontrar Will", disse ela em voz alta, ento se virou em direo  porta e ficou surpreso ao
ver a luz ouro reluzente. "Tristan!"

A luz dourada a cercava. "Sim. Tristan", disse ele, dentro dela agora.

"Voc est bem? Onde voc estava?" Ivy perguntou silenciosamente. "Voc foi por muito tempo
desta vez. Muita coisa aconteceu desde que voc caiu na escurido."

"Eu sei", respondeu Tristan. "Will e Lacey me contaram"

"Disseram-lhe sobre Suzanne? Ela acha... ela acredita no que diz Gregory, e ela me odeia agora...
ela..." O dilvio de lgrimas foi incontrolvel.

"Shhh. Ivy shhh. Eu sei sobre Suzanne", Tristan disse a ela. "E me desculpe, mas voc tem que
esquec-la agora. H algo mais importante...".

"Esquea-la?" As lgrimas saram em fria agora, e Ivy, falou em voz alta. "Ele quer me machucar
de toda e qualquer forma ele conseguir!"

"Ivy, fale em silncio," Tristan lembrou-lhe rapidamente. "Eu sei que  difcil para voc... -"

"Voc no sabe! Voc no entende como me sinto", disse Ivy, sentada ao piano. Passou o dedo
acentuadamente at o teclado.

"Oua-me, Ivy. Eu descobri uma coisa que voc precisa saber."

"Eu no posso continuar perdendo pessoas", disse ela.

"H algo que eu quero te dizer sobre isso", Tristan persistiu.
"Primeiro perdi voc, agora, Suzanne, e..."

"Will", disse ele.

"Will?" O tom de voz de Tristan, baixo e firme, a alarmou. "Que sobre Will?" ela perguntou,
cruzando os braos.

"Voc no pode confiar nele."

"Mas eu confio nele", respondeu Ivy, determinada a no ser convencida do contrrio.

"Acabei de fazer uma busca na sua casa", Tristan disse a ela.

"Busca?"

"E eu achei algumas coisas bem interessantes l", acrescentou.

"Como o qu?" ela exigiu.

"Os livros sobre anjos. Uma copia da chave de Caroline."

"Bem, o que voc esperava?" Ivy perguntou. "Claro que ele leu sobre os anjos. Ele est tentando
entender exatamente o que voc  e por que voc voltou. E a gente j sabia que ele era curioso o
suficiente para olhar dentro do envelope que continha a chave. Eu teria feito a mesma coisa se eu
fosse ele ", acrescentou defensivamente.

"Ha tambm uma cpia da histria de Beth", disse Tristan. "A uma sobre a mulher que cometeu
suicdio, a que ela contou para o seu clube de teatro na encenao um ms antes de Caroline
morreu. Voc se lembra dela? "

Ivy balanou a cabea lentamente. "A mulher rasgou fotografias do seu namorado e sua nova
namorada, deixando-os como uma nota de suicdio, quando ela atirou em si mesma."

"Assim como Caroline supostamente rasgou fotografias do Andrew e sua me", disse Tristan.

S uma vez antes Ivy tinha pensado sobre a semelhana entre a histria de Beth e as evidencias que
a polcia tinha encontrado na casa de Caroline. Ela tinha assumido que era um outro exemplo da
maneira estranha que Beth previa eventos, mas agora ela percebeu que Gregory poderia pego
emprestado a ideia de Beth.

"E h um recorte da histria de uma menina em Ridgefield, Tristan continuou. "A que foi atacada
logo depois voc, da mesma maneira. Funcionou, no foi? O estilo do ataque convenceu todo
mundo que o ataque era parte de uma srie de crimes cometidos por algum que no conhecido. "

Ivy baixou a cabea nas mos, pensando na menina.

"Ento o que voc est dizendo?" , ela perguntou por fim. "Que Will descobriu muito mais do que
pensvamos? Eu estou feliz. Eu queria proteg-lo, mas agora no h motivo para ocultar nada dele."

"Mas h uma razo," Tristan respondeu rapidamente. "Will que tem algo mais. A jaqueta e bon."

Ivy sentou direto. Como ele conseguiu a roupa? Ser que ele sabe que so provas importantes? Por
que ele no lhe disse?

"Oh, ele sabe que eles so importantes," Tristan respondeu-lhe os pensamentos. "Eles foram
cuidadosamente embalados em sacos plsticos e escondida com todo o resto."
"Mas eu nunca lhe disse o que eu vi. Eu nunca lhe disse que me atraram a atravessar os trilhos, e
essa histria no foi liberado para os jornais."

"Ento, ou ele estava ... "

"No!" disse Ivy.

"-.. Ou que de alguma forma o descobriu. Talvez Eric disse-lhe algo. De qualquer forma, ele sabe
muito mais do que est dizendo para ns."

Ivy lembrou do dia na estao quando eles tinham pego Eric procurando algo na vala de drenagem
ao lado da estrada. Will deve ter encontrado o bon e jaqueta. Ele estava fingindo na frente de
Eric... e dela.

Ela levantou-se bruscamente, empurrando para trs o banquinho do piano.

"Ivy?"

Ela empurrou mentalmente Tristan e andou at a janela. Caindo de joelhos, Ivy descansou os braos
e o queixo no parapeito da janela.

"Ivy, fale comigo. No me empurre para longe."

"Ele est apenas tentando nos ajudar", disse Ivy.

"Como ele pode estar ajudando quando ele est escondendo coisas de ns?"

"Porque ele acha que isso  o que  melhor", ela respondeu, embora soubesse que no fazia sentido.
"Eu o conheo. Eu confio nele."

"Suzanne confia Gregory," Tristan apontou.

"No  a mesma coisa!" Ivy gritou, empurrando Tristan fora de sua mente completamente. "No  a
mesma coisa!"

Ela gritou alto, e por um momento ela pensou ter ouvido a sua voz ecoando na sala. Ento ela
percebeu que os gritos vinham de abaixo. Suzanne estava chamando. Ivy ouviu a voz de Gregory
abafando a de Suzanne. Ela correu para seu quarto e correu pelo corredor do segundo andar para
trs conjunto de escadas. Suzanne estava correndo pela escada estreita, seus longos cabelos negros
voando atrs dela, o rosto plido e brilhante de suor. Ela segurava a taa de cobre em que Ivy tinha
colocado o refrigerante.

Gregory a arrastava. "Suzanne", disse ele, "d Ivy uma chance para explicar."

Suzanne jogou a cabea para trs e riu-se descontroladamente, to selvagemente ela quase caiu para
trs abaixo na escada. Depois olhou para Ivy, Ivy e sabia que algo estava terrivelmente errado.

"Eu no posso esperar", disse Suzanne. "Eu no posso esperar para ver como ela explica isso."

Suzanne empurrou o refrigerante para Ivy, forando-a a pegar o copo em suas mos. Ento, ela
abriu seu punho esquerdo. Na palma mida da mo da amiga, Ivy vi uma plula laranja redonda. Ivy
olhou rapidamente para Gregory, depois para o comprimido.
"O que  isso?" Suzanne perguntou. "Diga-me, o que eu encontrei na minha bebida?"

"Parece que uma vitamina", Ivy disse cautelosamente.

"Uma vitamina!" Suzanne gritou com um riso, mas Ivy viu as lgrimas nos olhos da amiga. "Isso 
bom," Suzanne gaguejou. "Uma vitamina. O que voc ai fazer, Ivy? Me enviar numa viagem
agradvel como Eric? Voc est louca. Voc  uma bruxa, louca e ciumenta. "Ela deixou cair o
comprimido laranja no refrigerante. "Aqui, te devolvo a vitamina. Agora bebe, bebe tudo."

Ivy olhou para o copo de cor cobre. Ela sabia que Gregory havia feito isso e ela sabia que era
inofensiva, mas ela no podia correr o risco.

"Engole," Suzanne disse, com lgrimas escorrendo pelo rosto. "Engula a vitamina."

Ivy colocou a mo por cima do copo e negou com a cabea. Ela viu a boca de Suzanne tremer.

Suzanne virou-se, mergulhando nos braos de Gregory, e correu para o primeiro andar. Gregory a
seguiu. Ivy sentou no degrau e baixou a cabea at os joelhos. Ela no tentou esconder as lgrimas,
embora soubesse que Gregory fez uma pausa para olhar sobre seu ombro, apreciando a vista.



Captulo 13


Tristan pensou que alertar Ivy sobre Will faria ele se sentir bem. Afinal, suas suspeitas estavam
certas. Will no estava lha dizendo o que ele sabia e como ele sabia disso. Agora Ivy podia confiar
apenas Tristan. Ele devia se sentir inteligente e vitorioso, pelo menos satisfeito. Mas isso no
acontecia. No importa o quanto eles se queriam e se amavam, ele e Ivy estavam em lados
diferentes de um rio intransponvel.

Segunda  noite o mundo parecia mais cinza, mais frio para ele. Ele estava do lado de fora da escura
casa de Caroline sentiu o outono chegando como uma criatura que no tem casa. Quando Tristan
entrou pela parede, se sentia como um intruso, um fantasma que assombrava, e no um anjo que
ajuda aqueles que ele amava. Ele desejava estar com Ivy, mas ele no se atrevia a ir ter com ela
agora. Ele sabia que as informaes sobre Will a tinham ferido e irrito. Agora que ele tinha dito. O
que poderia dizer Tristan para melhorar as coisas?

"Tristan?"

Ele olhou em volta, surpreso.

"Tristan?"

Ele queria muito ouvir a voz de Ivy que ele pensou que ele havia escutado.

"Voc est a?" ela chamou. "Deixe-me entrar"

Tristan correu para a porta, concentrando-se rapidamente a fim de materializar os seus dedos. Ento
resvalou na trava enquanto ele lutava para abrir. Ele se questionou se parecia estranho para Ivy,
quando a porta da casa escura se abriu lentamente. Ela entrou e parou apenas no interior do
retngulo iluminado pelo luar feito pela porta escancarada. Na luz prateada seu cabelo brilhava, e
sua pele parecia plida como a de um fantasma. Por um momento, Tristan acreditou que algo
terrvel e maravilhoso tinha acontecido, e ela veio a ele como um esprito igual a si mesmo. Mas
ento ele viu como ela se virou para ele, os olhos cheios de amor, mas sem foco, como os olhos
veem um brilho, mas no as caractersticas de um rosto.

"Eu te amo". Eles compartilharam esse pensamento, e ele moveu-se facilmente para dentro de sua
mente.

"Sinto muito, Tristan," ela disse suavemente. "Eu sinto muito, por ter empurrado voc para fora
aquele jeito."

Ele estava to feliz de estar com ela, to feliz que ela tinha vindo at ele, que no poderia falar por
um momento.

"Eu sei que te machuquei voc quando eu lhe contei sobre Will", disse ele afinal. Ela deu de
ombros e fechou a porta atrs deles.

"Voc tinha que me diga a verdade."

Tristan sabia pelo pequeno encolher de ombros que as notcias ainda a incomodavam. Eu devo faz-
la falar sobre isso, ele pensou. Devo lembrar-lhe que ela vai se apaixonar de novo, haver algum
que vai am-la um dia...

"Eu te amo, Tristan", disse Ivy. "Por favor, no importa o que acontea, prometo que no vou
esquecer isso."

Em outra ocasio. Eles poderiam falar sobre o futuro em outra ocasio.

"Voc est ouvindo?" Ivy perguntou. "Eu sei que voc est ai. Voc est camuflado, Tristan. Voc
est com raiva?"

"Estou pensando", disse ele. "Como voc soube que eu estava aqui?"

Ele sentiu o sorriso em seus lbios.

"Eu no tenho certeza", disse ela. "Eu acho que eu precisava v-lo e aps esta tarde, eu no achava
que voc viria quando eu chamasse. Achei que era eu deveria encontrar voc. Entrei no carro e
dirigiu, e aqui  onde eu acabei ".

Ele riu.

 "Aqui  onde voc acabou. Depois de tudo isso acabar, voc e Beth vo ter que abrir uma loja
''Palmas das mos, folhas de ch e Telepatia".

"Pode-se juntar a ns para sesses espritas", Ivy sugeriu. Seu sorriso o aqueceu completamente.

"Lyons, Van Dyke e Esprito. Parece-me bom", disse ele, mas ele sabia que, quando a sua misso
tivesse terminada que ele no voltaria. Nenhum dos anjos que Lacey tinha conhecido jamais
retornaram.

Ivy ainda estava sorrindo enquanto ela andava na cozinha de Caroline. Ele viu atravs dos olhos
dela como lentamente se adaptava ao escuro.

"Parece como se a casa foi vasculhada ", disse ela, observando as gavetas e portas de armrio da
cozinha que estava entreabertas.

"Lacey e eu procuramos aqui em agosto, muito antes que voc tivesse a chave, mas no deixamos o
lugar deste modo", respondeu ele. "Algum esteve aqui desde ento. "

Ele ouviu o pensamento, embora ela se esforou para reprimi-lo. Will.

"Poderia ter sido um monte de gente", disse Tristan rapidamente. "Gregory ou Eric. Ou Will",
acrescentou o mais suavemente possvel. "Ou at mesmo aquele cara que visitas o tumulo de
Caroline e deixa rosas vermelhas. "

"Eu vi uma rosa de cabo longo l."

"Voc viu ele?" Tristan perguntou quando Ivy espiou dentro do armrio aberto. A maioria deles
estavam vazios, mas ela encontrou uma lanterna em uma gaveta rasa.

"No. Como ele parece?"

"Alto, magro, cabelos escuros," Tristan respondeu. "O nome dele  Tom Stetson, e ele trabalha na
faculdade de Andrew. Lacey o seguiu na festa do Dia do Trabalho. Nunca ouviu ningum falar
sobre ele? "

Ivy balanou a cabea, depois disse de repente: "Se eu balanar a cabea, ou fazer uma expresso
com o rosto, eu acho que voc no sabe quando est dentro de mim."

"Eu sei. Eu sinto isso. Adoro quando voc sorri."

O sorriso cresceu tanto que parecia envolver-se em torno dele.

"Ento o que voc acha?" Ivy perguntou. " Tom Stetson era o novo amor de Caroline? Ele estava
envolvido de alguma forma?"

"Eu no sei", Tristan disse, "mas tanto ele quanto Gregory devem ter uma chave para esta casa. Eu
acho que Tom  quem veio aqui e deixou as coisas assim. "

"E procurou nos armrios e gavetas ao mesmo tempo", disse Ivy.

"Talvez."

Ela pegou o cordo no pescoo e tirou a chave que estava pendurada sob a blusa. Sob o facho da
lanterna, seu cabo prateado e dois dentes irregulares brilharam.

"Bem, eu sou a nica que tem a chave", disse ela. "Agora, se ns podemos encontrar a fechadura..."

Eles comearam a buscar juntos. Na sala, eles descobriram uma mesa com uma gaveta fechada que
tinha sido arrombada. Perto, sobre a lareira, tinha uma caixa com um cadeado de bronze, cuja
dobradias tinham sido quebradas. Ela agora estava vazia. Ivy testou a chave em ambas as
fechaduras e descobriram que no tinham sido feita para elas.
No quarto Tristan chamou a ateno de Ivy para um design retangular prensado em um pano de
mesa, como se uma caixa pesada tivesse estado ali por um longo tempo, mas agora no estava mais.
O armrio de Caroline ainda estava cheio de sapatos e bolsas, e parecia como se tivessem sido
mexidos. Ivy os puxou para fora e os jogou no cho atrs deles. Eles se moveram para outras salas.
Uma hora e meia depois, sua busca tinha dado em nada.

"H um monte de lixo aqui, mas no estamos chegando a lugar nenhum", disse Tristan, frustrado.
Ivy afundou-se no canto do corredor. Ele observou que ela evitou sentar em qualquer uma das
cadeiras de Caroline.

"O problema  que no sabemos se algo j foi tirado daqui ou onde ele foi levado "Ivy observou."
Se tivssemos alguma pista sobre o que estvamos procurando. "

"Que tal Beth?" Tristan perguntou de repente. "E se ns pedirmos para ela ajudar? Ela tem um sexto
sentido. Talvez se voc mostrar a chave, deix-la pegar e meditar sobre ela, ela vai ser capaz de nos
dizer para onde olhar ou. pelo menos nos dar uma dica "

"Boa ideia". Ivy olhou para o relgio. "Voc pode vir comigo?"

Tristan sabia que no deveria. Ele estava cansado e precisava medir seu ritmo, se ele no quisesse
cair na escurido. Mas ele no podia desistir dela. Algo lhe dizia que no havia muito tempo para
ele passar com Ivy.

"Eu vou, mas  melhor eu apenas observar", disse ele. Ele ficou calado a maior parte do caminho
para a casa de Beth. O Sr. Van Dyke deve estar acostumado as chamadas de Ivy em momentos
inesperados. De p na porta, ele olhou para ela sobre seus culos e logo gritou "Beth!" e deixou Ivy
para encontr-la l em cima.

Tristan foi surpreendido pela viso de Beth e seu quarto, mas Ivy disse-lhe em silncio, "Ela estava
escrevendo." Beth piscou quando viu Ivy como se ela fosse de outro mundos. Um clipes prendia o
cabelo em um rabo de cavalo torto. Um velho par de culos estavam parcialmente sobre o nariz;
eles tambm estavam tortos, j que estavam faltando uma haste. Ela usava shorts de ginstica largo
e pantufas de bichinhos com pipoca encrustadas na pelcia. Ivy chegou perto de Beth e puxou um
post-it amarelo da sua camiseta.

"'Encantador, persistente, delicado, desonesto, deliciosa'", ela leu, "Eu realmente sinto muito
por ter interromper assim. "

"Tudo bem", Beth respondeu alegremente, e pegou o Post-it. "Eu estava procurando por isso,
obrigada."

" apenas que ns precisamos de sua ajuda."

"Ns? Oh". Beth fechou a porta do quarto de forma rpida e limpou uma parte da cama, deixando
cair pastas e cadernos no cho. Ela estudou o rosto de Ivy, depois sorriu. "Ol, Sr.Brilho", disse a
Tristan.

"Beth, voc se lembra do envelope que a irm de Eric me deu?" Ivy perguntou.

Tristan viu o brilho nos olhos de Beth de repente. Ela tinha visto Ivy abrir o envelope no cemitrio e
tinha morrido de curiosidade.
"Isto  o que estava nele." Ivy tirou a chave e colocou-o nas mos de Beth.

"Parece de uma caixa", disse Beth ", ou uma gaveta. Poderia ser uma chave de uma porta velha, mas
eu no acredito... no parece antiga o suficiente"

"O envelope tinha o nome de Caroline e endereo nela", disse Ivy. "Fomos  procura na sua casa
mas no consegue encontrar onde se encaixa. Pode trabalhar com ela? Voc sabe, mant-lo por um
tempo e pensar sobre isso e ver se vem alguma coisa pra voc? "

Tristan viu Beth recuar.

"Ah, Ivy, eu..."

"Por favor".

"Ela est com medo", Tristan disse baixinho para Ivy. "Voc tem para ajud-la. Suas prprias
previses a apavoram. "

"Eu no estou lhe pedindo para prever nada", disse Ivy rapidamente. "Basta segurar e pensar sobre
isso e ver o que vem at voc. No importa o quo estranho ou ordinrio, parea, pode ser um
indcio de onde olhar. "

Beth olhou para a chave. "Eu queria que voc no tivesse me perguntado, Ivy. Quando eu fao algo
parecido com isso, desperta todos os tipos de outras coisas em minha mente, coisas que eu no
entendo, as coisas me assustam, s vezes. "Ela se virou e olhou ansiosa para a tela do computador
sobre sua mesa, onde o cursor piscou, esperando para ela voltar  sua histria. "Eu queria que voc
no tivesse me perguntado."

"Ok, eu entendo", disse Ivy, pegando a chave.

A mo de Beth fechou em torno da de Ivy. Tristan podia sentir o fria e mida que estava. "Deixe-a
comigo at amanh", disse ela. "Eu te devolvo na da escola. Talvez alguma coisa venha para mim. "

Ivy abraou a amiga.

"Obrigada. Obrigada. Eu no teria lhe perguntaria se no fosse importante."

Poucos minutos depois Ivy foi para casa.

"Voc ainda est comigo", ela disse quando entrou no caminho da garagem.

A felicidade em sua voz aqueceu Tristan, mas ele no podia parar o seu cansao e uma crescente
sensao de pavor que a escurido logo o alcanaria. E se ele estivesse na escuro quando Ivy mais
precisasse dele?

"Eu vou ficar com voc at voc chegar ao seu quarto", disse ele. "Ento eu vou voltar a Beth."

Quando passaram por um arbusto Ivy, de repente se inclinou.

"Ella? Ella, saia e diga ol. Seu amigo est comigo."

Os olhos verdes do gata brilharam com eles, mas ela no se moveu.
"Ella, vamos l, o que est errado?"

Ella miou, e Ivy chegou no meio dos arbustos para pux-la para fora. Ela levantou o gata,
esfregando-a em seu local favorito em torno de suas orelhas. O gata no ronronou.

"O que h de errado com voc?" Ivy disse, ficando sem flego. Tristan sentiu o estremecimento a
percorrendo como se no seu prprio corpo. Ivy virou o gata suavemente. Ao longo de seu flanco
direito tinha uma faixa em que a pele tinham sido praticamente arrancada. Sua pele estava rosa
raspada sangrando em carne viva.

"Ella, como fizestes... " Mas Ivy no terminou a pergunta. Ela percebeu que a resposta que o mesmo
momento Tristan. "Gregory", disse ela.




Captulo 14


Todas as noites Ivy tinha sonhos sobre Ella, compridos e sinuosos sonhos em que Gregory
perseguiu o gata e Ivy perseguia Gregory. Ento, como ela chegou perto ele se virou contra ela. O
sono Ivy no ficava pacfico at que o cu estava claro. Agora, com os olhos fechados contra a
claridade, ela contou os gongos do relgio na sala de jantar. Eles pareciam um milho de milhas de
distncia , cinco milhes, seis milhes, sete milhes, oito milhes...

"Oito!" Ela sentou-se rapidamente na cama.

Ella, que estava aninhada, pressionou seu corpo com fora contra Ivy, escondendo o rosto no seu
lado. O mais suavemente possvel, Ivy levantou o gata sobre seu colo. Quando ela viu a ferida mais
uma vez, lgrimas vieram aos olhos.

"Tudo bem, garota, vamos limpar-te." Ela levantou Ella cuidadosamente para fora da cama e a
levou para o banheiro.

"Ivy, Ivy, no est pronto ainda?" sua me chamou l de baixo. Ivy virou-se e saiu para o corredor,
ficando perto o suficiente da parede para permanecer escondida de Maggie.

"Quase", ela gritou em resposta.

"Todo mundo se foi", Maggie gritou com ela. "Estou saindo agora, tambm."

"Te vejo depois," Ivy disse com alvio.

Ela ouviu o clique clique dos saltos da me sobre o piso de madeira e ao som do fechamento da
porta traseira. Ento ela levantou Ella at o rosto para olhar na ferida novamente. O corte foi em
linha reta, como se feito por uma navalha afiada. A noite anterior Tristan teve que usar todos seus
poderes de persuaso para cont-la a entrar no quarto de Gregory. Esta manh, ela sabia Tristan
tinha razo de impedi-la. Ela ia enfrentar Gregory, mas, quando ela estivesse fria e calma. Gregory
queria v-la triste e sua raiva apenas o encorajaria.

"Ok, baby, tudo vai dar tudo certo", Ivy acalmou Ella quando entrou em seu quarto. O sol da manh
estava alto o suficiente para inundar a sala e irradiar toda a parte superior do seu gabinete,
iluminando cada partcula de poeira e mostrando o dourado da moldura da foto de Tristan. Ivy
olhou para a foto por um momento, ento se virou. Na frente dela estavam aparas de pelo pretos,
pelos da Ella. Ivy pegou Ella com um brao e estendeu a mo para tocar a pele macia. Ento, ela
pegou uma mecha de cabelo de ondulao dourada.

Seu cabelo! Algum tinha cortado um pedao de seu prprio cabelo. Gregory,  claro. Ivy afundou-
se numa cadeira ao lado da mesa e balanou para trs e para frente, abraando Ella. Quando ele
tinha feito isso? Como?

Todas as noites, desde o dia que Tristan havia lhe dito o que sabia sobre Gregory, Ivy tinha trancado
a porta do quarto que levava para o corredor. Havia uma outra entrada, no entanto, atravs do
banheiro que ligava seu quarto ao de Philip. Ivy tinha preparado a trava da porta para que Philip
pudesse empurrar para abrir em uma emergncia, mas no sem muito esforo e rudo. De alguma
forma, Gregory tinha trabalhado em silncio. Sua pele se arrepiou toda, pensando nele segurando
uma tesoura, curvando-se enquanto ela estava dormindo. Ivy respirou fundo e levantou-se
novamente. Limpou Ella, ento limpou o topo da mesa com as mos ainda trmulas. Ento, de
repente, num impulso, ela correu para o quarto de Gregory, querendo ver por si mesma a tesoura, a
navalha, a prova de que ele havia feito.

Ela comeou a pegar e atirar papis, roupas e revistas. De entre as pginas da revista Rolling Stone
um pedao de papel de desenho saiu. Foi dobrado ao meio e tinha manchas de tinta escura. Quando
Ivy abriu, seu corao parou. Ela reconheceu a caligrafia de imediato: o estilo forte, inclinando
era idntico ao das legendas dos desenhos de Will. Ela leu a nota rapidamente, em seguida, leu de
novo muito lentamente, palavra por palavra, surpreendida por cada conjunto de letras impressas e o
que elas significavam. Ao ler a nota ela se dizia que estas no eram suas palavras, que no podia ser.
Mas ele tinha assinado.

"Gregory", ele havia escrito: "Eu quero mais, se voc  srio sobre isso, voc vai trazer o dobro do
valor. Estou correndo risco, eu sou cmplice agora. Tem que fazer valer a pena. Traga o dobro do
dinheiro se quiser o bon e jaqueta. "

Ivy fechou os olhos e encostou-se na secretria de Gregory. Ela sentiu como se seu corao
estivesse sendo espremido, transformado em uma pequena pedra. Quando tudo estava feito, no
restava nada suave dentro dela no restou nada, que poderia sangrar ... ou chorar. Ela abriu os olhos
novamente. Tristan estava certo o tempo todo sobre Gregory e Will. Mas Tristan no tinha
adivinhado como Will iria tra-la, como ele acobertaria Gregory e a deixaria vulnervel se pagassem
um bom preo. Ivy se sentiu derrotada, no pelas escuras ameaas de dio de Gregory, mas pela
crueldade sem corao de Will. Qual era o ponto de tentar? Achava que tinha muito mais contra ela.
Ela colocou a carta de volta na revista. Ento ela viu um livro esfarrapado sobre Babe Ruth, um dos
livros de bolso de Philip, no topo da pilha de Gregory. Ela tinha que continuar. Philip estava nisso
com ela. Abriu a revista novamente, ela pegou a carta, em seguida, correu pelo corredor para se
vestir para a escola.

Antes de sair de casa naquela manh, Ivy trouxe uma tigela de gua e comida seca at o quarto
dela. Ela deixou para Ella, bloqueando tanto o banheiro e porta para o corredor. Ivy tinha perdido a
aula, quando ela entrou para aula de Ingls com uma nota de atraso, Beth levantou a cabea. Ela
parecia cansada e preocupada. Ivy piscou e Beth sorriu um pouco. Depois da aula, elas caminharam
juntas, tentando fugir da multido de garotos surgindo atravs do corredor. Nada poderia ser ouvido
sobre qualquer assunto por causa do barulho e bater de portas dos armrios, a menos que fosse
gritando. Ivy deu o brao com o sua amiga e abriu a palma da sua mo. Imediatamente Beth
colocou a chave nela. Quando finalmente chegaram a uma sala vazia no final do corredor, Beth
disse.

 "Ivy, temos que conversar. Eu tive um sonho ontem  noite. Eu no sei o que significa, mas eu acho
que... " A campainha da escola tocou. "Oh, no, eu tenho um teste prximo perodo."

"Almoo", disse Ivy. "Pegue a mesa no canto", acrescentou quando elas se separaram.

Duas horas depois Ivy teve sorte. Ms. Bryce, o conselheiro da escola, a deixou sair cedo para o
almoo, dizendo o quanto ele estava satisfeito pelos progressos alcanados por Ivy, sua nova
esperana atitude positiva diante da vida. Eu acho que compensou o clube de teatro, Ivy pensou
quanto se sentava na mesa no canto do refeitrio. Beth se juntou a ela uns minutos depois.

"Will est em comformidade. Devo chamar para vir aqui?" Beth perguntou.

Ivy mordeu o sanduche rapidamente e engoliu em seco. Will era a ltima pessoa no mundo que
queria ver. Mas Beth ainda confiava nele. Ela foi j sinalizando para ele.

"Voc menciona nada a Will sobre a chave ou a nossa busca?" Ivy perguntou.

"No."

"Bom", disse Ivy. "No que eu no quero que ele saiba sobre isso. - Ainda no", acrescentou ela,
suavizando o tom, quando ela viu o olhar surpreso no rosto de Beth.

"Mas Will poderia ter algumas boas idias", Beth disse, abrindo sua lancheira, puxando seu almoo
habitual primeiro a sobremesa "Tenho certeza que ele gostaria de te ajudar. " Sem dvida, pensou
Ivy. Quem sabe o que achar que pode valer algum dinheiro.

"Voc sabe como ele se sente sobre voc," Beth acrescentou. Ivy no podia silenciar seu sarcasmo.

"Oh, sim, eu sei, tudo bem." Beth piscou para ela.

"Ivy, ele faria qualquer coisa por voc '. E fazer algum dinheiro enquanto o faz, Ivy pensou, mas
desta vez ela falou com mais cuidado.

 "Talvez voc esteja certa, Beth, mas ainda assim, no conte a ele, ok?" as sobrancelhas Beth se
uniram. Ela no diria nada mais, mas ela pensou claramente que Ivy estava cometendo um erro.

"Diga-me o que voc sonhou na noite passada", disse Ivy. Sua amiga balanou a cabea lentamente.
"Foi estranho, Ivy, to simples, mas to estranho. Sonhei a mesma coisa uma e outra vez. Eu no sei
se tem algo a ver com a chave, mas era sobre com voc. "

"Diga-me," Ivy disse, inclinando-se para ela, mantendo um olho no progresso na fila do restaurante.
"Eram rodas grandes", lembrou Beth, "dois, trs, no sei quantas. Rodas grandes com eixos, com
fendas nelas, como as rodas do trator ou pneus de neve ou algo assim. Elas estavam todas indo em
um sentindo.. Ento voc veio. No havia mais nada no sonho, s voc e as rodas. Voc colocou a
sua mo e as parou. Ento voc as empurrou, e as rodas comeam a girar no sentido contrario. "

Ela ficou em silncio. Seus olhos tinham um olhar distante, como se estivesse vendo a sonho
novamente.

"E?"
" isso tudo", disse Beth. "Isso  tudo que eu sonhei, uma e outra vez." Ivy recostou na cadeira,
perplexa.

"Voc tem alguma idia do que isso significa?" , perguntou ela.

"Eu ia te perguntar a mesma coisa", respondeu Beth. "Ivy, Will vem ai. Por que no o perguntamos
e..."

"No", ela disse rapidamente. Beth mordeu o lbio. Ivy olhou para as camadas de seu sanduche.

"Ol!" disse Will, puxando uma cadeira e colocando sua bandeia na mesa. "O que est
acontecendo?"

"Nada demais", disse Ivy, evitando os olhos.

"Beth?"

"Nada demais", ela repetiu, sem jeito.

Will ficou em silncio por um momento. "Porque voc estava atrasado esta manh?" ele perguntou
a Ivy.

Ela olhou para cima rapidamente. "Como voc sabe que eu estava atrasada?"

"Porque eu tambm estava." Will inclinou a cabea um pouco, como se ele estivesse tentando ler
ela. Ivy desviou o olhar.

"Eu vim logo depois", disse ele, depois pegou a mo dela, a tocou levemente, tentando lev-la a
olh-lo novamente. Ela no iria.

"O que h de errado?" Ela odiava o tom inocente e preocupado de sua voz.

"Beth? Diga-me o que ." Ivy espiou a amiga. Beth deu de ombros, e Will olhou para trs e para
frente entre elas. Seu rosto estava calmo e pensativo, como de um professor pacientemente em
busca de uma resposta, mas suas mos seguranvam fortemente a borda de sua bandeja.

Agora ele est preocupado, pensou Ivy, realmente preocupados, mas no sobre mim. Ele acha que
ns duas sabemos a verdade sobre ele.

Will suspirou e depois disse baixinho: "Surpresa. L vem o Gregory".

Ivy olhou para cima, esperando ver Suzanne com ele. Se Suzanne fizesse seu esforo de costume,
para esnobar ela, Ivy teria uma desculpa para sair. Mas Gregory veio sozinho, caminhando
confiante na direo deles, sorrindo, como se fossem todos bons amigos. Will o cumprimentou.

"Eu no sabia que voc tinha este perodo livre", disse Ivy.

"Minha aula de histria  na biblioteca", disse a ela. "Eu estou fazendo uma pesquisa, voc pode
acreditar?" Ivy riu levemente, determinada parecer to  vontade quanto ele.

"Qual  o seu tema?"
"Assassinatos famosos do sculo XIX", respondeu Gregory, puxando uma cadeira.

"Aprendeu algo?" Ele pensou por um momento, depois sorriu e sentou ao lado dela.

"Nada til. Will, desculpe eu ter falhado ontem  noite." Ivy virou para olhar para Will.

"Que tal se sairmos esta tarde?" Gregory propos. Will que hesitou, depois assentiu com a cabea em
concordncia.

"Celentano's" ele disse.

"Posso ir?" Ivy perguntou. Ela pegou os dois de surpresa. "Ah, eu esqueci", disse ela com um aceno
casual de sua mo. "Estou trabalhando hoje."

"Que pena", disse Gregory, mas sua cara e a expresso de surpresa Will tinha dito o que ela queria
saber. Era um encontro de negcios. Gregory ai pagar Will. Pelo menos Will era inteligente o
suficiente para fazer a troca em segurana em um local pblico.

Ao longo da conversa, Beth no disse uma palavra. Ela observava seus olhos azuis, e Ivy se
perguntou se poderia ler seus pensamentos atrs de seu rosto. Ela havia deixado sua metade de bolo
comido no papel alumnio.

"Se voc no vai terminar isso, eu vou", disse Ivy, lutando para encontrar algo normal para dizer,
trabalhando para manter a pretenso de que nada estava errado e ela no tinha medo. Beth empurrou
o bolo at ela, enquanto Gregory e Will combinavam o horrio para se encontrar. Ivy quebrou um
pedao, ento colocou o resto da sobremesa na frente de Gregory.

"Que horas voc chegou em casa ontem  noite?" perguntou ela. Gregory olhou para ela em silncio
por um momento e balanou para trs em sua cadeira. "Vamos ver ... nove horas, eu acho."

"Voc ouviu algo estranho fora?"

"Algo como o qu?" , respondeu ele.

"Lamento ou uivado,de um gata com dor."

"Aconteceu alguma coisa com Ella?" Beth perguntou.

"Algo correu atrs dela", Ivy disse-lhes. Will franziu o cenho. Seu velho e preocupado olhar case
convenceu Ivy.

"Rasparam o plo em uma linha e saiu um pouco de sangue em seu lado direito," Ivy continuou.
"Mas no havia nenhuma marca de mordida. Que tipo de animal teria feito algo assim? "ela
perguntou, olhando diretamente para Gregory.

"Eu no tenho nenhuma ideia", disse ele friamente.

"Voc sabe, Will?"

"No ... no. Ella est bem?" Ela ouviu o leve tremor em sua voz, e quase se atirou em cima dele.

"Ah, com certeza, ela est bem", disse Ivy, de p, jogando seu almoo semi acabado em um lixo nas
proximidades.

"Ella  uma resistente gatinha de rua."

"Assim como sua dona," Gregory disse, sorrindo. "Assim como ela."



Captulo 15


Ivy no conseguia parar de pensar sobre as rodas. Todos os dias ela desenhou crculos com eixos
neles ... em seu caderno de matemtica, em um teste de espanhol, e em um folheto em de histria.
Eles se tornavam tratores, flocos de neve, maanetas estranhas em uma porta. Mais tarde, no 'Tis the
season'', ela notou a cada item da loja que era redondo, coroas de natal, tubos de natao e uma
almofada de alfinetes com formato de rosquinha de chocolate.

Ivy tentou no pensar sobre o que estava acontecendo no Celentano's e estava feliz por Tristan no
responder ao seu chamado. Ela no tinha que dizer a ele sobre a chantagem na nota, ela raciocinou.
E no foi Tristan que confiou tolamente em Will.

Quando Ivy foi para casa naquela noite, Maggie e Andrew estavam fora, e Philip estava na sala da
famlia com Gregory assistir a um vdeo.

"Voc terminou a sua lio de casa?" Ivy pediu a seu irmo.

"Sim. Gregory a revisou."

Gregory, desempenhando o papel de bom e til irmo mais velho, sorriu para ela. Ivy devolveu o
sorriso, embora ela tremesse de medo de Philip estar crescendo com apego a ele. O que Gregory
faria, ela se perguntou, quando ele descobrir que eles estariam legalmente partilhando um pai? Para
Gregory, o dinheiro era status.  era assim que ele controlava as pessoas ao seu redor. Como ele
reagiria se descobrisse que ele e Philip estavam compartilhando a fortuna Baines?

"Fique mais um pouco", disse Gregory para ela, apontando casualmente para o assento ao lado dele.

"Obrigado, mas eu tenho coisas para fazer l em cima."

Ela encaminhou-se para a sala, mas Gregory levantou-se rapidamente e se colocou no caminho que
Ivy quis tomar. "Sua me deixou uma pilha de roupa suja fora de seu quarto", disse a ela. "Maggie
disse que esperava que voc tivesse uma chave. A porta do banheiro estava trancada tambm."

"Eu tenho uma chave".

Ele se inclinou para perto dela e baixou a voz. "Ela disse que espera que voc no estivesse usando
drogas l dentro." Sua boca torceu-se num sorriso.

"Tenho certeza que voc a colocou a par," Ivy respondeu.

Ele riu, e ela passou por ele.
No topo da escada, ela tirou a chave da sua bolsa. Quando ela abriu a porta do quarto, ela espera
que a cativa Ella saltasse para fora.

"Ella"? Ela entrou no quarto. "Ella"?

Ela viu uma protuberncia redonda sob o edredom em sua cama. Ivy jogou seus livros ao lado da
cama, em seguida, puxou a coberta. Ella estava encolhido em uma bola apertada.

Tocou a gata delicadamente, Ivy esfregou-a com um dedo em seu lugar favorito em torno de suas
orelhas, depois afagou-lhe, examinou o seu lado pelado. Os arranhes estavam comeando a
cicatrizar.

"Voc parece to assustada, Ella".

A gata comeou ficar lentamente em p e mancou at a borda da cama. Ivy rapidamente alcanado
por ela, pegando a pata que Ella no podia usar.

"Oh, meu Deus!" As almofadas rosas da sua pata estavam feriadas e listradas de sangue escuro.
Quando ela tocou, elas vertiam sangue vermelho fresco sob as cascas secas. Ivy pegou a gata nos
braos tremendo e se debruam sobre ela.

"Oh, Ella, me desculpe. Me desculpe." Ela colocou o rosto no pelo de Ella, lgrimas quentes
rolando. "Eu tranquei a porta. As duas portas eu nunca teria deixado voc se eu achasse que ele
pudesse entrar "

Como ele entrou? Ivy perguntou. Seu quarto tinha sido seu uma vez, ento talvez ele tivesse outra
chave. Esta noite ela ia dormir com mveis contra as portas.

"Amanh quando eu estiver na escola, vou mant-la no carro", ela prometeu a Ella.

Ela se levantou e fechou a porta do quarto, perguntando se Gregory tinha se escondido fora e
apreciando a cena. Aps limpar o p e do lado de Ella, Ivy afagou-a por um longo tempo. A gata
ronronou um pouco, lentamente, fechou os olhos.

Quando Ella estava dormindo, Ivy delicadamente deitou na cama. Assim que ela colocou a gata
para baixo, suas mos comearam a tremer novamente. Ela pegou uma cadeira e posicionou sob a
maaneta da porta do corredor. Depois de ter certeza de que era seguro, ela se despiu. Talvez um
longo banho quente pudesse acalm-la.

Ivy trancou a porta entre o banheiro e o quarto de Philip, em seguida, ligou o rdio do chuveiro e
abriu o jato de gua . Durante os dez primeiros minutos ela foi capaz de empurrar tudo para fora de
sua mente, menos a msica. Mas pensamentos atribulados mantida circulando na borda. O cordo
molhado com a chave pendurada esfregou contra seu pescoo. Ivy apertou os olhos fechados, mas
ela continuava a ver imagens de rodas e ao lado as palavras impressas, as palavras do bilhete de
chantagem.

Enfim, ela desligou o chuveiro e ficou parada pingando na banheira. Ela se perguntava se Tristan
perdeu a sensao da gua que corria por seu corpo. Ela perdeu o toque de Tristan. Ela tentou
recuper-lo, mas sua mente ficava pulando de volta para Will. Ela focou no rosto de Tristan, mas
sua mente lembrava como se sentiu quando Will segurou a mo dela no dia que voltou para a
estao de trem. Ela tentou se lembrar de como a mo de Tristan repousava sobre a dela, mas mais
uma vez sentiu o toque de Will quando ele chegou para tirar o barro de seus cabelos, quando ele
tinha colocado sua mo sobre a dela na hora do almoo para fazer olhar para ele.

Ivy postos de lado a cortina de chuveiro e saiu da banheira. Imediatamente sentiu os ps picados,
como se uma centena de pequenas agulhas tivessem sido espetadas neles. Ela caiu para trs
contra o banheira. Firmando-se, ela se sentou na beirada e cuidadosamente levantou o p para
examin-lo, cacos de vidro saam de seu p e brilharam no tapete banheiro.

A mente de Ivy correu, e ela balanou frente e para trs, segurando em seu tornozelo, apertando
com fora. Ento ela se acalmou e comeou a pegar o seu p, removeu tudo o que podia com as
mos. Depois enrolou o tapete do banheiro com vidro e colocou para o lado, ela verificou o cho,
depois pulou at o armrio para pegar um par de pinas. Nenhum dos vidros tinha ido
profundamente. Foi apenas o suficiente para causar dor, apenas o suficiente para agit-la. Ivy fez o
trabalhar com calma e metodicamente, em seguida, vestiu o roupo e levantou o p para olhar para
ele novamente. Era listrada, salpicada com gotas de sangue... assim como Ella.

De repente, Ivy se jogou no cho. Ela chamou os joelhos at o peito. "Tristan!" ela gritou. "Tristan,
por favor. Eu preciso de voc".

Ela comeou a soluar incontrolavelmente. "Tristan! No me deixe sozinha agora. Eu preciso de
voc! Onde voc est? Por favor, Tristan!"

Mas ele no veio. Em seus ltimos soluos Ivy se amoleu, os ombros se moviam ainda, e ela chorou
lenta e silenciosamente.

"Aa-hmm".

Era o som de algum limpando a garganta.

"Aa-hmm".

Ivy olhou para cima e viu uma nvoa roxa na frente do espelho de maquilhagem.

"Eu no sei onde ele est", disse Lacey, num tom vivo profissional. Depois o brilho roxo se
aproximava de Ivy.

Ivy tentou piscar atravs das lgrimas, mas elas continuavam vindo. Um papel foi arrancado da
caixa e pairava no ar  sua frente, esperando para ser pego.

"Obrigada Lacey ...".

"Voc parece terrvel quando chora", disse Lacey, e Ivy ouvido o prazer que ela teve nessa
observao.

Ivy balanou a cabea, enxugou os olhos, ento, assoou o nariz .

"Eu acho que voc parece muito bem", disse ela. "As estrelas de cinema sempre parecem."

"Mas eu nunca chorei."

"Oh".

"Nunca suspirei, nunca chorei", vangloriou-se Lacey. "Essa foi a minha regra."
"E voc a mantem?"

"Durante minha vida eu fiz", respondeu Lacey.

Ivy ouviu algo na voz de Lacey. Ela estendeu a mo, aceitar outro papel, ento, perguntou: "E
agora?"

"No  da sua conta", disse Lacey a ela. "Deixe-me ver seu p."

Ivy obedientemente levantou-o. Ela sentiu as pontas dos dedos delicadamente sondando ele.

"Di muito?"

"Est bem." Ivy baixou a p e levantou-se, colocando seu peso sobre ele lentamente. Doeu muito
mais do que queria admitir. "Na verdade, estou mais preocupada com de Ella. Sua pata foi cortada.
"Ivy disse a Lacey sobre a pele que tinha sido raspado de Ella e o seu prprio cabelo, que havia sido
cortado. "Por Gregory, tenho certeza."

"O que um cara esperto", comentou sarcasticamente Lacey. "Eu acho que voc tem a sua
mensagem. O que aconteceu com Ella vai acontecer com voc"

Ivy engoliu em seco e assentiu. "Procurou Tristan?"

"Na casa de Caroline, com Will, em seu tumulo no cemitrio e nada... Talvez esteja no escuro de
novo" Lacey suspirou, ento logo parou de fazer e tentou fingir que estava limpando a garganta
novamente.

"Voc est preocupada", disse Ivy, abrindo a porta e abrindo caminho para seu quarto.

"Sobre Tristan? Nunca." A nvoa roxa passou por Ivy e estendeu sobre as almofadas na parte de
cima de sua cama.

"Voc est preocupada. Eu posso ouvir em sua voz," Ivy insistiu.

"Estou preocupada que ele vai voar para algum lugar e eu vou ficar com seu trabalho", respondeu
Lacey.

Ivy sentou-se na cama, e Ella ergueu a cabea. "Foi bom que veio quando voc soube que eu
precisava de ajuda."

"Eu no vim por voc".

"Eu sei", disse Ivy.

"Voc sabe", Lacey zombou. O brilho prpura surgiu no travesseiro como o fantasma de um gata.
"E o que voc pensa que sabe?"

"Que voc se preocupa muito com Tristan", Ivy disse em voz alta. Que voc est apaixonada por
ele, ela pensou. "Que voc se importa tanto, que voc ajudaria algum que no pode ficar em p e
deseja que desaparea, apenas para fazer o melhor para ele."

Pela primeira vez Lacey no disse nada.
"Assim que eu ver Tristan de novo, vou dizer-lhe que voc veio quando eu chamei," acrescentou
Ivy.

"Oh, eu no preciso de ningum marcando pontos para mim", disse Lacey rapidamente.

Ivy encolheu os ombros. "Ok, no vou dizer a ele."

Lacey se aproximou da cama. Ivy viu a pata ferida de Ella ser levantada.

"Horrivel".

"Lacey..." - a voz de Ivy tremeu um pouco "Voc pode falar com os gatas? Voc pode explicar a Ella
que eu no sabia que Gregory tinha uma maneira de entrar? Poderia dizer-lhe que eu
nunca teria deixado se eu soubesse e que amanh eu ..."

"Quem voc acha que eu sou", Lacey interrompida, "Dr. Doolittle? Branca de Neve? Voc v
passarinhos pousados em minhas mos?"

"Eu no posso se quer ver suas mos," Ivy lembrou.

"Eu sou um anjo, e no posso falar mais gata do que voc pode."

Ella comeou a ronronar.

"Mas eu vou te dizer o que eu posso fazer", disse Lacey, em uma voz mais suave. "O que eu vou
fazer. Se ele funciona", acrescentou. " um tipo de experimento."

Ivy esperou pacientemente.

"Em primeiro lugar, deite-se", Lacey ordenou. "Relaxe. Relaxe! No, espere. Pegue uma vela."

Ivy levantou-se e procurou nas gavetas de sua mesa, pegou uma vela de natal antiga que Philip lhe
tinha dado.

"Onde voc quer que coloque?"

"Em algum lugar onde voc possa v-la", respondeu Lacey.

Ivy colocou em sua mesa de cabeceira e a acendeu. Ao mesmo tempo, ela viu Ella levantar como se
estivesse sendo estimulada. A gata mancou at a outra extremidade da cama.

"Agora deite com os ps junto com Ella", disse Lacey.

Ivy se estendeu sobre a cama como indicado, a luz do quarto se desligou.

"Olhe para a vela. Relaxe!" Lacey falou.

Ivy riu um pouco. Lacey no era exatamente um profissional em fazer algum se sentir confortvel.
Mas aps vrios minutos de olhar para a chama flamejante, Ivy comeou a relaxar.

"timo. No lute contra mim agora", disse Lacey em voz mais calma. "Mantenha seus olhos na
vela. Deixe seus pensamentos, sua mente, seu esprito flutuar em direo a ela, deixando seu corpo
para trs. Deixe-o comigo para que eu possa fazer o meu trabalho. "

Ivy via a chama, viu como ela se moldava em si. Imaginou-se como uma mariposa, voando em
direo ao fogo, circundando-o. Ento, ela sentiu o sola de seus ps cada vez mais quente. Ela se
sentiu como se uma mo em chamas foram envolvidas em torno de seus ps e ela lutou contra o
reflexo de se afastar. Olhe a vela, olhe a vela, ela disse a si mesma quando o calor se tornou mais e
mais intenso. Justamente quando ela pensou que no aguentava mais, a quentura diminuiu. Teve um
toque fresco e em seguida uma sensao de formigamento.

"Concludo".

A voz Lacey era to fraca que Ivy teve que se esforar para ouvir. Mesmo na escurido, Ivy mal
podia ver o brilho de Lacey agora. Ela sentou-se rapidamente.

"Voc est bem? "

Lacey no respondeu a pergunta.

"Acenda a luz", disse ela, com um fio de voz. Ivy levantou-se para faz-lo e, sem pensar, pisou com
fora em seu p machucado. No havia nenhuma dor, nem mesmo um formigamento. Ela acendeu a
luz, ento sentou-se rapidamente e levantou seu p. Seu p estava mais suave do que a palma da sua
mo, mais suave do que a sola de seu outro p, e sem um trao de os cortes. A pata de Ella tambm
foi curada.

"Sim! Oh, sim!" Lacey congratulou-se. "Lacey, voc  boa!" ela disse, mas sua voz ainda parecia
como uma mulher velha, e seu brilho roxo prximo ao cho.

"Lacey, o que aconteceu com voc?" Ivy perguntou. "Voc est bem?"

No houve resposta.

"Fale comigo", Ivy exigido.

"Estou cansada".

"Tristan", Ivy chamou baixinho do lado de fora, mas em voz alta no interior. "Por favor, venha.
Alguma coisa aconteceu com Lacey. Voc tem que ajud-la, Tristan. Anjos, ajudem Lacey! "

"S estou cansada", murmurou Lacey.

"Voc no deveria ter feito isso. Voc fez demais ", Ivy disse, assustada." Eu no sei como ajud-la.
Diga-me o que fazer. "

"V. Gregory est no quarto de Philip agora. V". Ivy no se mexeu.

"Pegue Ella", Lacey disse fracamente. "Deixe que ele a veja. Vai ser divertido."

"No. Eu no vou deixar voc assim."

"Eu disse v! Espero que faa valer o meu tempo."

"Anjo Teimoso", Ivy murmurou. Ela pegou Ella e relutantemente se encaminhou para a porta.
Quando passou por ela, ouviu Lacey diz baixinho: "Voc est bem, Ivy, voc est bem."

"O que voc disse?" Ivy voltou a dizer. Mas Lacey no repeti-lo. Levou Ella como um beb sobre
seu ombro, Ivy entrou no quarto de Philip. Quando Gregory a viu em p na porta, seus olhos
brilharam. Ele est esperando que eu vou gritar, como se eu fosse louca e o acusasse, Ivy pensou.
Ela sorriu para ele e viu-o olhar para baixo. Seu sorriso se ampliou quando ela botou
confortavelmente os ps descalos no cho e sem dor.

"Ella quer dizer boa noite", disse ela. Ella se debateu violentamente nos seus braos, querendo
chegar o mais longe possvel de Gregory.

Embora Ivy se sentisse mal com a restrio Ella, ela sabia, ela poderia marcar alguns pontos contra
Gregory, psicologicamente pontos que possam mant-la e a Ella seguras por um tempo. Ela
manteve propositadamente Ella do lado raspado. As feridas foram curadas, mas a pele ainda estava
suave. Sentada na cama de Philip, Ivy levantou os ps para cima prximo a Gregory para que ele
pudesse ver suas solas dos ps nus.

Ela o viu piscar, a perplexidade momentnea em seus olhos, e ento a mscara estava de volta no
lugar, a mscara de bom irmo mais velho que ele usava enquanto colocava Philip na cama. Claro,
ele poderia pensar em uma explicao para os ps ilesos: ela sabia que algo estava acontecendo, ela
tinha olhado antes de pisar no cho ao sair do chuveiro e evitou o vidro.

"Eu quero dar um abrao Ella", disse Philip.

Ele estendeu a mo para ela, mas Ivy sentiu a gata se contorcendo.

"O que h de errado com o gatinho?" Gregory perguntou.

"Eu no sei. Eu acho que ela quer brincar."

Gregory sorriu.

" isso, Ella?" Ivy perguntou. "Quer sentir a areia menina?" Ela virou o gata de costas, como se
fosse coar a barriga.

Foi quando Gregory viu, a pequena pata com a sua almofadas rosa e lisa como de um gatinho. Seus
olhos se moveram para os outros ps de Ella, como se ele achasse que tinha esquecido que tinha um
machucado. Ivy manteve o gata de costas, dando Gregory muito tempo para olhar as patas. Sua
respirao tornou-se superficial. A cor desapareceu do seu rosto.

"Eu quero lhe dar um abrao", disse Philip novamente.

"Nela e em mim no?" Ivy brincou, em seguida, colocou Ella em seu colo. O gata fugiu como um
tiro, correr de volta para o quarto de Ivy, rpido demais para um animal com um ferimento na pata,
muito rpido para algum observar a tira sem pelo do lado dela.

"Oh, bem", disse Ivy, inclinando-se para beijar Philip. "Boa noite, durma bem." Ela passou junto a
Gregory. "No se esqueam de rezar para os anjos."

No dia seguinte, Ivy colocou uma caixa de areia e uma pilha de cobertores em seu carro e levou Ella
para a escola com ela. Era evidente que as suas portas quartos estavam fechadas com chave.
Gregory tinha uma maneira de entrar. Talvez ele tivesse uma chave, ou talvez ele fosse bom em
arrombar fechaduras. Talvez houvesse uma outra maneira de sair para o sto, ela pensou, um
alapo que ele poderia subir atravs da sala de msica. Em qualquer caso, ela no podia sair de
casa e deixar Ella sozinha.

Ivy estacionou no fundo do estacionamento da escola, debaixo de um grupo de chores. As rvores
protegeriam o carro tanto sol quanto da chuva, ela imaginou, olhando para as nuvens se levantando
no ocidente. Ela baixou as janelas para dar a Ella um pouco de ar, mas no o suficiente para permitir
que algum destrave o carro.

" o melhor que posso fazer, gata," ela disse, e apressou-se a aula.

Ivy se encontrou com Beth no primeiro perodo, quando elas estavam indo para aula de Ingls.

"Teve mais sonhos?" Ivy perguntou.

"O mesmo, uma e outra vez. Se voc no descobrir isso logo, eu vou enlouquecer."

Ambas recuaram como as pessoas empurrado para entrar em sala de aula.

"Eu gostaria de poder falar com Tristan", disse Ivy. "Eu no consigo encontr-lo."

"Talvez ele esteja trabalhando com Will," Beth sugeriu.

Ivy balanou a cabea, certo de que Tristan no teria pedido a Will para ajudar, mas Beth
prosseguiu.

"Will que no estava na sala de aula esta manh."

"Ele no estava?" Ivy tentou abafar um novo medo que despertou nela. Por que ela deveria se
preocupar com Will? Ele sabia que tipo de pessoa Gregory era, e ele achava que podia cuidar dele.
Ele pensou que poderia tra-la, sem consequncias.

"Ele me ligou do trabalho na noite passada," Beth prosseguiu. "Ele deveria me ajudar com o meu
computador hoje, mas ele disse que ficou envolvido em algo e no conseguiria me encontrar. "

Oh, anjos, o vigiem, Ivy orou em silncio. Will tinha se metido em maiores problemas? Ele estava
trabalhando para Gregory agora, da mesma forma como Eric j esteve? Anjos, o protejam, ela orou
a pesar de si mesma.

"Senhoras", o Sr. McDivitt gritou para elas ", o resto de ns est fazendo Ingls. E vocs?"

Ivy passou a aula de Ingls, e cada aula que se seguiu, desenhando rodas de com eixos. E ela
sempre tentou alcanar Tristan. Cada hora do dia parecia estender-se, minuto a minuto, a hora
arrastou-se, de repente se passava, se moviam todas elas uma hora a mais prximo ao que Gregory
estava planejando. Ivy desejou puder subir na mesa e mover os ponteiros do relgio para frente,
colocando as coisas em movimento.

Rodas ... relgios, ela pensou. Relgios tinham marchas - rodas dentada - e relgios antigos, como
aquele que estava sobre a lareira da sala de jantar em casa, tinha a chave para abrir a caixa. Por que
no havia pensado nisso antes? No sonho de Beth as rodas giravam no mesmo sentido, ento Ivy
estendeu a mo e as empurrou em outra direo - enviar para trs no tempo, pensou ela, enviando
para o passado. No passado, Caroline viveu na casa da colina. Ela poderia ter escondido algo no
relgio da lareira h muito tempo.

Ivy olhou novamente para o relgio na parede da sala de aula. Haviam passado 25 minutos do
ltimo perodo do dia. Ela sabia que sua me iria pegar Philip na escola, e Gregory ainda devia estar
na classe. Esta era sua chance. Como as tarefas haviam sido designadas, ela pegou livros e foi para
a frente da sala. "Mrs. Carson", ela disse fracamente.

Ivy foi dispensada imediatamente e no fez a parada necessria na sala da enfermeira. Quinze
metros da porta da escola, ela correu para seu carro.

Uma chuva fria de outono haviam se mudado e havia bruma na cidade. Ivy dirigiu dois quarteires
antes de pensaracionar no seu limpadores do para-brisa. Seu p era rpida e desigual na embreagem,
e ela comeou e parou, impaciente com o trnsito nas ruas estreitas. Ella continuou tentando subir
em seu colo. "Espere a, gatinha!"

Quando ela finalmente chegou  calada de casa, ela correu para parte de cima, puxou o freio ao
estacionar e saiu do carro, deixando a porta aberta. No havia ningum em casa, pelo menos no
tinha carro de mais ningum l. Suas mos tremiam de excitao quando ela abriu a porta da casa e
desligou o sistema de alarme.

Ivy atravessou a cozinha e na sala de jantar. Em cima da lareira estava o relgio de mogno de dois
metros de altura com o seu lindo circulo com ponteiros e pndulo dourado atrs do vidro pintado.
Ela se lembrava bem: havia um buraco de fechadura na sua caixa. Ivy ergueu o cordo sobre a
cabea, em seguida, pegou a chave e a inseriu na fechadura. Ela virou-a levemente para a esquerda,
depois  direita. A traca fez um clic e ela abriu a porta do relgio.

Esperava ver algo imediatamente. No havia nada e por um momento ela no conseguia respirar.
No seja estpida, ela disse a si mesma. Algum tem dar corda no relgio, algum tem uma chave,
provavelmente Andrew, nada ai ser deixado  vista. Ela estendeu a mo cautelosamente e pegou o
pndulo em movimento, em seguida, enfiou a mo e tateou ao redor.

Ela precisa de um banquinho para alcanar todos os lugares at a mquina do relgio. Na ponta dos
ps, Ivy moveu os dedos lentamente a um lado da caixa de madeira. Sentiu uma borda, uma borda
do papel. Ela puxou-a suavemente no incio, com medo de rasg-la e deixar parte dela no relgio.
Tinha uma borda grossa dobrada, como a de um envelope. Ela puxou mais forte e ele ficou livre.

Ivy olhou para o envelope pardo antigo que ela segurava nas mos. Ento, ela pegou uma faca de
jantar da gaveta dos talheres e rapidamente abriu uma fenda.




Captulo 16



Dentro do envelope Ivy encontrou trs pginas. A primeira era uma nota manuscrita era apenas
decifrvel, mas Ivy reconheceu a assinatura no final: Caroline. Embaixo dela estava uma carta do
escritrio de Edward Ghent, MD o pai de eric, Ivy se deu conta com um sobre salto repentino. A
terceira pgina parecia uma fotocpia de um laudo tcnico de uma empresa chamada MediLabs.
Ivy pulou para a pequena carta do pai de Eric. No havia espaos entre as palavras estranhas e
diversas correes.

Querida Caroline,

O relatrio em anexo indica a situao que voc suspeitava. Como eu expliquei no escritrio, este
tipo de exame de sangue pode revelar, em certos casos onde no h correspondncia, que um
homem no  o pai.  evidente que Andrew no .

No  o pai de Gregory? Ivy se perguntou, em seguida, continuou.

Os testes no podem provar que Tom S.  o pai, s que ele  um candidato, mas entendo que isso
no  um problema para voc.

" Tom S., Tom S.," Ivy murmurou. Tom Stetson, pensou ela, o homem da festa, alto e magro e de
cabelos escuros, como Gregory, Tristan disse que ele  um professor na faculdade de Andrew, o
homem que deixou rosas sobre o tmulo de Caroline. Ela terminou a carta.

Se eu puder ser de algum auxlio adicional, deixe-me saber. Naturalmente, esta permanecer
confidencial.

O que significava, Ivy pensou, que ningum saberia quem era o pai de Gregory. Ningum, incluindo
Andrew? A resposta a essa pergunta pode estar guardada nos rabiscos da carta de Caroline. Ivy leu
at o final.

Andrew,

Eu estou deixando isso aqui para quando chegar a hora certa. No divrcio, seu filho, ficou do seu
lado, mentiu por voc, convenceu o juiz a deix-lo viver com voc - ou era com seu dinheiro que
ele queria viver? E ele  realmente seu filho?

Desculpe por isso.

Caroline

Assim, Andrew no sabia, pensou Ivy. E se Gregory sabe, ele no quer que ningum saiba. Ele
estava contando com o dinheiro Baines. Ivy perguntou o que aconteceria se Andrew descobrisse que
Gregory no era realmente seu filho. E o que aconteceria agora que Andrew tinha um outro filho,
com o qual estava num crescente carinho?

Talvez Caroline tinha adivinhado o que viria. Talvez ela percebeu que esta era a sua chance de se
vingar tanto de Andrew quanto de Gregory. Ivy poderia imagin-la insultando Gregory. Ela se
lembrou do dia em que ele veio da casa de sua me extremamente chateado, Ivy podia imaginar
Caroline ameaando dizer a todos.

Poderia ter Gregory silenciado ela, a matou por herana?

Estas cartas eram o suficiente para levar  polcia, o suficiente para dar incio a uma investigao
sria. Eric havia deixado para ela o que ela precisava. Anjos, ela rezou, deixem Eric descansar em
paz agora.

Ento ela olhou para o relgio. Ele mostrava 27 minutos antes das trs, mas ela tinha parado com a
mo, e pelo menos cinco minutos tinham se passado. Gregory estaria em casa em breve. Ivy moveu-
se rapidamente, iniciando a oscilao do pndulo, fechar e trancar da porta do relgio. Ela colocou a
chave no cordo em volta do pescoo e dobrou as trs folhas de papel, as colocando
cuidadosamente no envelope. Ento ela correu para a porta de traz.

Fora a neblina havia se tornado uma leve garoa. Ivy enfiou o envelope debaixo da camisa e correu
para seu carro. Ela se dirigiu para a delegacia, os braos midos arrepiados. Em uma luz vermelha
na cidade, Ivy remexeu em sua bolsa, em seguida, despejou tudo, tentando encontrar o carto com o
nome do detetive que investigava o seu assalto. "O tenente Patrick Donnelly," ela leu no carto, em
seguida, jogou lenos de papel e elastico de cabelo no banco de trs com as coisas da gata. Foi
quando Ivy lembrou.

"Ella", ela chamou, esperando que a gata estivesse sob os cobertores. "Ella!" No prximo semforo
Ivy se virou para trs e sentiu a colcha velha. No havia nenhuma bolinha quente. Ivy percebeu que
a gata tinha escapado quando ela deixou a porta do carro aberta. "Fique ao ar livre, Ella", Ivy
sussurrou. "Ele no pode encontra voc ai."

Quando ela chegou  delegacia, o sargento na mesa tomou o nome de Ivy, em seguida, informou-lhe
que o tenente estava fora. "Ele estar de volta a qualquer momento. A qualquer momento ", ele
repetiu, seus suaves olhos azuis olhando para ela enquanto ela rasgou as bordas do carto do
detetive." Existe algo que eu possa fazer por voc? "

"No." Ela rasgou o carto.

"Eu vou te encontrar algum para voc falar", ele ofereceu.

"No, vou esperar", Ivy insistiu. A histria era muito estranha e muito complicada contar para
algum.

Ela se sentou em um banco duro e ficou olhando para a sala de paredes cor de azeitona e triste
azulejos. Diretamente em frente a ela tinha um grande relgio. Ivy assistiu o passar dos ponteiro dos
minutos de um ponto preto ao seguinte, enquanto ela tentava pensar no que ela diria para o detetive.

Melhor deixar os anjos de fora, ela pensou. Seria difcil o suficiente para faz-lo levar a srio.

A porta da estao se abriu, e Ivy olhou esperanosa. Dois jovens oficiais se reportaram a seu
sargento na mesa, virando de costas para ela. Ivy levantou-se para perguntar se algum poderia
telefonar para o Tenente Donnelly.

"Esperava que Pat j estivesse de volta", o sargento estava dizendo baixinho com os outros oficiais
quando ela se aproximou. "Ele est falando com o garoto O'Leary."

O garoto O'Leary? Will?

Os policiais se viram de repente, e os olhos do sargento encontraram os dela. "Tem certeza que no
h nada que possamos ajud-la nesse meio tempo?"

"Voc pode dar isso ao Tenente Donnelly," Ivy disse, puxando o envelope de Caroline. Ela pediu
um envelope maior, em seguida, rabiscou sobre ele: "Eu tenho que falar o mais breve possvel. "Ela
escreveu seu nome, endereo e nmero de telefone, de seguida, fechou dentro do envelope de
Caroline. Entregou-o em silncio para o sargento na mesa e se apressou para fora. Quando ela
acelerou casa Ivy no conseguia parar de se preocupar tanto com Ella e quanto Philip.
Quando ela parou em frente da casa, ela s viu o carro de sua me na garagem. Bom, pensou, Philip
est seguro, e ela teria a chance de encontrar Ella antes de Gregory chegar. Ivy tomou uma rota
indireta para cima, passando pela sala de jantar para se certificar de que ela no tinha deixado para
trs nenhum sinal de sua busca. O tempo corria de forma constante, apesar de ter sido durante
vrios minutos parado.

Ivy correu at a escada central, dois degraus de cada vez. Ouvindo a sua me em seu quarto no
telefone, Ivy enfiou a cabea na porta e deu um aceno com a mo, em seguida, continuou para seu
quarto. A porta estava aberta, e Ella no estava  vista. No havia bolinha protuberante na cama,
ento Ivy olhou por baixo, pensando que depois de tudo o que tinha aconteceu, Ella poderia estar
escondida l. Ela no estava, mas Ivy notou que os sapatos e caixas debaixo da cama tinha sido
empurrados para um dos lados, formando um muro.

Ela examinou o muro, em seguida, empurou a colcha da sua cama. Talvez Gregory tinha feito isso
para encurralar Ella no dia em que ele cortou a sua pata. Talvez tivesse facilitado pegar Ella quando
raspou seu flanco. Mas l, como parte do muro, tinham os chinelos que Ivy tinha tirado esta manh.
Ela ergueu-se lentamente e viu que a porta de sua sala de msica do terceiro andar estava aberta. Ela
sempre a mantinha fechada.

"Ella", ela murmurou, o sentimento de medo era to forte que ela no podia falar em voz alta. Ela
no conseguia nem andar. Ela se arrastou at a porta e viu que a luz foi acesa no andar de cima.
Agarrando a moldura da porta, Ivy se puxou para cima, depois, lentamente, subiu as escadas. O que
ele fez com ela agora? Cortou um outra pata? Um pedao de sua orelha?

Quando Ivy chegou ao topo da escada, ela olhou imediatamente debaixo do piano, em seguida,
debaixo das cadeiras na sala. Finalmente, os seus olhos foram para a janela, a sombra nela.

"Ella! Oh, no! Ella!"

A gata pendia em uma corda, pendurada em um prego no teto baixo. Ivy puxou a corda, em seguida,
levantou Ella, mas seu corpo estava mole. Sua cabea pendia, pescoo pequeno quebrado. Ivy
gritou e gritou, apertando seu rosto contra o corpo de Ella, ainda mole, ainda quente. Seus dedos se
moviam ao redor das orelhas de Ella, tocando-lhe delicadamente, como se Ella apenas estivesse
dormindo.

"Ella", ela gemeu, ento comeou a gritar novamente. "Ele matou ela! Ele matou ela!"

"Ivy! O que h de errado?" sua me chamou.

Ivy lutou para obter o controle de si mesma. Seu corpo todo tremia. Ela se agarrou a Ella,
esfregando o rosto contra o pelo macio da gata. Ela no podia deix-la ir. "Ele a matou. Ele matou
ela!"

A me dela estava subindo as escadas.

"Gregory a matou, mame!"

"Ivy, acalme-se. O que voc disse?" Maggie perguntou quando ela chegou ao topo da escada.

"Ele matou Ella!" Ivy soltou a gata e ficou entre ela e sua me.

"O que voc est falando?" , perguntou a me.
Ivy se afastou.

"Oh, meu..." a mo da me foi at sua boca. "Ivy, o que voc fez?"

"O que eu fiz? Voc est me culpando? Voc ainda acha que estou louca, mame?  Gregory. Ele 
a pessoa por trs disso tudo."

A me olhou para ela como se estivesse falando outra lngua. "Eu vou chamar o conselheiro."

"Me, me escute."

Mas Ivy podia ver que sua me estava muito assustada com o que viu, muito medo de Ivy e do que
ela pensava que Ivy tinha feito, para escutar ou entender. Maggie pegou um pedao de papel
dobrado que havia sido deixado no banco do piano e dobrou mais e mais, sem olhar para ele.

Ivy o arracou das mos de sua me, abriu o bilhete e leu: ". Posso machucar as pessoas que voc
ama."

Ela estendeu o papel a sua me. "Olha! Voc no entende? Gregory est atrs de mim! Gregory a
matou apenas para me afetar."

A me de Ivy se afastou dela. "Mas Gregory est com Philip", disse ela, "e ..."

"Com o Philip? Onde?"

"Vou ligar para a Sra. Bryce. Ela saber o que fazer."

"Onde?" Ivy exigiu, sacudindo a me pelos ombros. "Diga-me onde ele levou Philip".

Sua me se afastou dela e se encolheu no canto. "No h nenhuma razo para ficar to chateado,
Ivy".

"Ele vai machuc-lo!"

"Gregory ama Philip", argumentou a me a partir do canto da sala. Ela estava se movendo para os
lados, indo em direo s escadas. "Vocs deve ter notado o quanto ele tem brincado com ele
ultimamente. "

"Tenho notado," Ivy disse.

"Ele prometeu a Philip que iriam buscar pregos da estrada de ferro antiga, hoje," sua me
continuou", e manteve sua promessa, mesmo com este tempo mido. Gregory  bom para Philip. 
por isso que eu disse a ele, ainda que Andrew no quisesse, eu disse a ele ontem que ele e Philip
logo seriam irmos completos. "

"Oh, no", disse Ivy, afundando de volta contra o seu som.

"Eu posso machucar as pessoas que voc ama" - ela ouviu as palavras claramente, como se Gregory
estivesse de p ao lado dela, sussurrando em seu ouvido. Ela olhou para a me e disse: "Voc sabe
onde eles foram procurar os pregos?"

Sua me estava retrocedendo lentamente os degraus. "At as pontes da estrada de ferro. Gregory
disse que podiam subir na velha ponte e pegar um monte de pregos para Philip. "Maggie parecia
aliviado por ter chegado ao fim da escada." Voc para baixo agora, Ivy. Deixe Ella sozinha. Eu vou
chamar o conselheiro. Venha para baixo agora, Ivy ".

Ivy comeou a descer os degraus, e sua me fugiu do quarto. Ivy esperou at que Maggie estava em
seu prprio quarto, chamando a Sr. Bryce, ento, ela percorreu o banheiro e quarto de Philip e
descer as escadas de volta.

"Tristan, onde est voc?" gritou ela, correndo para o carro. Ela enfiou as chaves na ignio.
"Tristan, onde est voc?"

Ivy arrancou, escorregando suas rodas, a porta batendo. Ela abriu e fechou novamente enquanto ela
j estava em alta velocidade no declive. To rpido quanto ela dirigiu, to perigosamente rpido ela
fez as curvas no asfalto molhado, ela sentiu como se ela nunca iria chegar l.

"Anjos", ela rezou, com lgrimas escorrendo pelo rosto ", no deixe que ele ... no o deixem".



Captulo 17


Assim que ele chegou ao topo da colina, Tristan sabia que Ivy no estava l. O carro dela no
estava. Maggie estava em p na beira da calada, segurando um telefone sem fio, parecendo
angustiada. "Eu no me importo que ele est em reunio, eu tenho que falar com ele."

O que aconteceu? Tristan se perguntou. Onde estava Ivy? Ele ainda estava muito grogue, como uma
pessoa que tinha dormido muito tempo um sono pesado. Quando ele tinha cau nesta ltima
escurido, ele sentiu como se uma fora muito maior do que ele, uma mais poderosa do que
qualquer outra que j tinha experimentado, forou-o a ficar na escurido sem sonhos.

" uma emergncia!" Maggie estava gritando ao telefone.

Diga-me, Maggie, diga-me o que aconteceu, Tristan pensou.

"Andrew. Oh, Andrew." Maggie fechou os olhos com alvio. " Ivy ... ela enlouqueceu. Ela fugiu."

Fugiu para onde?

Eu no sei o que aconteceu ali. Ela subiu as escadas e de repente, eu ouvi seus gritos, fui atrs dela,
at  sua sala de msica ela... Ela matou Ella"

O qu?

"Eu disse que ela matou Ella .... Sim, eu tenho certeza disso."

Gregory matou Ella, Tristan pensou.

"Eu no sei", Maggie gemeu. "Disse-lhe Gregory tinha levado Philip s pontes para coletar pregos
de trilho de trem."
Agora, a mente Tristan comeou a juntar as coisas. Pouco antes de Tristan car nas trevas, Gregory
tinha raspado o flanco de Ella. Tristan pensou que Gregory queria apenas deixar Ivy nervosa, mas
agora ele reconheceu que era um aviso. Gregory estava cercado cada vez mais perto.

"Eu pensei que tinha a acalmado, Andrew," Maggie disse. "Eu lhe disse quo bom Gregory era para
Philip. Eu pensei que estava cuidando dela direito. Depois fui ligar para o conselheiro, e ela correu
para fora. Ela saiu daqui como se estivesse louca. O que devo fazer? "

Tristan no esperou para ouvir mais nada. Ele correu em direo  ponte, tomando a rota que Ivy
teria tomado de carro. Ele estava totalmente acordado agora e se senti mais forte do que nunca. Sua
mente estava se movendo rapidamente. Gregory fez planos para matar Philip? Ele estava louco o
suficiente para pensar que poderia ir longe com um assassinato aps o outro?

Louco com um cachorro, Tristan pensou. E se isso era uma armadilha? E se fosse apenas uma
maneira de atrair Ivy s pontes da estrada de ferro?

Tristan alcanou ela sobre o sinuoso caminho que se seguiu ao rio. Ele andava ao lado dela no
carro, mas ela estava to focada em onde estava indo que ela no notou a sua luz dourada. Um
choque repentino de um buraco quebrou sua concentrao.

Buraco! Mais um deles. Cuidado. Tenho que chegar s pontes. Encontrar Philip, pensava Tristan,
at que ele seus pensamentos se assemelharam e ele entrou nela. "Sou eu".

"Tristan! Onde voc estava?"

"Na escurido", ele disse rapidamente. "Ivy, mais devagar. Oua-me. Pode ser uma armadilha."

"Isso foi o que voc disse sobre o Eric", lembrou ela e foi mais rpido. "Talvez se eu tivesse
chegado a Eric um pouco mais cedo..."

"No  assim que foi", ele interrompeu ela, "e voc sabe disso. Voc no poderia ter salvo Eric".

"Eu vou salvar Philip", disse ela. "Gregory no vai me tirar ningum mais de mim."

"Com o que voc est vai salv-lo? Uma arma? Uma faca? O que voc tem?"

Ele sentiu as crescentes dvidas em sua mente, o medo de gelar suas veias.

"Volte. V a polcia", pediu.

"Eu fui  estpida polcia!"

"Em seguida, tente Will", disse Tristan. "Ns vamos at Will".

"No se podemos confiar nele", ela respondeu rapidamente. "Voc disse isso."

"Eu estava com cimes, Ivy, e louco com a forma que ele tem guardar segredos. Mas ns
precisamos dele agora, e ele faria qualquer coisa por voc", Tristan argumentou.

Ele sentiu Ivy recuar. Ela estava escondendo alguma coisa dele. "O qu? O que  isso?"
I
vy balanou a cabea e no disse nada.
"Ele pode nos ajudar", Tristan persistiu.

"Eu no preciso de sua ajuda eu tenho voc, Tristan. Pelo menos eu achei que tinha", ela o desafiou.

"Voc sabe que voc faz, mas eu no consigo parar de balas".

"E Gregory no pode arriscar-las", Ivy disse com confiana. "Esse tem sido o seu problema o tempo
todo. Ele tem que fazer melhor do que isso,mais sorrateiramente do que isso. Existem demasiadas
mortes agora. Muitas pessoas prximas a ele tem morrido. Ele no pode escapar de um assassinato
que tem provas. "

Seu tom cheio de segurana, disse a Tristan que esta era uma batalha perdida. Ela tinha feito a sua
escolha.

"Eu estarei de volta por voc", disse ele.

"Tristan?" ela gritou.

Mas ele correu  frente dela e estava nas pontes quase que instantaneamente. O tempo piorou, a
garoa leve tornou-se uma chuva fria, a cortante chuva que varria ambos os lados do rio. Uma nvoa
subia da gua aquecida que corria por baixo das pontes. Tristan viu o nevoeiro e ainda assim ele
podia ver claramente as pontes paralelas que este cobria. Gregory e Philip no estavam a vista.
Ento Tristan ouviu vozes rio acima. Eles estavam indo para o norte, na direo oposta de onde Eric
tinha morrido, onde no haviam caminhos fceis para andar. Sentia-se como uma guia, tendo como
alvo os dois exatamente, em seguida, caindo ao lado deles. Alguma coisa tinha mudado nele desde a
ltima profunda escurido. Suas prprias habilidades o surpreenderam.

Gregory estava com Philip na frente de um barraco minsculo que estava bem camuflado por
arbustos e trepadeiras. Ele empurrou a porta de madeira, e Philip entrou no prdio caindo aos
pedaos, sem hesitao.

"Ns vamos ser como os caadores de verdade", Gregory estava dizendo para Philip. "Eu sei onde
h uma pilha de madeira. Posso retirar algumas partes secas e fazer uma fogueira."

Tristan ouviu, tentando descobrir o plano de Gregory. Ser que ele colocaria fogo no barraco com
Philip dentro? No, Ivy estava certa: era muito bvio e Gregory tinha que ter muito cuidado agora.
Alm disso, Maggie sabia que Philip estava com ele.

Philip colocou no cho os pregos de ferro. "Eu vou ajudar. Os pregos estaro seguros aqui."

Gregory balanou a cabea. "No,  melhor voc ficar e guardar o nosso tesouro. Vou pegar a
madeira e estar de volta em poucos minutos."

"Espere", disse Philip. "Eu posso colocar um feitio sobre o nosso tesouro. Ento ningum ser
capaz de lev-los e..."

"No", Gregory interrompeu.

"Mas eu quero ajudar."

"Eu vou te dizer como voc pode me ajudar", disse Gregory muito rapidamente. "Empresta-me o
seu casaco."
O menino franziu a testa.

"Vamos, d para mim!" Gregory exigiu, incapaz de esconder sua impacincia.

Em resposta mandbula de Philip tomou um aspecto duro e teimoso. Seus olhos se estreitaram
suspeitosamente.

"Eu preciso carregar a madeira", explicou Gregory numa voz gentil. "Ento ns vamos conseguir
um bom fogo e ficar quente e seco."

Relutantemente Philip tirou o casaco vermelho. Ento, de repente, seus olhos se arregalaram.
Tristan supos que ele tinha sido descoberto.

"O qu? O que voc est olhando?" Gregory perguntou, girando ao redor.

Tristan rapidamente saiu pela porta para que o menino no podesse ver sua luz trmula, esperando
que Philip entendesse a mensagem silenciosa.

Philip o fez. "Nada", disse ele.

Houve um longo silncio, em seguida, Gregory foi at a porta e olhou para fora, mas ele no
percebeu Tristan.

"Eu pensei que vi uma aranha grande," Tristan ouviu Philip dizer.

"A aranha no vai machuc-lo", disse Gregory.

"A tarntula machucaria," Philip respondeu teimosamente.

"Ok, ok", disse Gregory, com a voz rouca de irritao. "Mas no  uma delas. Fique e guarde o
nosso tesouro. Eu volto logo".

Assim que ele saiu do barraco, Gregory fechou a porta e examinou os arbustos e rvores dos
arredores. Ciente de que ele no estava sendo observado, ele tirou um cadeado do bolso, colocou-o
sobre o enferrujado trinco e, silenciosamente, trancou Philip dentro.

"Lacey, Lacey, eu preciso de sua ajuda. Philip precisa de sua ajuda", Tristan chamou-a, em seguida,
atravessou as paredes do barraco.

Philip saudou com um sorriso brilhante. "Como  que voc est aqui? Por que  que voc estava se
escondendo?"

Tristan permaneceu onde estava e esperou o menino vir at ele, ento ele caminhou at a porta.
Assim como ele esperava, Philip o seguiu. Tristan meteu a mo no trinco, sabendo que o garoto iria
ver a trava brilhando. Philip imediatamente estendeu a mo e sacudiu o punho.

"Eu no posso abri-lo", disse Philip.

Correspondendo a esse pensamento, Tristan deslizou para dentro dele. "Voc no consegue porque
h um cadeado do lado de fora da porta. Gregory o colocou."

Philip pegou a trava de novo. Como se ele no podesse acreditar, ele ficou sacudindo e puxando.
"Pare. Est bloqueado. Philip, pare e oua-me."

Mas o menino comeou a bater na porta com os punhos.

"Philip"

Ele comeou a chutar a porta. Cada vez mais desesperado, jogou seu corpo contra ela uma e outra
vez.

"Pare! No vai funcionar. E voc pode precisar de sua fora para outras coisas."

"O que est acontecendo?" Philip reclamou. Ele estava respirando rpido, a boca aberta, os olhos
olhando ao redor do barraco. "Por que ele me trancou na casa?

"Eu no tenho certeza", disse Tristan honestamente. "Mas aqui est o que eu quero que voc faa.
Vou ter que deixar voc, Philip, s por enquanto. Se Gregory volta antes de eu o faa e deixe-o e
corra para a estrada. V para a estrada o mais rpido possvel e tente obter a ateno de algum de
carro. No volte a ficar no carro com ele, ok? No v a lugar nenhum com ele. "

"Eu estou assustado, Tristan."

"Vai dar tudo certo", Tristan garantiu-lhe, contente que Philip no poderia sondar sua mente e saber
o quanto ele prprio temia. "Eu chamei Lacey".

"Eu chamei Lacey," uma voz zombou. "E para sua sorte ela no tinha algo melhor para fazer."

O rosto de Philip se iluminou quando viu a nvoa roxa de Lacey.

"Que tipo de baguna que vocs dois se meteram?" , perguntou ela.

Tristan ignorou a pergunta. "Eu tenho que sair. Vai ficar tudo bem agora, Philip", disse ele,
deslizando fora dele.

"No to rpido", falou Lacey silenciosamente para Tristan , Philip no podia ouvir. "O que est
acontecendo?"

"Eu no tenho certeza. Eu acho que  uma armadilha. Eu tenho que achar Will", ele respondeu
rapidamente, movendo-se para as paredes barraco. "Ivy precisa de ajuda."

"E quando no precisa?" Lacey respondeu, mas Tristan j estava em seu caminho.
Captulo 18



Ivy dirigiu em direo  ponte dupla, segurando o volante, inclinando-se, esforando-se para ver.
Ela acendeu as luzes, mas a nvoa a absorvia parecendo fantasmas plidos. A chuva e o incio das
folhas cadas, faziam a estrada escorregadia e na curva na estrada os pneus perderam a aderncia 
estrada. Derrapando lateralmente, o carro deslizou todo o caminho para a pista contrria. Sem
pestanejar, ela puxou-o de volta no caminho.

O rio, floresta, e a estrada se estendiam por quilmetros e quilmetros. Se Philip e Gregory no
estavam na ponte, seria difcil a busca por eles. Ivy queria chamar Tristan de volta, mas ele no quis
vir, ele simplesmente no entendia. O tempo estava piorando, e no havia tempo para avisar a
polcia.

Tristan estava certo,  claro. Ela no tinha arma, a menos que ela podia contar com o prego
enferrujado que sacudia em seu porta-copos. Mas ela tinha uma ameaa: ela tinha deixado a
informao com a polcia. E se Gregory ferir Philip, ele teria muito mais o que explicar.

Ivy repente apertou o freio e puxou o volante ao redor, quase perdendo o rumo indo para a clareira.
Os faris fizeram um arco de luz contra as rvores. Seu corao comeou a bater em seu peito. Em
frente estava o carro de Gregory. Eles no poderiam ter ido longe a p, disse a si mesma.

Ivy estacionou o carro de frente para a estrada e deixou a porta da frente aberta, mas desta vez por
uma razo. Se ela e Philip fossem alcanados, ela o empurraria pela porta aberta, ia atrs dele e
deixaria Gregory fora. Agora, ela procurou apressadamente pelo terreno para uma pedra. Encontrou
uma, ela inclinou o pneu traseiro do carro de Gregory e usou a pedra para cravar o prego
enferrujado na borracha.

Ivy correu por entre as rvores, pulando em cima da linha frrea. Em ambos os lados dela tinham
tneis de mata fechada, frondosa e mida. Ela correu ao longo dos trilhos e de repente o tnel verde
se abriu e ela viu as pontes paralelas pendurada diante dela como se estivesse suspensa no ar.

A nvoa subindo do rio escondia os seus apoios de hastes longas e s o som de gua correndo
mostrava o rio correndo rpido debaixo delas. Sees da pontes continuamente desapareciam e
reapareciam atravs de fragmento de nuvens pela estrutura como lenos transparentes, ento
apareciam. Com a chuva e a neblina, era impossvel ver onde a velha ponte se rompia
abruptamente.

O tempo estava tornando mais fcil para Gregory, Ivy pensou. Tudo que ele precisa fazer  atrair
Philip para a ponte com ele e ento dar-lhe um empurro inesperado. Na mente distorcida de
Gregory, seria mais um "acidente"?

Ivy centrou-se na velha via, onde ela supunha que Gregory recolheria pregos para Philip. Ela
apertou os olhos at doerem, em seguida, olhou para a nova ponte. A nvoa rodopiava e ento ela
viu um claro vermelho. To rapidamente, as nuvens o cobriram novamente. Em seguida, o
vermelho acenou para ela mais uma vez da nova ponte, o vermelho brilhante do casaco de Philip.

"Philip!" ela gritou. "Philip!"

Ela comeou a correr pela pista da nova ponte. "Fique onde est", ela gritou, com medo de que, se
ele corresse at ela tropearia e cairia. Mas quando ela chagou mais perto percebeu que era apenas
uma jaqueta deitada na pista. Ivy corao afundou, mas ela continuou, temendo o pior ainda a
necessidade de encontrar alguma pista que pudesse sobre seu irmo.

O casaco estava encharcado pela chuva, mas no havia rasgos, s respingos de lama nos punhos e-
nenhum sinal de luta. Por um momento ela ficou esperanosa. Claro que no tinha que ser uma luta,
Ivy pensou. Philip poderia ter sido enganado para tirar a jaqueta, como parte de um jogo, em
seguida, rapidamente empurrado. Ela pegou o casaco e segurou nos braos perto dela, como ela
havia feito com Ella.

"Encontrou algo?"

Ela se virou, quase perdendo o equilbrio.

"Ol, Ivy", disse Gregory. Na neblina, ele parecia uma sombra cinzenta, um anjo negro empoleirado
a dez passos longe dela. "A caando pregos?"

"Estou  procura de meu irmo."

"No esta aqui", disse ele.

"O que voc fez com ele?" Ivy exigiu.

Ele sorriu e deu vrios passos em sua direo. Ivy deu vrios passos para trs, ainda segurando a
jaqueta.

"Medo, medo, medo," Gregory cantou baixinho. "Quem quer jogar medo, medo, medo?"

Ivy olhou na direo da margem oposta,  espera de ver um trem, como no pesadelo de Philip,
ansioso para engolir ela.

Voltou-se para Gregory. "O que voc fez com ele?" ela perguntou de novo, mantendo sua voz baixa,
lutando para manter baixo o medo histrico que estava nascendo dentro dela.

Gregory riu baixinho. "Medo, medo, medo", disse ele, em seguida, deu alguns passos para trs.

Ivy mudou-se com ele, ela ira superar seu medo. "Voc matou Eric, no ?" disse ela. "Voc estava
com medo do que ele me diria. No foi uma overdose acidental. "

Gregory deu outro passo para tras novamente. Ela o imitava passo a passo.

"Voc matou seu melhor amigo", disse ela. "E a menina em Ridgefield, depois que voc me atacou
em casa, voc a matou para encobrir. E Caroline. Isso  como tudo comeou. Voc matou sua
prpria me. "

Passo a passo ela se mudou com ele, perguntando que tipo de jogo que ele estava brincando. Era um
trem vindo? Era isso que ela ouvia ao longe?

Gregory de repente inverteu sua direo, se movendo em direo a ela. Ivy retrocedeu. Eram dois
bailarinos em uma corda bamba.

"Tristan tambm", Ivy gritou para ele. "Voc matou Tristan!"
"E tudo por causa de voc", disse ele. Sua voz era to suave e misteriosa como as formas torcidas
da neblina. "Voc deveria morrer, no Tristan. Voc deveria morrer, no a menina em Ridgefield"

Um apito de trem soou e Ivy se virou.

Gregory explodiu em gargalhadas. "Melhor fazer suas oraes, Ivy. Ouvi contos sobre Tristan se
tornar um anjo, mas ningum viu Eric cintilante. Eu espero que voc tenha sido uma boa menina ".

O apito do trem soou outra vez, mais agudo, mais perto. Ivy perguntou se ela poderia chegar a outra
margem a tempo. Ela podia ouvir o trem, atravessando as rvores agora, perto, j muito perto do rio.

Gregory estava caminhando firmemente para trs e Ivy adivinhou o seu plano. Ele a manteria na
ponte entre ele e o trem. A garota parecia ser louca o suficiente para se jogar na frente de um trem,
j que parece ter tentado uma vez.

Quando Gregory se movia para trs, Ivy ia com ele. "Voc tem coisas erradas", disse ela. "Foi tudo
por causa de voc, Gregory. Voc estava com medo de ser descoberto. Voc estava com medo de ser
deixado de fora. Seu verdadeiro pai nunca poderia dar-lhe tanto dinheiro quanto Andrew tem. "

A boca de Gregory abriu um pouco e ele olhou para ela. Ela o havia apanhado de surpresa. Eles no
estavam longe da margem agora e ele recuou, hesitante. Ivy avanou na direo dele. Se ele
tropeasse, ela teria uma chance.

"Voc no achava que eu sabia da histria toda, no , Gregory? O engraado  que no dia em que
voc matou sua me eu nunca te vi. Nunca vi o atravs dos reflexes sobre o vidro. Se voc tivesse
me deixado em paz, eu nunca teria imaginado que era voc. "

Ela viu seu rosto ficar obscuro. Ele cerrou os punhos.

"V em frente", Ivy desafiou ele. "Venha me busca. Me empurre nos trilhos, mas ser mais um
assassinato em sua cabea."

Ela olhou para baixo. Trs metros mais, trs metros mais e ela teria uma chance, mesmo que ela
casse.

"Caroline deu uma chave para Eric", Ivy continuou, "e Eric deixou para mim. Encontrei alguns
papis no relgio de Andrew".

Dois metros e meio mais.

"Algumas cartas bem interessantes de sua me", disse a ele.

Dois metros.

"E um relatrio de um mdico tambm."

Um metro e meio.

"Os levei para a polcia uma hora atrs", disse Ivy.

Meio metro. Gregory ficou parado. Ele ficou absolutamente imvel. Ivy ficou tambm. Ento, sem
aviso, ele saltou at ela.
Tristan chegou na casa de Will, bem quando um carro escuro saia da casa. Com sua viso aguada,
ele viu o homem no interior do veiculo. Ele se perguntou por que o detetive que tinha investigado
assalto de Ivy estava visitando Will.

Will ficou sozinho na varanda, to profundo em pensamentos que Tristan no conseguia encontrar
uma maneira fcil de deslizar para dentro. Ele viu um lpis no bolso de Will e puxou-o para fora,
mas ele no percebeu. Tristan bateu o lpis contra um poste de madeira e escreveu seu nome com os
dedos materializados, sublinhando duas vezes, surpreendido com a nova fora que sentia em suas
mos.

"Tristan!" Will disse, e Tristan entrou.

Ele no perdeu tempo. "Ivy precisa de ajuda. Ela foi para as pontes, acha que Gregory levou Philip
l.  uma armadilha."

"Tenho que pegar as minhas chaves," Will respondeu mentalmente, e correu para dentro.

"No!"

Will parou e olhou em volta, confuso.

"Basta correr. Corra!" Tristan insistiu.

"Todo o caminho para as pontes?" Will argumentou. "Ns nunca vamos chegar a tempo."

"Eu vou te levar", disse Tristan. "Ns podemos fazer isso mais rpido fora da estrada, fora do
trfego." Ele sabia o quo louco soou, assim como ele sabia de alguma forma, era verdade.
A ultima escurido tinha-lhe dado mais fora do que jamais teve, poderes que ele ainda no tinha
testado.

"Confie em mim", disse Tristan. "Pelo amor de Ivy, confie em mim", suplicou ele, embora nunca
tivesse confiado completamente em Will.

Will saiu e eles se moveram como um s. Tristan podia sentir o espanto e medo de Will. O que est
acontecendo com Ivy? O que estava acontecendo com seu prprio corpo, tomado por Tristan? O que
as pessoas viam?

"Eu no acho que possam nos ver", disse Tristan. "Mas eu no sei muito mais do que voc."

Eles estavam na estrada sinuosa agora. Enquanto eles se moviam vozes estranhas levantaram-se 
sua volta. Estavam as vozes dentro de sua cabea? Tristan se perguntou. Ou era a mente de Will se
rebelando? Talvez fossem vozes humanas pressionadas juntas, de forma que o espao parecia estar
comprimido, enquanto eles correram pela paisagem.

As vozes murmuravam a principio e pareciam indistintas, mas agora estavam mais altas e mais
claras, tagarelice barulhenta e vozes cantando claramente, vozes escuras ameaadoras e vozes altas
sobrepondo-se a todas as outras.

"O que  isso?" Will gritou, cobrindo as orelhas com as mos. "O que estou ouvindo?"

"Eu no sei."
"O que  isso? Eu no aguento isso!" Will disse, balanando a cabea como se ele pudesse sacudir
as vozes de dentro dela.

Tristan estava experimentando mais que as vozes. Ele estava vendo coisas que nunca tinha visto
antes, como animais assustados escondidos atrs de rvores, pedras irregulares, mesmo que
estivessem totalmente cobertas por folhas, razes profundamente enterradas no solo.

Eles estavam na clareira agora e ele via as trilhas por trs da mida cortina de rvores. Enquanto
eles corriam para as pontes, as fortes vozes ficavam mais altas e mais intensas, as fracas estavam
profundas e furiosas.

"Demnios", disse Will, tremendo, como viessem de cima das pontes. "So demnios que
ouvimos."

Assim como Gregory saltou at ela, Ivy virou e correu. No havia como passar por ele sobre a ponte
estreita. Quando ela comeou a correr viu o farol do trem, como um pequeno sol iluminando o
nevoeiro, correndo por entre as rvores perto da ponte. Ela no poderia passar para o outro lado a
tempo, ela no poderia vencer o trem. Mas no havia como voltar atrs. Ela tinha a jaqueta
vermelha brilhante de Philip. Se ela acenasse, o maquinista poderia v-la.

Gregory estava perto dela. O apito soou novamente e Gregory riu. Ele estava a poucos metros atrs
dela, rindo e rindo, como se estivessem brincando no parque. Ele era louco! Ele no se importava,
ele ia morrer com ela, contanto que ele podesse mat-la. Cada passo que ele dava, ela podia v-lo
pelo canto do olho. Em desespero, Ivy jogou jaqueta de Philip na via atrs dela. Que voou e se
entrelaou nas pernas de Gregory. Gregory tropeou. Ela olhou para trs e o viu cair de joelhos.

Ivy continuou. Ela podia ouvir o grande barulho do trem e correu to rpido quanto pode. Se ela
colocasse uma distncia suficiente entre si e Gregory, ela poderia tentar encontrar um lugar para se
agarrar e de alguma mantenha colocar seus dedos por baixo da pista e se pendurar.

"Anjos, me ajude!" rezou. "Oh, anjos, vocs esto a por mim? Tristan! Onde voc est?"

"Aqui, Ivy! Ivy, aqui!"

Havia vozes ao redor dela, chamando seu nome. Ela reduziu a velocidade. Seriam elas apenas ecos
em sua cabea, o som do vento sendo destorcido por sua mente com medo? Ento ela viu que
Gregory tinha parado, tambm, ouvindo por um momento, o rosto brilhando de suor, os olhos
arregalados, suas ris acinzentas cercadas de branco.

Ento Ivy ouviu uma voz clara. "Ivy".

Ela o reconheceu. "Will!" ela exclamou.

Ele estava correndo na via contraria, chamando por ela. As outras vozes subiam atrs dele, e um
medo obscuro percorreu ela.  um truque, pensou Ivy.  tudo parte do plano de Gregory.

Gregory comeou correr atrs dela e Ivy se apressou.

Will estava correndo numa velocidade incrvel ao longo da ponte paralela. Ele tinha alcanado ela e
estava trs passos  frente dela quando ele chegou ao final da ponte velha.

"Ivy!" ele gritou. "Ivy, aqui! Salta!"
Ela olhou para ele atravs da abertura de dois metro. Ao redor vozes chamavam e vibravam, as
vozes soavam alto em seus ouvidos e faziam sua cabea sentir-se leve, as vozes baixas a puxavam
para baixo com desespero.

"Salta!" ele gritou, esticando suas mos na direo dela.

Mesmo que ele a pegasse, no havia nada impadisse de cair para o lado com ela. Ela mataria ambos.

"Ivy, salta!" Parecia a voz de Tristan.

"Ivy, salta. Ivy, salta", disse Gregory zombando. Ele havia parado de correr. Ele estava caminhando
para trs, na via, agora, olhando para ela e olhando a clareira onde o trem iria aparecer a qualquer
momento, o rosto corado e um filete de sangue saindo de sua nariz. Seus olhos brilhavam, insanos e
triunfantes.

"Tristan!" Ivy chamou.

"Ele est aqui," Will disse. "Ele vai nos ajudar."

Mas ela no sentia Tristan dentro dela e ela no via brilhando dentro de Will.

"Onde?" ela gritou. "Onde?"

"Onde, onde?" as vozes profundas zombaram. O trem trovejou sobre a ponte.

"Tristan, onde est voc?" Ivy gritou.

"Estenda a mo para ela, Will. Estenda a mo para ela!"

Will estendeu a mo e Ivy saltou. Por um momento, um arco de ouro brilhava entre as duas pontes,
segurando Ivy e Will. Em seguida, eles caram no antigo trilho, agarrando-se desesperadamente 
borda para no rolar para fora.

O trem correu ao longo da nova ponte e Gregory comeou a correr para a margem oposta. Ivy e
Will levantaram e gritaram para o trem at que suas gargantas queimassem. Suas vozes foram
abafadas por uma onda crescente de tagarelar obscuro, um sinistro rumor de vozes to profundas
que pareciam vir de baixo tudo o que vive.

Ivy e Will observavam impotentes, enquanto o trem se abateu sobre Gregory. Ele nunca faria isso.
Ele tem que tentar saltar para a ponte velha. As vozes comearam a guinchar. Ivy segurou suas
mos sobre suas orelhas e Will agarrou-a firmemente. Ele tentou virar a cabea, mas ela ficava
olhando.

Gregory saltou, esticando-se, atirou seus braos a frente, os dedos estendidos. Por um momento ele
se esticou como um anjo, ento, ele mergulhou na nvoa abaixo.

O trem passou correndo por ele, nunca abrandando. Ivy pressionou o rosto contra Will. Eles
seguraram um no outro, mal respirando. O tumulto de vozes murmuraram e cessaram.

"Medo, medo,medo" cantou uma voz triste. "Quem tem medo, medo, medo?"

Ento, tudo ficou em silncio.
Captulo 19



"Uma caixa de lenos", disse Suzanne na noite de sbado. "Sirvam-se, meninas. Uma forma de
brownies".

"Por que voc est pondo os lenos para ns e os brownies para voc?" Ivy perguntou. Ela, Suzanne
e Beth estavam espalhadas pelo cho no meio de seu quarto.

Beth rapidamente puxou os brownies mais perto de seu saco de dormir. "No se preocupe", disse ela
a Ivy, "Eu tenho a faca".

"Suzanne vai usar as unhas", Ivy respondeu. "Mantenha a forma entre ns."

"Agora, s um minuto", disse Suzanne, franzindo os lbios. Eles estavam mais plidos que sua cor
vermelha chamativa habitual. "Nos ltimos quatro dias eu fui atenciosa, carinhosa, educada... "

"E isso realmente est me cansando", disse Ivy. "Eu sinto falta da antiga Suzanne... Eu tenho
sentido saudades dela por mais de quatro dias ", acrescentou ela em voz baixa.

O beicinho no rosto de Suzanne mudou e Ivy rapidamente estendeu a mo para tocar a mo da
amiga.

"Uh-oh, tempo de lencinhos", disse Beth.

Cada uma delas pegou um.

"Eu chorei muito rmel nos ltimos quatro dias," Suzanne reclamou.

"Vamos atacar os brownies", Ivy sugeriu, pegando a faca de Beth e cortou trs pedaos grandes.

Beth passou um dedo ao longo do interior da forma, pegando as migalhas grandes, bem como o seu
brownie, ento sorriu para Suzanne. "Faz muito tempo que eu fui para uma festa do pijama ".

"Eu tambm", disse Ivy.

"Quanto tempo se passou desde que voc teve uma boa noite de sono?" Suzanne perguntou a Ivy,
com os olhos ainda lacrimejantes.

Ivy aproximou-se de sua amiga e colocou o brao ao redor dela. "Eu te disse, eu dormi toda noite
passada."

As outras noites foram mais difceis para Ivy, mas ela no teve mais pesadelos. s vezes, estranho
durante a noite ela acordava e olhava ao redor do quarto, como se seu corpo, estivesse estado em
alerta por muito tempo, ainda estava condicionado a verificar se estava tudo bem. Mas o medo que
ela tinha vivido de dia e a noite foi embora agora e com ele os sonhos.

Os policiais chegaram as pontes quase imediatamente na tera-feira, o tenente Donnelly
respondendo a nota de Ivy e uma chamada de emergncia de Andrew pedido ajuda. Eles
descobriram Gregory sobre as rochas no rio abaixo e declaram morto no local. Um pouco mais
tarde, Philip foi libertado do barraco.

"Como Philip est levando?" Beth perguntou.

"Ele parece bem", Suzanne observou.

"Philip v o mundo como um menino de nove anos de idade faz", Ivy disse-lhes. "Se ele pode
explicar as coisas com uma histria, ele est bem. Ele fez Gregory como um anjo mau e ele acredita
que os anjos bons sempre o protegeram do mal, ento ele est bem, por enquanto ".

Mas Ivy sabia que mais cedo ou mais tarde seu irmo estaria fazendo um monte de perguntas
difceis sobre como algum poderia ser amvel com ele e ainda assim quer mago-lo.

Ele pergunria novamente para todos os detalhes.

At o momento em que Ivy e Andrew deixaram a delegacia na tera  noite, os fatos do caso haviam
sido esboados. O tenente disse que a polcia informaria a famlia da menina em Ridgefield, bem
como a de Eric e os pais de Tristan, em relao a uma investigao mais aprofundada do caso.

Mais tarde, naquela noite, o Reverendo Carruthers, o pai de Tristan, veio na casa. Ele ficou com Ivy
e sua famlia por vrias horas e permaneceu por perto at que o servio memorial, trs dias depois,
que ele presidiu. Agora que tudo acabou, os dois, Andrew e Maggie parecia frgeis e desgastados,
Ivy pensou, angustiados.

"Claro que eles esto", disse Beth, como se ela tivesse lido a mente de Ivy. "Eles viram um lado de
Gregory, que nunca souberam e  horrvel. Eles esto apenas comeando a entender o que voc
passou. Vai demorar um longo tempo. "

"Vai demorar um longo tempo para todos ns", disse Suzanne, as lgrimas. Ento ela pegou a faca
de cozinha. "Voc acha que tem lenos e brownies o bastante?"

H algo diferente com ela esta noite, Tristan pensou enquanto olhava para Lacey no noite de
sbado. Encontrou-a onde tinha a conhecido, descansando em seu tmulo, um joelho para cima, a
outra perna esticada na frente dela. Seu cabelo espetado roxo capturava o luar e sua pele parecia
plida como o mrmore que ela estava encostada. Suas unhas compridas brilhavam roxo escuro.
Mas havia algo diferente sobre ela.

No rosto de Lacey, Tristan viu uma melancolia que o fez hesitar antes de falar com ela, algum toque
de tristeza que era novo para ela ou que ela normalmente mantinha bem escondida.

"Lacey".

Ela olhou para Tristan e piscou duas vezes.

"O que est acontecendo?" disse ele, sentando ao lado dela.

Ela olhou para ele e no disse nada.

"O que voc estava pensando agora a pouco?" ele perguntou suavemente.

Lacey rapidamente olhou para suas mos, tocando a ponta de cada dedo, franzindo a testa. Quando
ela olhou para cima novamente, ela olhou como se ela estivesse olhando diretamente atravs dele.
Se sentiu desconfortvel. "Tem algo em mente?"

"Voc j foi na lapide de Gregory?" , perguntou ela.

"Eu acabei de vir..."

"Por favor, no me diga que ele est voando por aqui", ela interrompeu, balanando as mos
dramaticamente. "Quero dizer, eu sei que o Diretor Nmero Um escolhe o menos provvel, mas
isso sentir ir um pouco longe demais. "

Tristan riu, feliz que ela estava agindo como ela mesma novamente. "Eu no vi sinal de Gregory",
disse ele. "Tudo est tranquilo em seu tmulo e em cima da colina, tambm. "

Ela baixou as mos. "Voc esteve com Ivy".

"Eu estive l, mas no pude chegar nela", disse ele. "Nem ela nem Philip me veem e eu no posso
entrar em suas mentes. Preciso de sua ajuda, Lacey. Eu acho que voc est cansado de ouvir isso,
mas eu preciso de voc agora mais do que nunca. "

Ela ergueu a mo, silenciando-o. "H algo que eu deveria dizer, Tristan."

"O qu?" ele perguntou.

"Eu no posso v-lo, tampouco."

"O qu!"

"Tudo que vejo  um brilho dourado", explicou Lacey, levantando-se, "a mesma coisa que todos
tem visto quando eles olham para voc." Ela suspirou. "Ou seja, ou eu sou uma pessoa viva
novamente. Brrrt ..!" Ela fez o som odioso da campainha de programa de jogos da TV.

"Ou voc  algo angelical muito alm de mim."

"Mas eu no quero ser!" protestou ele. "Tudo que eu quero fazer  dizer a Ivy..."

"Eu te amo", disse Lacey rapidamente. "Eu te amo".

Tristan assentiu. "Exatamente. E que eu a amo tanto que eu quero que ela encontre o amor que ela
est destinada."

Lacey se afastou de Tristan.

"O que posso fazer?" ele perguntou.

"Eu no sei", ela murmurou.

Ele tentou a impedir de caminhar, mas sua mo atravessou o brao dela.

Lacey tocou seu brao quando ele tentou agarr-la. "Voc est muito alm de mim agora", disse ela.
"No posso sequer imaginar o que est acontecendo com voc. Voc tem qualquer um de seus
antigos poderes? "
"Quando eu sa da escurido a ltima vez, eu tinha mais poderes do que nunca", respondeu Tristan.
"Eu poderia projetar minha voz como voc. Eu pude escrever por mim mesmo. Eu era forte o
suficiente para suportar Ivy e Will. Agora eu no tenho fora para fazer coisas simples. Como posso
chegar nela? "

"Reze. Pea outra chance", disse Lacey, "ainda que chegar a ela uma ltima vez possa tomar tudo
que lhe resta."

" assim que tudo deveria acabar?" Tristan perguntou.

"Eu no sei mais do que voc!" Lacey respondeu. "E voc sabe como eu odeio admitir isso",
acrescentou em uma voz mais suave. "Tudo o que voc pode fazer  rezar e tentar. Se... se voc no
conseguir, vou deix-la saber que voc queria. Vou entregar a mensagem. E eu vou vigiar ela de vez
em quando... voc sabe, dar-lhe alguns conselhos de anjo. "

Quando Tristan no disse nada, Lacey disse: "Tudo bem, ento voc no quer que eu d conselho a
sua garota. Eu no vou!"

"Por favor a vigie", disse ele, "e dar-lhe todos os conselhos que voc deseja. Eu confio em voc."

"Voc confia em mim... mesmo se eu aconselh-la sobre o amor?" Lacey disse, testando-o.

"Inclusive no amor", disse ele, sorrindo.

"No que eu saiba qualquer coisa sobre o amor ...", disse ela.

Tristan olhou-a com curiosidade. Ento ele se levantou para olhar mais de perto.

"O qu?" Lacey disse. "O qu?" Afastou-se a sua luz investigativa.

" isso a, no ?" disse ele com admirao silenciosa. "Isso  o que voc estava pensando quando
eu te encontrei. Voc se apaixonou! No negue. Anjos no devem mentir uns aos outros e nem os
amigos devem. Voc est apaixonado, Lacey. "

"Mas morta do que nunca, n?" , respondeu ela. "E agora voc teve o seu desejo atendido, ento
voc pode ir em frente."

"Quem ?" Tristan perguntou curiosamente.

Ela no lhe respondeu.

"Quem ?" ele persistiu. "Diga-me. Talvez eu possa ajudar. Eu sei que voc est se machucando,
Lacey. Posso v-lo. Deixe-me ajudar."

"Oh, meu Deus!" Lacey andou em crculo ao redor da sepultura. "Olha quem est orbitando na
esfera superior agora."

Ele ignorou o comentrio. "Quem ? Ser que ele sabe que voc est aqui para ele?"

Ela riu, em seguida, deixou cair o queixo e balanou a cabea em silncio.

"Olhe para mim", disse ele gentilmente. "Eu no posso ver seu rosto."
"Ento estamos quites", disse ela calmamente.

"Eu queria poder te tocar de novo", Tristan disse a ela. "Eu gostaria de poder colocar meus braos
em torno de voc. Eu no quero deix-la sofrendo assim."

Lacey fez uma careta. "Esse  o jeito que s voc pode me deixar", ela respondeu suavemente, em
seguida, olhou para ele com um olhar firme e constante, os olhos escuros brilhando com sua luz
dourada. "A menos que ...", disse ela, "a menos que eu deixe voc primeiro. Boa ideia, Lacey. Sem
suspirar, sem chorar", disse ela com firmeza.

Ento ela se virou e comeou a andar pela estrada do cemitrio.

"Lacey?" Tristan chamou por ela.

Ela continuou andando.

"Lacey? Onde voc vai?" Tristan gritou. "Ei, Lacey, voc no vai mesmo dizer adeus?"

Sem se virar, ela levantou a mo e mexeu os dedos em uma onda roxa brilhante. Ento, ela
desapareceu atrs das rvores.

Com as janelas da cidade adormecida Tristan tinha atravessado o seu caminho de volta do
cemitrio, como as janelas da casa de seus pais que ele tinha olhado atravs uma ltima vez, em
cada janela da casa grande em cima da colina estava escura. Tristan encontrou as trs meninas
dormindo no cho do quarto de Ivy.

Beth com seu rosto redondo e suave banhado pelo luar, Suzanne, sua massa de cabelos negros
estendidos como fitas brilhantes sobre seu travesseiro e Ivy entre suas amigas, ao menos a salvo.

O que as meninas no sabem - ou pelo menos tinha fingiu no notar - foi que Philip surgiu no
quarto Ivy e agora estava dormindo em sua cama, com a cabea na extremidade inferior, onde ele
pudesse ouvir seus segredos. Tristan o tocou com sua luz dourada. S Ella estava ausente do cenrio
calmo, ele pensou.

Sentou-se por um longo tempo, deixando a paz do quarto se infiltrar nele, relutante em perturbar o
sono de Ivy, relutante em levar o tempo que resta entre eles ao fim.

Mas isso iria acabar, ele sabia que, e quando o cu comeou a clarear, ele orava.

"D-me uma ltima vez com ela", ele implorou, ento ele se ajoelhou ao lado de Ivy. Concentrando-
se na ponta do seu dedo, ele correu ao longo de sua bochecha.

Ele sentiu sua pele macia. Ele poderia toc-la novamente! Ele podia sentir seu calor! os olhos de Ivy
se abriram. Ela olhou ao redor da sala, assombrada. Ele acariciou sua mo.

"Tristan?"

Ela sentou-se e empurrou para trs uma cascata de cabelos loiros.

Os lbios entreabertos num sorriso, e ela tocou o cabelo dela, onde ele tinha tocado. "Tristan, 
voc?"
Ele correspondeu ao pensamento e entrou.

"Ivy".

Ela se levantou rapidamente e caminhou at a janela, envolvendo os braos em volta de si. "Eu
pensei que nunca iria ouvir sua voz novamente," ela disse silenciosamente. "Eu pensei que voc
se fora para sempre. Depois do momento na ponte, eu no vi mais sua luz. Eu no pude v-lo agora
", disse ela, franzindo a testa e olhando para baixo em sua mo.

"Eu sei. Eu no entendo o que est acontecendo, Ivy. Eu s sei que estou mudando. E que eu no
vou estar de volta."

Ela assentiu, aceitando o que ele disse com uma calma que o surpreendeu. Ento ele viu sua boca
tremer. Ela tremia e parecia que ela iria gritar, mas no disse nada.

"Eu te amo, Ivy. Eu nunca vou parar de te amar."

Ela encostou-se na janela, olhando para fora em uma noite clara e brilhante. Ela olhou atravs das
lgrimas.

"Eu rezei por mais uma chance de chegar a ti", disse ele, "para lhe dizer o quanto eu amo voc e
dizer-lhe para continuar a amar. Algum foi feito para voc, Ivy, e voc foi feita para algum. "

Ela levantou e se endireitou. "No."

"Sim, amor", disse ele, suavemente mas com firmeza.
"No!"

"Prometa-me, Ivy..."

"Eu no vou te prometer nada mas que eu te amo", ela chorou.

"Oua-me," Tristan confessou. "Voc sabe que eu no posso ficar por mais tempo."

A palidez, a noite brilhante estava chovendo agora, e novas lgrimas brilhavam em seu rosto, mas
ele tinha que sair.

"Eu te amo", disse ele. "Eu te amo. Am-lo."

Ento Tristan saiu e viu ela de p junto  janela,  luz da madrugada. Ele se afastou e observou
enquanto ela se ajoelhou e descansou os braos e rosto no parapeito. Ele recuou novamente e viu
suas lgrimas secas e seus olhos se fecharem. Quando ele deu o passo pela terceira vez, Tristan
pensou que o sol tinha subido atrs dele, quebrando a noite plida em mil fragmentos de prata.

Ele se virou de repente para o leste, mas o crculo de luz brilhante no era o sol. No foi saber o que
era, exceto que ela era uma luz significava para ele e Tristan caminhou rapidamente em direo a
ela.
Captulo 20



Ivy acordou com o sol nos olhos dela. Antes que ela se lembrasse da visita de Tristan, e antes de
Beth dizer sonolenta, "Eu tive um sonho ontem  noite que Tristan veio", Ivy sabia que ele tinha ido
embora.

No era uma sensao que ela poderia explicar, apenas um sentido claro que ele no estava mais
com ela e que no voltaria. A luta para manter o que eles tinham, o desejo de voltar no tempo para
Tristan, e o sonho de viver em outro mundo com ele tinha cessado dentro dela. Ela sentiu um novo
tipo de paz.

Maggie, Andrew e Philip tinham levantado e ido cedo para fora da casa naquele domingo. As
meninas tomaram caf tarde, em seguida, Suzana e Beth reuniram suas coisas e os levava para o
carro de Beth. Suzanne esperou at ento para fazer a Ivy a pergunta tinha feito vrias vezes na
noite anterior.

"Eu tenho estado bem", Suzanne comeou. "Toda noite passada e esta manh eu no disse uma
coisa que eu no deveria ter dito. "

"Voc comeu dois brownies voc no deveria ter comido", Ivy lembrou. Ela observava com
diverses quando Beth chamou a ateno de Suzanne e fez sinais de corte rpido na garganta. Mas
Suzanne no seria silenciada.

"Beth me disse que se dissesse isso, ela meteria uma bola de papel na minha boca." Beth lanou
suas mos no ar. "Mas eu tenho que perguntar. O que est acontecendo com voc e Will? Quero
dizer, ele salvou sua vida. Estou certa?"

"Will salvou minha vida", Ivy concordou.

"Ento, o que..."

"Eu disse Suzanne que voc s precisava de algum tempo para resolver as coisas", Beth interveio.

Ivy balanou a cabea.

"Mas ele est totalmente viciado em voc!" Suzanne disse, exasperada. "Ele est apaixonado dos
ps a cabea - ele est assim a meses."

Ivy no disse nada.

"Eu odeio quando ela comea a olhar teimoso em seu rosto," Suzanne reclamou com Beth. "Ela se
parece com seu irmo."

Ivy ri ento  supunha que ela e Philip compartilhavam de feies teimosas - mas ela se recusou a
dizer alguma coisa sobre Will.

Depois de suas amigas irem embora, Ivy caminhou em direo  casa da rvore de Philip, parando
no caminho no trecho de crisntemos dourados onde Ella foi sepultada. Ela tocou as flores com os
dedos, em seguida, seguiu em frente. Beth estava certo, havia muito para resolver.
Na tera-feira ela havia dito a polcia que tudo o que sabia sobre o caso de Gregory  tudo, exceto
as tentativas de chantagem de Will. Contra seu melhor juzo, Ivy tinha mantido o silncio sobre o
bilhete que havia encontrado no quarto de Gregory.

Na tera-feira, ela conseguiu se convencer de que a polcia j sabia sobre Will. Ela argumentou que
eles rastrearam o dinheiro da chantagem quando Will depositou.  por isso que Donnelly foi  casa
de Will, disse a si mesma quando subia a escada de corda da casa da rvore. Mas Ivy sabia que
no final ela deveria contar  polcia sobre o bilhete. O perigo de manter grandes segredos foram
feitos por demais evidente a vida e morte de Caroline.

Ela alcanou o topo da escada e caminhou pela ponte estreita  outra rvore. Tirando de lado
algumas folhas, ela se sentou no cho de madeira. No extremo norte, ela podia ver uma pequena
faixa do rio, um trecho pacfico de fita azul. Recostando-se para trs, ela olhou para trechos do cu -
no muito mais de que estrelas azuis agora - mas logo, com as folhas caindo, seria apenas o telhado
da casa da rvore teria.

Tudo bem, pensou ela. O cu era o telhado anjos tambm.

Anjos, cuidem de Will, ela orou. Era o melhor que podia fazer por ele agora. Ela no podia confiar
nele. E ela nunca poderia amar algum que tinha traido como ele. Ainda assim, seu corao se
penalizou por ele. Anjos, o ajudem, por favor.

"Ei, h uma campainha essa casa?"

Ivy pulou ao som da voz de Will, em seguida, rapidamente virou de barriga para baixo a olhar para
ele atravs das fendas entre as tbuas.

"No."

Ele ficou em silncio por um momento. "Existe uma aldraba?"

"No." A mente dela acelerou... ou era seu corao? Ela desejou conseguir pensar em algo
inteligente para dizer. Ela desejou que ele no a fizesse doer por dentro.

"Talvez existam algumas palavras mgicas?" disse ele.

Ivy no respondeu. Will se recostou na grama, tentando ver dentro da casa da rvore. Ela levantou a
cabea e olhou para baixo ao longo da borda para ele.

"Se h palavras mgicas, Ivy, eu com certeza gostaria que voc me dissesse quais so, porque eu
estive pensando por um longo tempo e eu estou prestes a desistir."

Ivy mordeu o lbio.

"Voc sabe," Will continuou, "quando duas pessoas escapam por pouco da morte, normalmente tm
algo para falar, mesmo que no se conhecessem antes daquele momento, eles geralmente tm algo a
dizer uns aos outros depois. Mas voc no disse nada para mim. Eu tenho tentado dar-lhe algum
tempo. Eu tenho tentado dar-lhe algum espao. Tudo que eu quero ... "

"Obrigada", disse Ivy. "Obrigada por arriscar sua vida. Obrigado por me salvar."

"Isso no  o que eu queria!" Will respondeu, irritado. "Gratido  a ltima coisa que eu..."
"Bem, deixe-me dizer o que eu quero", Ivy gritou para ele. "Honestidade".

Will olhou para cima com uma expresso perplexa. "Quando no tenho sido honesto?" ele
perguntou. Era como se ele tivesse esquecido totalmente a chantagem. "Quando?"

"Achei o seu bilhete, Will. Eu sei que voc chantageou Gregory. Eu no disse nada  polcia, mas eu
vou."

Ele franziu atesta. "Ento diga a eles", disse ele, levantando a sua voz com frustrao. "V em
frente!  novidade para eles, mas se voc tem o bilhete,  mais uma pea para os arquivos da
polcia. Eu simplesmente no entendo... "Ele comeou a andar longe da casa da rvore, depois
parou." Espere um minuto. Voc acha que... Voc no podia realmente pensar que eu fiz para ganhar
dinheiro, voc pde? "

"Normalmente  por isso que as pessoas fazem chantagem".

"Voc acha que eu iria tra-la assim?" perguntou ele, incrdulo. "Ivy, que eu organizei essa
chantagem, os Celentanos me ajudaram e eu filmei ele... assim eu tinha alguma coisa para levar
para a polcia. "

Ivy sentou-se e aproximou da borda da plataforma.

"Em agosto," Will disse, "quando voc estava no hospital, Gregory chamou e me disse que voc
havia tentado cometer suicdio. Eu no podia acreditar. Eu sabia como voc sentia falta de Tristan,
mas eu sabia que voc era um lutadora, tambm. Eu fui  estao de trens naquela manh olhar ao
redor e tentar descobrir o que tinha passado na sua cabea. Quando eu estava saindo eu encontrei a
jaqueta e bon. Eu os recoli, mas h semanas eu no sabia como ou mesmo se eles estivam ligados
ao que tinha acontecido. "

Will que andava ao redor, curvando-se e pegar pequenos gravetos, quebrando-os em suas mos.

"Quando a escola comeou", disse, "Eu corri atravs de algumas fotos de arquivo de Tristan na sede
do jornal. De repente eu percebi isso. Eu sabia que no era voc que ia pular na frente de um trem,
mas era apenas como Eric e Gregory a convenceria de atravessar a pista. Lembrei-me como Eric
tinha jogado de medo com a gente e eu o culpei em primeiro lugar. Mais tarde, percebi que havia
muito mais do que um jogo em andamento ".

"Por que voc no me contou isso antes?" Ivy perguntou. "Voc deveria ter me dito isso antes."

Voc no estava me dizendo coisas, tambm", lembrou ele.

"Eu estava tentando proteg-lo", explicou ela.

"Que diabos voc acha que eu estava fazendo?" Ele jogou os gravetos. "Achei que o Eric morreu
porque ele estava indo derramar o feijo. Eu no sei porque Gregory queria matar voc, mas eu
percebi que se ele assassinasse o seu melhor amigo, ele iria atras de ti no importava o risco. Eu tive
que distra-lo, dar-lhe outro alvo e tentar obter algo sobre ele, ao mesmo tempo. Quase deu certo.
Dei a fita para o tenente Donnelly naquela tarde, mas Gregory j tinha feito sua armadilha. "

Ele fez uma pausa e Ivy moveu para a beira da plataforma, derrubando as pernas para o lado,
pendurando-se firmemente  corda que pendia ao lado dela.
"Voc pensou que eu iria tra-la," Will disse, sua voz soava oca e incrdula.

"Will, me desculpe." Ela sabia pelo seu tom que o tinha ferido profundamente. "Eu estava errada.
Eu realmente sinto muito", disse ela, mas ele estava andando para longe dela. "Eu cometi um erro.
Um dos grandes", ela o chamou. "Tente entender. Eu estava to confusa e com medo. Eu pensei que
eu tinha trado a mim mesma quando eu confiei em voc... e traido Tristan quando eu me apaixonei
por voc. Will! "

Segurando a corda, ela caiu para o lado, ento balanou livre fora da casa da rvore. Mas Will tinha
virado para trs um momento antes. Ela aterrizou em cima dele e eles rolaram juntos para o cho.

Eles ficam l por um momento, empilhados, Ivy em cima de Will, nenhum deles se moveu.

"Boa pegada", disse Ivy. Ela estava tentando rir, mas tudo o que podia fazer era tremer. Ela estava
com tanto medo que ele se levantasse, se aprumasse e fosse embora. Por que ele no deveria?

"Voc se apaixonou por mim?" Will perguntou.

Ela olhou em seus profundos olhos castanhos, olhos que brilhavam com a luz oculta, ento ela viu
um sorriso se espalhando pelo rosto. Seus braos cercaram ela e ela relaxou nele, com o rosto
prximo ao dele.

"Amo voc, Will," ela disse suavemente.

"Te amo, Ivy". Ele abraou ela e balanou um pouco. "Voc sabe", disse ele, " uma coisa boa isso
no ter acontecido antes. Se eu soubesse o quo pesada voc era eu nunca teria chegado em voc. "

"O qu?"

"Sem um anjo ao redor, eu estaria morto", disse ele.

Ivy levantou-se abruptamente.

Will riu. "Ok, ok, isso  uma mentira. Mas esta  a verdade. Os anjos vo jurar", disse ele, em
seguida, a envolveu para dar lhe um beijo.

